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sábado, 30 de abril de 2011

PELE E PSIQUISMO.

A importância do repouso 
Atualmente há grande interesse das pessoas no rejuvenescimento da pele e, para isso, procuram procedimentos cosméticos mais ou menos agressivos, desde o simples uso de cremes até cirurgias plásticas. Poucas se lembram, porém, de que o aspecto viçoso é resultado de um conjunto de fatores, não só dos cuidados externos, e que vem basicamente das condições internas que a pessoa cria no seu organismo. 
Entre esses fatores tem papel importante o repouso, para o qual, há certas recomendações a serem observadas, a fim de que ele funcione não só como renovador das energias, mas principalmente como rejuvenescedor.
 
O sono
Quando falamos em repouso, lembramos de sono. Efetivamente, essa é a forma fisiológica que praticamos diariamente, forçados pela Natureza, pois, quando a atividade ultrapassa determinado limite, o sono se impõe e a pessoa é forçada a repousar. Exceto em situações excepcionais, de estresse elevado, o sono se apresenta automaticamente e indica que há necessidade de recuperar energias.
 
O repouso imposto pelo sono é o meio natural de o organismo refazer suas forças e reorganizar os sistemas para se preparar para nova jornada de atividades. Isso ocorre todos os dias, seguindo um ritmo que se renova a cada 24 horas. Esse ritmo faz parte de um conjunto de ritmos a que estamos submetidos. Parece que todo o Universo é rítmico e os eventos vêm e voltam de tempos em tempos.
 
Vemos que as estações do ano se sucedem a cada três meses, as fases da Lua a cada 28 dias, as marés a cada seis horas. No organismo humano temos o ciclo menstrual, com a mesma duração que o ciclo lunar, o ciclo da fome/ingestão/digestão, que dura mais ou menos oito horas.
O próprio sono tem fases superficiais e profundas, uma delas sendo aquela em que ocorrem os sonhos, chamada fase REM (de Rapid Eye Movement). Durante o período de oito horas de sono, podem ocorrer 35 alterações fásicas, ocupando cada ciclo cerca de 90 minutos. Ao final do período de sono, há uma mudança completa no organismo, que se traduz por disposição para as ações diárias, capacidade de pensar e sensação de energia em todo o corpo. As células da pele foram renovadas aceleradamente e o sistema imunitário encontra-se ativado.
Horas e horários
A quantidade de horas de sono é variável conforme a pessoa e conforme sua idade. É geralmente aceito que a média de seis a oito horas de sono é comum para a maioria das pessoas. Quando o organismo é forçado a encurtar suas horas de repouso pelo sono, cria-se estresse, que afeta, em primeiro lugar, a função imunitária e subseqüentemente todos os outros sistemas e órgãos. É conhecida a manifestação cutânea, vulgarmente chamada olheiras, que indica cansaço, falta de repouso ou esgotamento físico. Esse é apenas um dos sintomas que a falta de repouso adequado cria na pele.
Para que o sono cumpra suas funções é preciso que se atente para certas características de seu ritmo. Diz a tradição ayurvédica que, para obter o melhor rendimento das horas de sono, convém observar seu ritmo, ter hora certa para dormir e para acordar e manter um intervalo de três horas entre a última refeição e o adormecer. Isso é explicado pela sucessão dos agentes dominantes fundamentais, chamados doshas, que são em número de três: Vata, Pitta e Kapha.
 
Vata controla o movimento, Pitta controla o metabolismo e a digestão, Kapha controla a estrutura física e o equilíbrio dos fluidos. A hora mais adequada de ir dormir, conforme explica o Dr. Deepak Chopra, famoso médico e escritor indiano radicado nos EUA, maior divulgador no mundo do conceito de medicina mente-corpo, é no ponto de conexão dos períodos Kapha e Pitta da noite, às 22 horas. A partir dessa hora até as duas horas da madrugada ocorreria uma ativação rejuvenescedora dos tecidos. Dormir muito além desse horário significa perder o descanso rejuvenescedor, que começa no final do período Kapha. O momento melhor de levantar está no final do período Vata da manhã e início do período Kapha, ou seja, às 6 horas.
Lazer também é repouso
Este é um aspecto do descanso muitas vezes negligenciado. Na sociedade consumista e competitiva estimulada pela idéia exclusiva de lucro e vantagens, que devem ser obtidos a qualquer preço, o lazer é colocado em segundo plano e até menosprezado como se fosse vadiagem. 
Entretanto, o lazer é essencial para um bom rendimento no dever. Lazer significa desligar-se das obrigações e, por algum tempo, dedicar-se a atividades que causem prazer, nas quais não haja compromissos de horário nem de metas a atingir. Podem ser férias, passeios, cinema, dança, ler, escrever, caminhar, correr, fazer ginástica, conversar ou estar com pessoas. Isso leva a descontração e aumento dos hormônios que produzem relaxamento, calma e euforia, diminuindo, assim, o estresse das atividades profissionais. 
É importante preservar o espaço para o lazer na agenda diária evitando que ele seja contaminado por obrigações, como sair a passear com a família na expectativa de ser chamado para solucionar um defeito numa central de computação. Parafraseando o recentemente falecido jogador de futebol Didi, que dizia que treino é treino, jogo é jogo, pode-se tomar como princípio que trabalho é trabalho, lazer é lazer, cada um no seu tempo. 
Fazer nada... 
Uma forma aparentemente estranha de repouso é dar uma parada eventual nas atividades, por curto período de tempo, como um ou dois minutos, e fazer nada. Uma parada, que não esteja na agenda, é um momento para respirar, centrar-se, reorganizar idéias e relaxar a musculatura. 
Benefícios para a pele
Quem deseja, pois, rejuvenescer a pele ou mantê-la com viço deve ter em mente que os procedimentos externos, como os peelings e preenchimentos cutâneos, entre outros, precisam ser alicerçados na redução do estresse ao mínimo nível possível. 
Para isso, a observância da regularidade e da quantidade de sono, a preservação do tempo para o lazer e a descontração momentânea em diversas ocasiões contribuem essencialmente para a vitalidade dos componentes cutâneos pela produção dos mediadores cerebrais do estado de calma. Pele descansada é pele mais bonita e saúdavel.

O FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO NO TRABALHO.

Complexo e repleto de ligações, o cérebro reage de maneiras diferentes a cada situação enfrentada no dia a dia do trabalho.
A cobrança por um resultado rápido desencadeia uma poderosa onda de estresse. E aquele projeto complicado faz com que a ansiedade mande constantes mensagens de alerta.
Na entrevista a seguir, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, de 37 anos, diretora do Laboratório de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de cinco livros, entre os quais Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor (Editora Sextante), explica como essas emoções podem ser benéficas ou perigosíssimas para o desempenho e para a motivação profissional.
O que ocorre com o corpo, do ponto de vista da neurociência, quando um profissionalpassa por situações estressantes no trabalho?
O estresse nada mais é do que uma força que provoca transformações mentais e físicas no corpo. O coração dispara, a pressão arterial aumenta e o cérebro reage para que possa enfrentar novos problemas.
A princípio, o estresse é bom, porque faz com que os níveis de atenção cresçam. Isso só acontece quando o profissional sente que tem controle sobre a situação e que é capaz de encontrar soluções para o problema.
O estresse se torna perigoso no momento em que a pessoa acha que não consegue dar conta do trabalho e entra num estado de paralisia. A situação fica drástica quando alguém precisa fazer grandes esforços para tentar driblar um desafio e não chega a lugar nenhum.
O que fazer para ter mais qualidade de vida?
Três fatores são importantes: lazer, sono e exercício. O primeiro passo é parar de pensar nos problemas assim que o expediente terminar.
Um profissional não consegue relaxar se for para casa e ficar remoendo as obrigações do dia seguinte. Desligar- se é vital.
O lazer ajuda nessa tarefa, pois faz com que o cérebro se ocupe com atividades prazerosas e se sinta satisfeito e recompensado.
Como o sono e a atividade física ajudam?
O sono faz com que o cérebro registre as atividades desenvolvidas durante o dia e crie estratégias para resolver novos problemas. Uma boa noite de sono ajuda a regenerar os neurônios do hipocampo, parte do cérebro que cuida da memória recente. Essas novas células ampliam a capacidade de aprendizagem e auxiliam na administração do estresse.
Os exercícios também mantêm o hipotálamo em bom funcionamento. Mas tem que ser alguma atividade física que dê prazer. Caso contrário, o cérebro vai encontrar mais um motivo para se estressar.
Uma das queixas mais comuns entre os profissionais é a dificuldade de planejar tarefas.
É possível treinar o cérebro para ter uma organização mental?
Sim. Nós temos uma agenda interna no hipocampo que funciona como uma lista de tarefas, armazenando as informações mais novas do dia. Para funcionar bem, o cérebro precisa priorizar essas atividades e diminuir a complexidade dos problemas. Esse é o segredo do bom planejamento mental.
A satisfação aparece quando nós resolvemos aquilo que nos deixa angustiados. Por isso é importante dividir os grandes problemas em pequenos desafios, que podem ser resolvidos com mais facilidade, e traçar uma estratégia simples para solucioná-los.
A motivação é um dos pontos-chave para que uma pessoa se sinta realizada com o trabalho.
Como controlamos esse sentimento?
Quando tem uma decisão a tomar, o cérebro ativa o sistema de recompensa, localizado no córtex cingulado, responsável por avaliar as chances de sucesso e fracasso de uma empreitada.
Se o cérebro determina que o fracasso é o resultado mais provável, o corpo não sai do lugar.
A motivação só acontece quando a mente manda o sinal de que há pelo menos 50% de chance de uma atividade ser bem-sucedida. É a antecipação do sucesso e a sensação de uma recompensa futura que estimulam uma pessoa a se dedicar a uma tarefa, por mais desgastante que seja.
Com a redução das equipes, os profissionais têm mais objetivos para cumprir e menos tempo para entregar bons resultados.
Qual é a reação do cérebro nesses casos?
A manifestação mais comum é a ansiedade, quando o cérebro manda sinais de preocupação com problemas que ainda não existem, mas que aparecerão logo mais. A inquietação com o futuro é maravilhosa, porque é uma maneira de se preparar antecipadamente para o que está por vir.
Por mais que os chefes insistam que é preciso estar atento e bem informado para as metas do próximo mês, a pressão interna causada pela ansiedade é completamente pessoal e inevitável.
Em que medida a ansiedade, uma doença comum hoje em dia, pode ser prejudicial ao trabalho de uma pessoa?
A ansiedade fica perigosa quando a inquietação é tanta que o cérebro se convence de que não tem nenhum domínio sobre as situações futuras e começa a fazer avaliações exageradas sobre o tamanho do problema a ser resolvido. Isso faz com que a mente fique incapacitada para agir.
Se essa sensação persiste por um longo período, surge o estado ansioso crônico, uma doença que precisa ser tratada com remédios e terapia.
É comum que subordinados imitem as atitudes de seus chefes, tanto as boas quanto as ruins. Por que isso ocorre?
Há um sistema no cérebro que nos faz ser capaz de repetir mentalmente as ações das pessoas com as quais convivemos, são os neurônios espelho (é por causa deles que bocejamos logo depois de alguém, por exemplo).
Esse mecanismo nos faz imitar o outro e intuir quais são suas intenções. Mas, para isso, é preciso ter identificação. Se o funcionário não se identificar com o líder, vai refutar suas ações.
Por que é importante estar disposto a enfrentar novos desafios?
Se um profissional se mantém o tempo todo na zona de conforto, sem pensar em nada de diferente, a mente fica entediada e não cria novas maneiras de resolver problemas. E do que o cérebro mais gosta é ser desafiado, desde que se sinta apto para encontrar soluções.
Esse é o ponto mais importante: a sensação de autonomia. As empresas têm que dar certa liberdade para seus funcionários poderem tocar novos projetos. Quem não tem um mínimo poder dentro das corporações fica estressado, se sente incapaz e se torna uma bomba ambulante de estresse.
O jornalista Malcolm Gladwell, autor do livro Fora de Série, diz que para se destacar em determinada área é necessário repetir uma atividade por 10 000 horas.
Qual a importância da prática para o desenvolvimento cerebral?
Só o talento não transforma alguém num gênio. A prática e a motivação são fundamentais para que o cérebro se acostume a uma tarefa e encontre as melhores maneiras de realizá-la.
Para conseguir dedicar tempo a uma atividade, é necessário que uma pessoa encontre algo que adore fazer.
Só conseguimos repetir tantas vezes a mesma tarefa se o nosso cérebro se sentir recompensado e feliz com isso. Quem ainda não encontrou sua vocação precisa experimentar novas atividades. Sair da zona de conforto é o melhor remédio.

OS 12 PARES DE NERVOS CRANIANOS,

Nervos correspondem a um conjunto de fibras nervosas unidas por tecido conjuntivo denso, organizadas em feixes, sendo responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos. Fibras sensoriais levam impulsos das células para o sistema nervoso central; e fibras motoras, do sistema nervoso central aos músculos. Denominam-se Nervos Cranianos todos aqueles nervos que fazem conexão com o Encéfalo. Existem 12 pares de Nervos Cranianos, sendo o Primeiro (Olfatório) ligado ao Telencéfalo; o Segundo (Óptico), ligado ao Diencéfalo; ao passo que os outros dez ligam-se ao Tronco Encefálico. Numeram-se os Nervos Cranianos com algarismos Romanos de I a XII, obedecendo à ordem de sua origem aparente no Encéfalo no sentido rostrocaudal. Fazendo uma Análise morfofuncional dos Nervos Cranianos, temos:

Nervo Olfatório (I)

É constituído por feixes nervosos que se originam na parte olfatória da mucosa das fossas nasais, atravessam a lâmina crivosa do osso etmóide e terminam no bulbo olfatório. É um nervo exclusivamente sensitivo, responsável pela condução dos impulsos olfatórios, sendo então classificado como Aferente Visceral Especial.

Nervo Óptico (II)

Constitui-se por feixes de fibras nervosas originadas na região da retina que penetram no crânio através do canal óptico. Os dois nervos ópticos unem-se no quiasma óptico, onde há um parcial cruzamento de suas fibras, que continuam no trato óptico até o corpo geniculado lateral. É um nervo totalmente sensitivo, classificando-se como Aferente Somático Especial.

Nervo Óculomotor (III) / Nervo Troclear (IV) / Nervo Abducente (VI)

São Nervos responsáveis pela inervação dos músculos extrínsecos do Olho, que são os seguintes: Músculo Elevador da Pálpebra Superior, Músculo Reto Superior, Músculo Reto Inferior, Músculo Reto Lateral, Músculo Reto Medial, Músculo Oblíquo Superior, Músculo Oblíquo Inferior. Todos esses músculos são inervados pelo Nervo Óculomotor, excetuando-se o Músculo Reto Lateral(Inervado pelo Nervo Abducente) e o Músculo Oblíquo Superior(Inervado pelo Nervo Troclear). As fibras destes três Pares de Nervos são classificadas como Eferentes Somáticas.

Nervo Trigêmeo (V)

Possui uma raiz Sensitiva, consideravelmente maior, e uma raiz motora, sendo então considerado um nervo misto. Os Três Ramos ou Raízes do Nervo Trigêmeo, responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça, são:
§                     V.1 – Nervo Oftálmico: Responsável pela sensibilidade da cavidade orbital e seu conteúdo. Possui três ramos terminais: nasociliar, frontal e lacrimal.
§                     V.2 – Nervo Maxilar: Inerva as partes moles compreendidas entre a pálpebra inferior, nariz e lábio superior.
§                     V.3 – Nervo Mandibular: É bastante ramificado, tendo como principais ramos o Nervo Lingual, que proporciona a sensibilidade geral dos 2/3 anteriores da língua, e o Nervo Alveolar Inferior, que percorre o interior do osso Mandibular.
Estas ramificações do Nervo Trigêmeo conduzem tanto impulsos exteroceptivos (temperatura, pressão, dor, tato), como propioceptivos (originados em receptores localizados nos músculos da mastigação e na ATM).
A Raiz motora deste nervo acompanha o nervo mandibular, distribuindo-se aos músculos da mastigação e classificando-se com Eferentes Viscerais Especiais.

Nervo Vestíbulo-Coclear, (VI)

O nervo vestíbulo-coclear é um nervo exclusivamente sensitivo, que penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino, entre a emergência do VII par e o flóculo do cerebelo, região denominada ângulo ponto-cerebelar. Ocupa juntamente com os nervos facial e intermédio o meato acústico interno, na porção petrosa do osso temporal. Compõem-se de uma parte vestibular e uma parte coclear, que embora unidas em tronco comum, têm origem, funções e conexões centrais diferentes. 

A parte vestibular é formada por fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio vestibular, que conduzem impulsos nervosos relacionados com o equilíbrio, originados em receptores da porção vestibular do ouvido interno. 

A parte coclear do VIII par é constituída de fibras que se originam nos neurônios sensitivos do gânglio espiral e que conduzem impulsos nervosos relacionados com a audição originados no órgão espiral (de Corti), receptor da audição, situado na cóclea. As fibras do nervo vestíbulo-coclear classificam-se como aferentes somáticas especiais. 

Nervo Facial (VII)

Este Nervo emerge do sulco bulbopontino através de dois componentes: uma raiz motora e uma raiz sensitiva e visceral. Após um percurso pelo meato acústico interno, o Nervo Facial emerge do Crânio pelo forame estilomastóideo, possuindo cinco componentes funcionais. Desses cinco componentes, os três mais importantes são:
§                     VII.1 – Fibras Aferentes Viscerais Especiais: Para os Músculos Mímicos, Músculo Estilo-Hióideo, e ventre posterior do Músculo Digástrico.
§                     VII.2 - Fibras Eferentes Viscerais Gerais: Responsáveis pela inervação pré-ganglionar das glândulas lacrimal, submandibular e sublingual.
§                     VII.3 – Fibras Aferentes Viscerais Especiais: Recebem impulsos gustativos provenientes dos 2/3 anteriores da língua.

Nervo Vestíbulo-Coclear (VIII)

Trata-se de um nervo exclusivamente sensitivo que ocupa, juntamente com os nervos Facial e Intermédio, o meato acústico interno. Compõe-se de uma parte vestibular e uma parte coclear, que, apesar de unidas em um tronco comum, possuem origens, funções e conexões centrais diferentes. A parte vestibular é formada por fibras sensitivas que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio vestibular, estando relacionada com a manutenção do Equilíbrio do corpo. Já a parte coclear é constituída por fibras originadas nos neurônios sensitivos do gânglio espiral, estando relacionada com a audição. As fibras desse nervo classificam-se como Aferentes Somáticas Especiais.

Nervo Glossofaríngeo (IX)

É um nervo misto, formado por filamentos que se reúnem para formar o tronco do Nervo Glossofaríngeo, que sai do crânio através do forame jugular. Apresenta dois gânglios: superior(jugular) e inferior(petroso), formados por neurônios sensitivos. Seus componentes funcionais assemelham-se aos do Nervo Facial, sendo o mais importante aquele composto por fibras aferentes viscerais gerais, responsáveis pela sensibilidade geral do terço posterior da língua, faringe, úvula, tonsilas, tuba auditiva, seio e corpos carotídeos. Esse Nervo também é responsável pela inervação da glândula Parótida através de fibras eferentes viscerais gerais.

Nervo Vago (X)

É o maior de todos os Nervos Cranianos, sendo misto, mas principalmente visceral. Emerge do crânio pelo forame jugular, atravessa o pescoço e o tórax, terminando no Abdome. No Seu longo trajeto o Vago dá origem a vários ramos que inervam a laringe e a faringe, entrando na formação dos plexos viscerais que promovem a inervação autônoma das vísceras torácicas e abdominais. Assim como os Nervos Facial e Glossofaríngeo, o Nervo Vago apresenta cinco componentes funcionais, dos quais destacam-se três principais:
§                     X.1 – Fibras Aferentes Viscerais Gerais: muito numerosas, conduzem impulsos aferentes originados na faringe, laringe, traquéia, esôfago, vísceras do tórax e abdome.
§                     X.2 – Fibras Eferentes Viscerais Gerais: responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais.
§                     X.3 – Fibras Eferentes Viscerais Especiais: Inervam os músculos da faringe e da laringe. O mais importate nervo motor é o nervo laríngeo recorrente.

Nervo Acessório (XI)

É um nervo formado por uma raiz craniana e uma raiz espinhal. Esta última raiz é formada por filamentos radiculares que constituem um tronco comum que penetra no crânio pelo forame magno. Este tronco une-se com os filamentos da raiz craniana e depois divide-se em um ramo interno, que acompanha o vago, e um ramo externo, que inerva os Músculos Trapézio e Esternocleidomastóideo. As fibras que se originam da raiz craniana e que se unem ao vago são de dois tipos:
§                     XI.1 – Fibras Eferentes Viscerais Especiais: Inervam músculos da laringe através do laríngeo recorrente.
§                     XI.2 – Fibras Eferentes Viscerais Gerais: Inervam vísceras torácicas juntamente com fibras vagais.
Já as fibras da raiz espinhal são Eferentes Viscerais Especiais.

Nervo Hipoglosso (XII)

É um nervo sobremaneira motor que emerge do sulco lateral anterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se unem para formar seu tronco. Distribui-se aos músculos intrínsecos e extrínsecos da língua. Suas Fibras são consideradas Eferentes Somáticas.
Bibliografia
Machado, Ângelo. Neuroanatomia Funcional. 2ª Edição. São Paulo: Editora Atheneu, 2000.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

PRINCIPAIS HORMÔNIOS HUMANOS.


GLÂNDULA
HORMÔNIO
FUNÇÃO
Adeno-hipófise ou lobo anterior da hipófise


Adrenocorticotrófico (ACTH)
Estimula o córtex adrenal.
Tireotrófico (TSH) ou tireotrofina
Estimula a tireóide a secretar seus principais hormônios. Sua produção é estimulada pelo hormônio liberador de tireotrofina (TRH), secretado pelo hipotálamo.
Somatotrófico (STH) ou Hormônio do Crescimento (GH)
Atua no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. Também aumenta a utilização de gorduras e inibe a captação de glicose plasmática pelas células, aumentando a concentração de glicose no sangue (inibe a produção de insulina, predispondo ao diabetes).
Gonadotróficos
(sua produção é estimulada pelo hormônio liberador de gonadotrofinas - GnRH - secretado pelo hipotálamo)
Folículo estimulante (FSH)
Na mulher, estimula o desenvolvimento e a maturação dos folículos ovarianos. No homem, estimula a espermatogênese.
Luteinizante (LH)
Na mulher estimula a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo. No homem, estimula a produção de testosterona pelas células instersticiais dos testículos.
Prolactina ou hormônio lactogênico
Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. Sua produção acentua-se no final da gestação, aumenta após o parto e persiste enquanto durar o estímulo da sucção.
Neuro-hipófise ou lobo posterior da hipófise
(não produz hormônios; libera na circulação dois hormônios sintetizados pelo hipotálamo)
Antidiurético (ADH) ou vasopressina

Regula o volume de urina, aumentando a permeabilidade dos túbulos renais à água e, conseqüentemente, sua reabsorção. Sua produção é estimulada pelo aumento da pressão osmótica do sangue e por hemorragias intensas. O etanol inibe sua secreção, tendo ação diurética.
Ocitocina


Na mulher, estimula a contração da musculatura uterina durante o parto e a ejeção do leite.
No homem, provoca relaxamento dos vasos e dos corpos eréteis do pênis, aumentando a irrigação sangüínea.
Lobo intermédio da hipófise
Hormônio melanotrófico ou melanocortinas (MSH) ou intermedinas
Estimulam a pigmentação da pele (aceleram a síntese natural de melanina) e a síntese de hormônios esteróides pelas glândulas adrenal e gonadal. Ainda interferem na regulação da temperatura corporal, no crescimento fetal, secreção de prolactina, proteção do miocárdio em caso de isquemia, redução dos estoques de gordura corporal (*) etc.
(*) A leptina, hormônio secretado pelas células do tecido adiposo, ao ser liberada na circulação periférica, atua sobre o hipotálamo, inibindo o apetite. A ligação da leptina aos receptores hipotalâmicos estimula a secreção de MSH que, por sua vez, se liga a outros neurônios, responsáveis pela diminuição do apetite. Entretanto, a perda de peso observada com o tratamento com MSH sugere também sua ação direta na mobilização dos depósitos de gordura.

Tireóide

Tiroxina (T4) e triiodotironina (T3)
Regula o desenvolvimento e o metabolismo geral.
Calcitonina
Regula a taxa de cálcio no sangue, inibindo sua remoção dos ossos, o que diminui a taxa plasmática de cálcio.
Paratireoídes
Paratormônio
Regula a taxa de cálcio, estimulando a remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para o plasma sangüíneo), a absorção de cálcio dos alimentos pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais, aumentando a concentração de cálcio no plasma.
Pâncreas


Insulina
(Ilhotas de Langerhans - células beta)
Aumenta a captação de glicose pelas células e, ao mesmo tempo, inibe a utilização de ácidos graxos e estimula sua deposição no tecido adiposo. No fígado, estimula a captação da glicose plasmática e sua conversão em glicogênio. Portanto, provoca a diminuição da concentração de glicose no sangue.
Glucagon
(Ilhotas de Langerhans - células alfa)
Ativa a enzima fosforilase, que fraciona as moléculas de glicogênio do fígado em moléculas de glicose, que passam para o sangue, elevando a glicemia (taxa de glicose sangüínea).
Adrenais ou Supra-renais



córtex
Glicocorticóides (principal: Cortisol)
Estimulam a conversão de proteínas e de gorduras em glicose, ao mesmo tempo que diminuem a captação de glicose pelas células, aumentando, assim, a utilização de gorduras. Essas ações elevam a concentração de glicose no sangue, a taxa metabólica e a geração de calor. Os glicorcoticóides também diminuem a migração de glóbulos brancos para os locais inflamados, determinando menor liberação de substâncias capazes de dilatar as arteríolas da região; conseqüentemente, há diminuição da reação inflamatória.
Mineralocorticóides (aldosterona)
Aumentam a reabsorção, nos túbulos renais, de água e de íons sódio e cloreto, aumentando a pressão arterial.
Andrógenos
Desenvolvimento e manutenção dos caracteres sexuais secundários masculinos.
medula
Adrenalina
Promove taquicardia (batimento cardíaco acelerado), aumento da pressão arterial e das freqüências cardíaca e respiratória, aumento da secreção do suor, da glicose sangüínea, da atividade mental e constrição dos vasos sangüíneos da pele.
Testículos

Testosterona (andrógeno)
Promove o desenvolvimento e o crescimento dos testículos, além do desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos, aumento da libido (desejo sexual), aumento da massa muscular e da agressividade.
Ovários

Estrógenos
Promove o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos e da parede uterina (endométrio); estimula o crescimento e a calcificação óssea, inibindo a remoção desse íon do osso e protegendo contra a osteoporose; protege contra a aterosclerose (deposição de placas de gorduras nas artérias).
Progesterona
Modificações orgânicas da gravidez, como preparação do útero para aceitação do óvulo fertilizado e das mamas para a lactação. Inibe as contrações uterinas, impedindo a expulsão do feto em desenvolvimento

ELES TAMBÉM SENTEM:  As grávidas não são as únicas da família a experimentar uma montanha russa hormonal. Os papais de primeira viagem também passam por mudanças antes e depois do nascimento dos filhos. A conclusão faz parte de um estudo da Universidade de Ontário, no Canadá, publicado na revista norte-americana Scientific American. A pesquisa recrutou 23 “grávidos” no primeiro trimestre de gestação e 14 homens que não eram pais. A partir de amostras de saliva de todos, foram medidos os níveis de testosterona, cortisol futuros. Os futuros pais apresentavam um índice mais baixo de testosterona e cortisol. Em contrapartida, apresentavam aumento nos níveis de estradiol (estrógeno). (texto “Eles também sentem”, extraído do Jornal Correio Braziliense, edição 1º/07/2001)
As Principais disfunções hormonais no homem
Glândula
Disfunção
Sintomas
Adeno-hipófise (hormônio somatotrófico)
Hipofunção – nanismo
Baixa estatura
Hiperfunção – gigantismo

Grande estatura
Hipofunção no adulto (rara)
Alterações no controle da glicemia e descalcificação óssea.
Hiperfunção no adulto - acromegalia

Espessamento ósseo anormal nos dedos, queixo, nariz, mandíbula, arcada superciliar
Neuro-hipófise (hormônio antidiurético)
Hipofunção – diabetes insípido
Urina abundante e diluída (até vinte litros por dia), o que provoca muita sede. Nesse processo não se verifica excesso de glicose no sangue nem na urina, daí o nome insípido.
Tireóide (T3 e T4)
Hipofunção na criança: cretinismo biológico (hipotireoidismo em crianças)
Retardamento no desenvolvimento físico, mental e sexual.
Hipofunção no adulto: bócio endêmico
(hipotireoidismo em adultos)
Crescimento exagerado da glândula por deficiência de iodo na alimentação (bócio), apatia, sonolência, obesidade, sensação de frio, pele seca e fria, fala arrastada, edema (inchaço - mixedema), pressão arterial e freqüência cardíaca baixas.

Hiperfunção da glândula: hipertireoidismo

Alto metabolismo, emagrecimento,  agitação, nervosismo, pele quente e úmida, aumento da pressão arterial, episódios de taquicardia, sensação contínua de calor, globo ocular saliente (exoftalmia).
Paratireóide (paratormônio)
Hipofunção: tetania fisiológica
Exagerada excitabilidade neuromuscular, contrações musculares tetânicas.
Pâncreas (insulina)
Hipofunção: diabetes mellitus
Hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue), poliúria (aumenta do volume de água na urina), glicosúria (perda de glicose pela urina), aumento da sede (polidipsia), metabolismo alterado de lipídios, carboidratos e proteínas, risco aumentado de complicações por doença vascular, dificuldade de cicatrização. Como as células têm dificuldade para utilizar a glicose, ocorre perda de peso e utilização das reservas de ácidos graxos do tecido adiposo, cuja oxidação parcial tende a provocar acúmulo de corpos cetônicos, que são perdidos na urina (cetonúria), coma diabético, desidratação.
Adrenais (córtex)
Hipofunção: doença de Addison
Pressão arterial baixa, fraqueza muscular, distúrbios digestivos, como náuseas e vômitos, aumento da perda urinária de sódio e de cloreto, aumento da concentração plasmática de potássio, melanização da pele, embotamento mental, enfraquecimento geral. Emagrecimento.
Hiperfunção, nas mulheres: virilização
Acentuação dos caracteres sexuais masculinos: pêlos no rosto, mudança no tom de voz, desenvolvimento muscular.

ANTENÇÃO!!!

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Como desenvolver a autoestima, ganhar confiança e viver com mais entusiasmo.

Paixão, entusiasmo, alegria, esperança e tantas outras emoções positivas são o combustível para uma vida plena de EROS, essa energia magnífica que pode destruir, mas que principalmente pode ampliar.

Mais do que nunca se sabe que as doenças físicas e mentais estão profundamente associadas a fatores biológicos e psicossociais. Portanto, é importante aprender, ou melhor, reaprender a se conectar com o novo, como uma maneira de se atualizar sempre no seu desejo e na maneira de sentir e absorver o mundo que nos cerca.

Posso destacar aqui uma maneira muito simples e quase óbvia, mas que raramente usamos em nosso proveito que são nossos órgãos dos sentidos, pois é através dos órgãos sensoriais que as mensagens de prazer entram em nossa vida,estimulando o desejo.

Por que falar de desejo quando eu quero falar de autoestima, felicidade, estar de bem consigo mesmo ou mesma? Por que reconhecer o seu próprio desejo e satisfazê-lo é o alimento que a alma precisa para dar estrutura ao Ego para suportar os reveses da vida sem ser derrubada por eles.

Usar a visão para olhar o que é belo,ouvir uma música com o coração e a memória, saborear a vida e o bolo de chocolate sem culpas, acariciar e abraçar para se arrepiar; e dessa maneira abrir seus próprios canais de conexão com o mundo e com seus próprios desejos.

É necessário assumir seus prazeres e necessidades, entendendo e aceitando a diversidade em todos os sentidos, com respeito pela própria natureza e pela dos outros. Ser inteiro e a cada dia se reconhecer e se validar, hoje o gozo, amanhã choro, acerto e erro, tendo coragem e medo.

Luz e sombra fazem o todo e aceitar-se assim e se permitir sentir e viver todos os seus desejos e se encontrar com seu próprio EU, aquele que a gente muitas vezes esconde da gente mesma por conta das obrigações e responsabilidades.

Fazer a cada dia um novo dia, em anseios e respostas, abdicando das fórmulas prontas que muitas das vezes está calcada não nos desejos e experiências, atuais, mas sim em dificuldades e medos ultrapassados e sem sentido no hoje, no aqui e agora.



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Os Imprescindíveis.

Há homens que lutam por um dia e são bons.

Há outros que lutam por um ano e são melhores.
Há outros, ainda, que lutam por muitos anos e são muito bons.
Há, porém, os que lutam por toda a vida,
Estes são os imprescindíveis.

Bertolt Brecht.