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sábado, 2 de outubro de 2010

Canal medular e acupuntura .

Estenose do Canal Medular
Dr. Marcus Vinicius Ferreira
médico acupunturista
A dor ciática uni ou bilateral, acompanhada ou não por dor lombar, que surge após alguns minutos de caminhada ou à extensão da coluna pode ser causada por estenose do canal medular. O canal medular é um tubo formado pelas vértebras e discos vertebrais onde se localiza a medula espinhal. A medula espinhal é formada pelas vias neurais que levam e trazem mensagens do cérebro, dando origem aos nervos periféricos. Qualquer lesão que afete esta medula causará sinais e sintomas neurológicos, tais como dor, dormência, formigamento ou perda de força motora. A estenose do canal medular pode ser congênita ou causada pelos processos degenerativos comuns ao envelhecimento.
   Com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem a capacidade de absorção de impacto, tornando-se mais facilmente alvo de lesões e causando distúrbios na mecânica da coluna vertebral. Estes distúrbios afetam a distribuição de peso na coluna, o que vai acabar lesando estruturas como as articulações intervertebrais e os ligamentos. Estas estruturas, como parte do processo de defesa contra a agressão, tendem a se hipertrofiarem (são os chamados bicos de papagaio). Como fazem parte da formação do canal medular, o aumento destas articulações e ligamentos acaba diminuindo o diâmetro do canal, com a possível compressão da medula espinhal ou das raízes que originam os nervos, o que levaria aos sintomas descritos acima.
  O diagnóstico é comprovado através da tomografia computadorizada ou da ressonância magnética.
O tratamento seria em teoria preferencialmente cirúrgico, com o objetivo de alargar o canal medular, não fossem alguns empecilhos:
    • a idade dos pacientes, o que limita em alguns casos a indicação cirúrgica;
    • a estenose pode se localizar em várias vértebras, o que levaria a cirurgias de extensão apreciável;
Desta forma, sempre se deveria tentar o tratamento conservador antes de indicar a cirurgia. O tratamento conservador consiste em analgesia e correção postural.
A analgesia pode ser feita medicamentosamente, com analgésicos ou anti-inflamatórios, ou pela acupuntura. Os analgésicos e, mais especificamente, os anti-inflamatórios muitas vezes são contraindicados em pacientes idosos, especialmente os portadores de insuficiência renal ou cardíaca, podendo causar efeitos colaterais como gastrite, diarréia, e até sangramentos. Além disto, não se aconselha o uso crônico destes medicamentos.
   A acupuntura tem demonstrado ser uma alternativa bastante viável no tratamento destes casos de dor. O seu inconveniente é o prazo algumas vezes longo de tratamento, o que requer um pouco de paciência do doente e do médico. Com o uso de agulhas descartáveis afastamos qualquer risco de contaminação.
   A reeducação postural visa a aumentar a flexibilidade postural do paciente, ampliando suas possibilidades de movimentação, pois é certo que a sintomatologia aparece quando os limites que o processo degenerativo impõe são ultrapassados. Assim, ensina-se a conviver harmoniosamente com as limitações que o processo degenerativo traz, pois, é importante frisar, nem todo processo degenerativo nos obriga a sentir dor.

Enxaqueca com aura - G.43.1.

Enxaqueca com aura eleva risco de morte.
Dor de cabeça acompanhada de distúrbios visuais indica maior chance de óbito.
Dor de cabeça acompanhada de distúrbios visuais indica maior chance de óbito por doença cardíaca ou qualquer outra 
Estudo avaliou 20 mil pacientes por 26 anos e sugere uma relação genética entre a doença e falhas circulatórias.
Pessoas que sofrem de enxaqueca com aura -quando a dor vem acompanhada de sintomas visuais- têm mais risco de morrer de qualquer causa do que aquelas que não têm dores de cabeça crônicas ou que sofrem do tipo sem aura.
   O dado é de um estudo que acompanhou quase 20 mil homens e mulheres durante, em média, 26 anos na Islândia, publicado no "British Medical Journal".
Vários estudos têm sugerido uma associação entre enxaqueca, particularmente a do tipo com aura, e um aumento de risco para doenças cardiovasculares. No entanto, segundo o artigo, poucos trabalhos têm avaliado a relação da doença com a mortalidade por qualquer causa.
De acordo com os autores, vários mecanismos podem estar por trás do efeito, mas nenhum foi comprovado.
Um desses mecanismos sugere uma relação genética entre enxaqueca e problemas circulatórios, outros apontam a enxaqueca como uma doença sistêmica, que pode levar a comprometimentos vasculares. 
MAIS SENSIBILIDADE 
Segundo o neurologista Abouch Krymchantowski, do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça, no Rio de Janeiro, na enxaqueca com aura há alteração no funcionamento dos vasos. "Os pacientes com essa forma de enxaqueca têm maior sensibilidade a fenômenos isquêmicos. Quem tem esse diagnóstico não deve fumar, usar pílula nem ser obeso e sedentário. Além disso, deve fazer acompanhamento com neurologista."
   "Essa é uma relação conhecida.
A enxaqueca tem vários genes envolvidos com potencial lesivo aos vasos. Por isso quem tem enxaqueca tem mais risco de AVC ou de demência vascular", completa o vice-coordenador do departamento de cefaleias da Associação Brasileira de Neurologia, Claudio Brito.
   No entanto, os próprios autores reconhecem que a dor é um fator de risco cardiovascular menos importante do que os outros já estabelecidos, como tabagismo, diabetes ou pressão alta.
Estima-se que a enxaqueca atinja 20% das mulheres e 10% dos homens. Um estudo recente, feito no Brasil, revelou uma prevalência de cerca de 15%. Mulheres são a enorme maioria das vítimas.
A enxaqueca com aura acomete cerca de 14% dos portadores de enxaqueca.
Folha de S.Paulo-Jornalista: GABRIELA CUPANI 
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd3108201001.htm 

Doenças mais comuns do Idoso.


Segundo o Ministério da Saúde as doenças mais comuns apresentadas por idosos são:
Doenças Cardiovasculares: Infarto, Angina, Insuficiência Cardíaca
Fatores de risco: Pouca atividade física (sedentarismo), fumo, diabetes, alta taxa de gordura no sangue (colesterol) e obesidade (gordura). Sintomas: Falta de ar, dor no peito, inchaço, palpitações.Prevenção: Praticar atividade física de forma sistemática, não fumar e controlar o peso, colesterol e a diabetes.
Derrames (Acidente Vascular Cerebral - AVC) 
Fatores de risco: Pressão alta (hipertensão arterial), fumo, sedentarismo, obesidade e colesterol elevado.Sintomas: Tontura, desmaio paralisia súbita.Prevenção: Praticar atividade física de forma regular e sistemática, não fumar, controla a pressão arterial, peso e o colesterol
Câncer
Fatores de risco: Fumo, exposição ao sol, alimentação inadequada, obesidade, casos na família, alcoolismo.Sintomas: Depende do tipo de Câncer, um dos sintomas mais comuns e o emagrecimento inexplicávelPrevenção: Consultar o médico pelo menos uma vez por ano para fazer exames preventivos, evitar exposição ao sol em excesso e não fumar.
Pneumonia
Fatores de Risco: Gripe, enfizema e bronquite anteriores, alcoolismo e imobilização na camaSintomas: Febre, dor ao respirar, escarro, tosse.Prevenção: Praticar atividade física de forma regular e sistemática,  boa alimentação, vacinação contra gripe e pneumonia. 
Enfizema e Bronquite Crônica
Fatores de Risco: Fumo, casos na família, poluição excessiva.Sintomas: Tosse, falta de ar e escarro.Prevenção: Para de fumar, manter a casa ventilada e aberta ao sol
Infecção urinária
Fatores de Risco: Retenção urinária no homem e na mulher a incontinência urinária.Sintomas: Ardor ao urinar e vontade freqüente de urinar.Prevenção: Consultar um médico e tratar a infecção e sua causa.
Diabetes
Fatores de Risco: Obesidade, sedentarismo, casos na famíliaSintomas: Muita sede e aumento no volume de urina.Prevenção: Controlar o peso e a taxa de açúcar no sangue.
Osteoporose
Fatores de Risco: Fumo, sedentarismo, dieta pobre em cálcio, nas mulheres o risco é 7 vezes maior.Sintomas: Não há sintomas, em geral, é descoberta pelas complicações (fraturas).Prevenção: Praticar atividade física de forma regular e sistemática, não fumar, comer alimentos ricos em cálcio
Osteartrose
Fatores de Risco: Obesidade, traumatismo, casos na família.Sintomas: Dores nas juntas de sustentação (joelho, tornojelo e coluna), e na mãos Prevenção: Controlar  o peso e praticar atividades física adequada. 

Atrofia cortical Discreta.

Por Orestes Vicente Forlenza 
A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que provoca demência, usualmente de longa evolução. O exame anatomopatológico dos cérebros de indivíduos portadores da doença de Alzheimer revela atrofia cortical, sobretudo nas porções mediais dos lobos temporais e no córtex parietal. Ao exame microscópico, observa se perda neuronal e degeneração sináptica nos tecidos acometidos, particularmente na formação hipocampal e no neocórtex associativo. As placas senis e os emaranhados neurofibrilares são os marcadores histopatológicos da doença de Alzheimer. Durante várias décadas o diagnóstico da doença de Alzheimer foi reservado aos indivíduos portadores de demência pré-senil, isto é, de início antes dos 65 anos de idade. Por esse motivo era considerada uma entidade rara. No final da década de 1970, as semelhanças clínicas e neuropatológicas com a até então chamada demência senil fizeram com que essas duas formas de demência fossem classificadas como uma entidade nosológica única. Sendo o envelhecimento o principal fator de risco da doença de Alzheimer, a grande maioria dos casos advém das faixas etárias mais altas.
Diagnóstico
A doença de Alzheimer é um transtorno demenciante em que perturbações cognitivas e nãocognitivas manifestam-se ao longo dos anos. Além da deterioração das capacidades mentais, a doença leva a uma perda progressiva no funcionamento em vários aspectos da vida social e ocupacional, comprometendo o desempenho de atividades da vida diária, do trabalho, do lazer e da vida social.
Clinicamente, a doença de Alzheimer caracteriza- se por distúrbio progressivo da memória e da capacidade de aprendizado, além da deterioração mais tardia de outras funções cognitivas como linguagem, atenção, funções executivas e habilidades visoespaciais.
A doença avançada é freqüentemente marcada pela tríade afasia, apraxia e agnosia. Alterações psíquicas e do comportamento são observadas em até 75% dos casos, ao longo da progressão da demência, incluindo-se os quadros depressivos, as manifestações psicóticas (alucinações e delírios), as síndromes apáticas e os distúrbios do ciclo sono-vigília. Perturbações comportamentais propriamente ditas, tais como condutas estereotipadas ou repetitivas (muitas vezes bizarras), perambulação, agitação psicomotora e agressividade, podem ser particularmente graves e incapacitantes, impondo sofrimento para os doentes e sobrecarga para os seus cuidadores. A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos, contudo, formas mais graves podem progredir rapidamente, levando ao óbito em menos de dois anos.
O diagnóstico definitivo da doença de Alzheimer só é possível de ser estabelecido post-mortem, mediante a comprovação histopatológica das placas senis e dos emaranhados neurofibrilares nas regiões cerebrais acometidas. O diagnóstico em vida é eminentemente clínico e de exclusão, permitindo apenas uma aproximação probabilística. Os critérios diagnósticos do NINCDS-ADRDA (National Institute of Communicative Disorders and Stroke - Alzheimer's Disease and Related Disorders Association)1 definem a probabilidade do diagnóstico clínico da doença de Alzheimer, classificando a doença como provável ou possível, a depender dos achados clínicos, laboratoriais e evolutivos de cada caso.
Os exames físico e neurológico são praticamente normais nas fases iniciais da doença, e a identificação de alterações sensitivomotoras, sinais extrapiramidais, mioclonias ou reflexos primitivos (aceitáveis na doença de Alzheimer avançada) obriga a revisão diagnóstica. A investigação complementar é, portanto, necessária para se afastarem outras causas de doença cerebral, particularmente o delirium e as demências reversíveis, em que a intervenção médica deve ser rápida e dirigida aos fatores causais. Além das determinações laboratoriais usuais, devem ser incluídos os níveis de hormônios tireoideanos, de ácido fólico e vitamina B12, bem como sorologias para sífilis e para síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).
Na doença de Alzheimer esperam-se valores normais nos exames laboratoriais. Os exames de imagem cerebral (tomografia computadorizada e ressonância magnética), além de afastar as demências causadas por lesões e massas cerebrais, podem reforçar a suspeita clínica da doença de Alzheimer, na presença de atrofia cortical, particularmente dos lobos temporais. A tomografia por emissão de fóton único (SPECT) pode revelar, caracteristicamente, diminuição do fluxo sangüíneo cerebral em regiões posteriores (têmporoparietais) bilateralmente, sendo útil para o diferencial com demências frontotemporais. O exame do líquido cefalorraquideano está indicado apenas em algumas situações especiais, como na suspeita de doenças infecciosas ou de vasculite cerebral, nas hidrocefalias, em pacientes com câncer, nos casos atípicos ou de rápida evolução, e nos casos de demência de início antes dos 55 anos de idade. O eletroencefalograma tem valor limitado na doença de Alzheimer, podendo ou não revelar alentecimento discreto da atividade elétrica. Isso é útil para a distinção da pseudodemência depressiva, em que o traçado é invariavelmente normal, e deve ser discriminado da lentificação mais intensa e difusa observada no delirium e nas encefalopatias toxicometabólicas (por exemplo, na encefalopatia hepática). Na demência por prions são esperados complexos de atividade periódica, característicos da doença de Creutzfeldt-Jakob.
Tratamento
O tratamento das síndromes demenciais envolve um amplo espectro de abordagens, incluindo estratégias farmacológicas e intervenções psicossociais para o paciente e seus familiares. Nesse cenário, a terapêutica farmacológica da doença de Alzheimer, em especial aquelas que se baseiam no uso de "drogas antidemência", vem ganhando destaque progressivo. Inúmeras substâncias psicoativas têm sido propostas para restabelecer ou preservar a cognição do paciente demenciado. Os inibidores da acetilcolinesterase (IAChE) são as drogas hoje aprovadas para o tratamento da doença de Alzheimer (adiante). Têm efeito sintomático discreto sobre a cognição, algumas vezes beneficiando também as alterações não-cognitivas da demência. Acredita-se que os I-AChE possam retardar a evolução natural da doença, possibilitando uma melhora temporária no estado funcional do paciente.
Podem ser definidos quatro níveis do tratamento farmacológico da doença: (1) a terapêutica específica visa reverter processos fisiopatológicos inerentes à doença de Alzheimer, particularmente aqueles relacionados à formação das placas senis e dos emaranhados neurofibrilares; (2) a abordagem profilática tem como objetivo prevenir o declínio adicional no paciente portador da doença de Alzheimer ou evitar a neurodegeneração nos indivíduos de alto risco; (3) o tratamento sintomático propõe-se a restaurar habilidades cognitivas e o estado funcional, preservando a qualidade de vida do paciente que já apresenta demência leve ou moderada, e (4) o manejo das complicações tem como meta reduzir os sintomas nãocognitivos da doença de Alzheimer, tais como psicose, agitação, depressão e distúrbio do sono.
O primeiro nível do tratamento (estratégias que visam à modificação da doença), embora intensamente pesquisado in vitro e por meio de modelos animais, ainda não é disponível na realidade clínica. Drogas capazes de modificar a evolução natural da doença de Alzheimer possivelmente figurarão no arsenal terapêutico da doença em um futuro próximo. Entre elas, os inibidores enzimáticos específicos (tais como inibidores das APP-secretases) capazes de modificar, no âmbito molecular, as vias patogênicas que levam à morte neuronal.2
No segundo nível do tratamento (profilaxia e neuroproteção) algumas drogas têm sido empregadas com o objetivo de reduzir a agressão cerebral secundária aos processos patogênicos. Os antioxidantes, em particular a vitamina E em altas doses (2000 U.I. ao dia) e a selegilina (10 mg/dia), podem retardar a evolução natural da doença por meio da redução do dano oxidativo.3 Os antiinflamatórios não-hormonais foram inicialmente associados a uma diminuição do risco demência,4 mas estudos controlados recentes não confirmaram essa hipótese,5 de modo que a sua prescrição para pacientes com doença de Alzheimer não é recomendada. O uso de estrógenos foi proposto como adjuvante do tratamento da doença de Alzheimer leve em mulheres, em uma ação justificada pelo seu efeito neuroprotetor observado in vitro e emanimais. Contudo, estudos clínicos controlados não sustentaram a hipótese de que a terapia de reposição estrogênica, após a menopausa, reduz o risco de doença de Alzheimer.6
No momento, grande expectativa tem sido depositada na imunização contra o peptídeo betaamilóide, como uma perspectiva de prevenção efetiva da doença de Alzheimer. Já tendo superado comprovações preliminares de eficácia em animais transgênicos, a vacina antidoença de Alzheimer está sendo testada (fase II) em indivíduos portadores desse mal.7
A "terapia de reposição colinérgica", representada fundamentalmente pelos I-AChE, tem sido consistentemente associada a uma melhora sintomática da cognição e do comportamento de pacientes com doença de Alzheimer. Esses benefícios são decorrentes do aumento da disponibilidade sináptica de acetilcolina e ulterior incremento da neurotransmissão colinérgica. Observa-se melhora dos escores de avaliação dos pacientes tratados em relação ao grupo placebo, geralmente a partir de 12-18 semanas de uso; tais benefícios desaparecem após 6-8 semanas da descontinuação do tratamento.8 Estudos randomizados, duplos-cegos e placebos-controlados sugerem que o uso dos diferentes I-AChE por períodos prolongados (pelo menos 3 a 6 meses) proporciona melhora modesta, mas estatisticamente significante em relação aos controles, dos escores de testes neuropsicológicos em pacientes com doença de Alzheimer leve ou moderada.9 Observa-se, porém, a descontinuação e eliminação da medicação, como no caso de intervenções cirúrgicas de urgência. Portanto, cuidados devem ser tomados tendo em vista a exacerbação dos efeitos miorrelaxantes desses compostos durante atos anestésicos.
O tratamento das perturbações comportamentais e psíquicas é essencial no manejo clínico da doença.12 As manifestações psicóticas devem ser abordadas com neurolépticos típicos ou atípicos, sempre com baixas dosagens e reavaliações periódicas. Recomenda-se o uso da risperidona (1-2 mg/dia), olanzapina (5-10 mg/dia) ou quetiapina (25-100 mg/dia), podendo-se recorrer aos neurolépticos típicos na impossibilidade da obtenção desses (haloperidol 1-2 mg/dia, trifluperazina 2-5 mg/ dia). Devem ser evitadas as fenotiazinas com ação anticolinérgica pronunciada. Estados depressivos e ansiosos importantes requerem o uso de antidepressivos. Os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (preferencialmente o citalopram ou a sertralina) são as drogas de escolha, mas devem ser considerados os potenciais de outras drogas. No controle da agitação intensa ou dos distúrbios de sono, antidepressivos sedativos como a trazodona (50-100mg/dia) ou a mirtazapina (15- 45mg/dia) podem ser utilizados. Os hipnóticos zolpidem e zopiclone são mais seguros que os benzodiazepínicos convencionais. Esses devem ser usados com extrema cautela e por períodos reduzidos pelos efeitos deletérios sobre a cognição e pela dificuldade de descontinuação após o uso prolongado.


Desgaste na Coluna tem cura?

Dor na coluna é um dos incômodos mais comuns sentidos pelo ser humano. A coluna tem a capacidade de armazenar traumas ao longo do tempo, sem apresentar nenhum sintoma. Geralmente quando a dor ocorre é sinal de que a sua degeneração pode estar em um grau avançado. Popularmente chamada dor nas costas, ela pode ser originada por fatores ortopédicos e não ortopédicos.
Os fatores não ortopédicos podem advir de miomas, cistos, infecções e até mesmo cólicas menstruais. Já os ortopédicos estão relacionados a problemas osteoarticulares, neurológicos ou musculares.
A doença é na verdade um desgaste que ocorre na coluna e que por isso não tem cura.
Os problemas mais comuns na coluna são os de origem muscular. Vários fatores de risco atuam em conjunto ocasionando a dor, como condicionamento físico deficiente, má postura, mecânica anormal dos movimentos e esforço repetitivo.
As causas articulares das dores nas costas podem ser devido a espondiloartrose (desgaste da coluna), podendo causar ainda a osteofitose (bico de papagaio). Já os problemas neurológicos (de origem nervosa) podem ser causados pela inflamação do nervo ciático ou por hérnia de disco.
De acordo com o ortopedista da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Walter Yoshinori Fukushima, é importante saber diferenciar se a dor na coluna advém de causas ortopédicas ou não. "Muitas pessoas procuram direto o ortopedista e às vezes o problema é devido a um fator não ortopédico, que deve ser analisado por um outro especialista", afirma Fukushima.
Tratamento
O tratamento das dores nas costas segue basicamente três etapas. A primeira delas é o alívio da dor, que pode ser feito com medicação oral ou injetavel, fisioterapia, repouso e correção da postura, dependendo do caso. O controle é considerado a segunda etapa do tratamento e pretende orientar a respeito de atividades físicas moderadas e repouso. Na terceira fase de tratamento, a orientação é para o reforço muscular, o controle do peso, a correção da postura, exercícios moderados e alongamento muscular.
No caso da hérnia de disco, a tomografia e a ressonância magnética ajudam no diagnóstico mais preciso. Primeiramente são usadas vitaminas para controlar a crise nervosa e por fim a operação.
Cuidados com o peso
Outro cuidado importante a ser tomado é em relação ao peso. Tanto o sub, quanto o sobrepeso atrapalham a coluna. "O sobrepeso é um dos piores problemas encontrados no tratamento da dor nas costas. Na maioria dos casos não obtemos sucesso com a eficácia da medicação e não há como aumentar essa dosagem. A solução é partir para a medicação injetável, que nem sempre surte o efeito desejado", completa o médico.
As pessoas que se encontram abaixo do peso também podem encontrar problemas com a coluna. Segundo o especialista, os ossos precisam de uma musculatura em volta para que fiquem mais seguros. "Com a falta de músculos, os ossos ficam sobrecarregados e as dores começam a aparecer", explica.
Prevenção
A parte preventiva é bastante importante no tratamento contra as dores na coluna. Alguns cuidados como o controle do peso, a prática esportiva, o banho de sol para fortalecer os ossos, além da visita ao ortopedista com uma certa freqüência são essenciais para uma boa saúde da coluna. "A orientação do especialista é mais importante do que a receita. Conhecer o problema trará mais benefícios do que a simples medicação", conclui o médico.

Paulo Coelho.

Certa vez, um poeta disse que nenhum homem era uma ilha. Para combater o Bom Combate, precisamos de ajuda. Precisamos de amigos, e quando os amigos não estão por perto, temos que transformar a solidão em nossa principal arma. Tudo que nos cerca precisa nos ajudar a dar os passos que precisamos em direção ao nosso objetivo. Tudo tem que ser uma manifestação pessoal de nossa vontade de vencer o Bom Combate.
Sem isto, sem perceber que precisamos de todos e de tudo, seremos guerreiros arrogantes. E nossa arrogância nos derrotará no final, porque vamos estar de tal modo seguros de nós mesmos que não vamos perceber as armadilhas do campo de batalha.
Além das forças físicas que nos cercam e nos ajudam, existem basicamente duas forças espirituais ao nosso lado: um anjo e um demônio. O anjo nos protege sempre, e isto é um dom divino – não é necessário invocá-lo. A face do seu anjo está sempre visível quando você vê o mundo com os olhos belos.
O corvo roubou dos pastores um pedaço de queijo, e foi instalar-se em uma árvore para comê-lo.
Naquele momento passava uma raposa esfomeada, que pediu um pedaço, mas o corvo fez um sinal negativo com a cabeça.
Foi então que ela começou a dizer que ele tinha todas as qualidades: era sagaz, voava, tinha uma linda plumagem negra. Só tinha um defeito: não sabia cantar como os outros pássaros.
Para provar que ela estava errada, o corvo abriu a boca para cantar, e o queijo caiu no chão. Ela o pegou imediatamente, e saiu dali, dizendo: “querido amigo, esse é o preço da vaidade! Quando alguém está lhe elogiando muito, deves sempre ficar desconfiado!”
Cansado de ver sua colheita sempre sendo parcialmente destruída por aquele pequeno animal, o lavrador conseguiu capturar a raposa. Sem a menor piedade, colocou aguardente em seu corpo e ateou fogo.
Sabendo que ia morrer, ela começou a correr pelo meio da colheita, e tudo a sua volta começou a incendiar-se também. Enquanto se afastava, dizia:
- Da próxima vez, procura ser compreensivo e indulgente! É melhor sempre dar um pouco do que se tem, do que
Uma raposa caiu por acaso em uma armadilha. Conseguiu escapar, mas teve seu rabo cortado. A partir daí, passou a considerar-se monstruosa.
Mas achou uma solução, ao encontrar-se com suas amigas:
“Penso que a nova moda é cortarmos o rabo. Desperta a cobiça dos caçadores, não nos serve para nada, e é um peso inútil que carregamos”.
“Querida irmã”, respondeu uma delas. “Se tivesses rabo, estaria nos dando
este conselho? Somos sábias o suficiente para saber quando alguém deseja nosso bem ou quando está querendo apenas nos igualar às suas deficiências”.
Os animais decidiram que o rei do grupo seria eleito por aquele que dançasse melhor. Depois de uma grande festa, onde todos participaram, o macaco recebeu a coroa.
Ciumenta, a raposa foi passear pelas redondezas. Ali descobriu uma armadilha intacta, com comida dentro. Mais do que depressa, pegou-a e a trouxe até o grupo:
- Achei este banquete, e me vi na obrigação de entregá-lo ao nosso rei, que terá prioridade sobre tudo.
Sem pensar muito, o macaco colocou a mão para pegar a comida, e ficou preso na armadilha.
- Você me traiu! – gritava ele.
- Como assim? Eu nem tentei pegar a comida! Mas pelo menos vimos que não estás preparado para o cargo; um animal inteligente jamais toma uma decisão sem antes pensar muito sobre todas as possibilidades e perigos envolvidos.

Síndrome alimentar noturna

Portadores da síndrome alimentar noturna têm sono de pior qualidade.
                                                                                           COLABORAÇÃO PARA A FOLHA.
As pessoas que costumam despertar durante a madrugada para comer apresentam sono de pior qualidade, além de um aumento no número de despertares no meio da noite, segundo a pesquisa "Comportamentos alimentares noturnos inadequados: caracterização clínica e polissonográfica", realizada na FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).
A síndrome alimentar noturna é um transtorno de comportamento alimentar caracterizado pela ingestão inadequada de alimentos à noite, seja por acordar ao longo da madrugada para se alimentar, seja pela maior concentração do consumo no período noturno.
"Portadores da síndrome relatam aumento do consumo alimentar, usualmente após o jantar, ou apresentam despertares noturnos, para comer e beber", explica o psiquiatra Alexandre de Azevedo, autor de um estudo sobre o problema.
De acordo com o médico, a maior parte da ingestão alimentar deve acontecer entre 10h e 19h, com uma distribuição adequada de consumo durante o dia. "No transtorno há uma concentração elevada da ingestão de alimentos no período noturno em comparação à população normal."
Segundo o estudo, é comum que a pessoa tenha outro distúrbio psiquiátrico, além da síndrome alimentar.
Entre os voluntários portadores do transtorno que participaram da pesquisa, 71% tiveram ao menos um diagnóstico psiquiátrico. Os transtornos de humor --doenças que determinam sentimentos de tristeza ou de euforia-- foram os de maior prevalência, seguidos pelos transtornos ansiosos, cujo sintoma principal é a ansiedade em níveis superiores aos aceitáveis pela medicina.
No entanto, o psiquiatra ressalta que não há relação causal entre a síndrome e esses transtornos. "Ainda não é possível definir como eles influenciaram uns aos outros."
Em relação à eficiência do sono, a pesquisa realizou uma avaliação de polissonografia --exame onde um polígrafo avalia o padrão de sono da pessoa, que tem a atividade elétrica cerebral, os movimentos corporais e as atividades respiratória e cardíaca contratadas.
A avaliação revelou o aumento do índice de microdespertadores em quase 82% dos participantes, com redução da eficiência do sono abaixo da faixa considerada normal em 45% deles.
O estudo ainda identificou uma prevalência de sobrepeso e obesidade nos pacientes portadores do distúrbio.
Com AGÊNCIA USP.

Frases de Humor.

O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior.

O bom humor é a única qualidade divina do homem.

Senso de humor é o sentimento que faz voce rir daquilo que o deixaria  louco de raiva se acontecesse a você.

Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.

A imaginação consola os homens do que não podem ser; o sentido de humor consola-os do que são.

Qualquer pessoa é capaz de ficar alegre e de bom humor quando está bem vestido.

A imaginação oferece às pessoas consolação por aquilo que não podem ser e humor por aquilo que efectivamente são.

Antes de mais nada fica estabelecido que ninguém vai tirar meu bom humor

A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

Se o que você esta fazendo for engraçado, não há necessidade de ser engraçado para fazê-lo.

Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer.

A prova de que a natureza é sábia é que ela nem sabia que iríamos usar óculos e notem como colocou nossas orelhas.

 No Brasil, quando o feriado é religioso, até ateu comemora.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Síndrome lacunar pura.

O paciente deve apresentar síndrome lacunarhemiparesia motora purasíndrome sensitiva pura, hemiparesia-ataxia, síndrome de disartria-mão torpe ou síndrome sensitivomotora.
Os exames de neuroimagem como tomografia ou ressonância têm que demonstrar um infarto de tamanho inferior a 1,5 cm, numa localização cerebral típica como cápsula interna, tálamo, centro semioval, coroa radiada, ou ponte.
Os outros exames complementares devem afastar cardiopatia produtora de êmbolos ou estenose arterial maior que 50 por cento nas artérias extracranianas ipsilaterais. 
A interrupção aguda do fluxo sanguíneo de alguma parte do cérebro determina o que se chama isquemia cerebral, que, se durar um período de tempo suficiente para provocar lesão no cérebro, leva ao acidente vascular cerebral (AVC).
Algumas vezes, os sintomas do AVC podem melhorar espontaneamente em poucos dias. Esta condição é conhecida como déficit neurológico focal reversível. Em outras ocasiões, o paciente apresenta sintomas neurológicos que duram menos de 24 horas, geralmente minutos (15 a 60 minutos), como dificuldade para falar, visão dupla (diplopia), vertigem e fraqueza ou formigamento em uma metade do corpo. Situações como estas ocorrem em conseqüência de uma isquemia cerebral transitória e acontecem no chamado acidente isquêmico transitório (AIT).
Acidente Isquêmico Transitório
Sinais de Alarme do AVC
O AVC é uma urgência neurológica e deve ser tratado prontamente. Para isto, os sintomas que acontecem na fase aguda devem ser reconhecidos.
Os sintomas mais freqüentes são:
Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo.
Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo.
Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos.
Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e expressar ou para compreender a linguagem.
Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente.
Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

Os AVCs se classificam em dois grandes grupos: AVC isquêmico (chamado de infarto cerebral) e AVC hemorrágico (chamado de hemorragia cerebral).
Entre os AVCs isquêmicos ou infartos cerebrais destacam-se três tipos: o infarto aterotrombótico, a embolia de origem cardíaca e o infarto lacunar. Cerca de 35 por cento dos infartos cerebrais são de origem aterotrombótica, 25 por cento resultam de embolias de origem cardíaca, 15 por cento são infartos lacunares, e 5 a 10 por cento são devidos a outras causas conhecidas. Em 15 a 20 por cento a causa é indeterminada.
As hemorragias cerebrais podem ser de vários tipos: hematomas subdurais agudos ou subagudos (após traumatismo craniano), hemorragia subaracnóideia (após ruptura de aneurisma ou malformação arteriovenosa) e hemorragia intra-parenquimatosa (em pacientes com hipertensão crônica). Outras causas menos freqüentes de hemorragias cerebrais incluem a angiopatia amilóide, alcoolismo crônico, hepatopatias e coagulopatias.
O diagnóstico de um infarto cerebral de origem aterotrombótica é feito na presença de estenose arterial superior a 50 por cento, de uma placa de ateroma ulcerada com mais de 2 mm de profundidade, de oclusão ou trombose na artéria carótida comum ou na artéria carótida interna demonstrada pelo Doppler carotídeo, e na ausência de cardiopatia produtora de êmbolos. São critérios sugestivos de AVC aterotrombótico: a presença de sopro à ausculta da artéria carótida ou subclávia, antecedentes de AITs, angina ou infarto do miocárdio, claudicação intermitente ou doença arterial das extremidades inferiores e instalação progressiva ou intermitente do infarto. A tomografia ou ressonância magnética cerebral geralmente demonstram uma lesão isquêmica superior a 1,5 cm.
Embolia Cerebral de Origem Cardíaca
Trata-se de um tipo de AVC isquêmico devido a um trombo que se solta do coração, viaja pelas artérias (êmbolo) e obstrui alguma artéria cerebral. Geralmente, este tipo de AVC cursa com instalação súbita de déficit neurológico durante uma atividade física ou mudança de posição. Esses pacientes têm uma cardiopatia evidente detectada ao exame físico ou no ecocardiograma. A tomografia computadorizada ou a ressonância magnética demonstram infarto cerebral cortical, infarto com transformação hemorrágica ou infartos cerebrais em territórios vasculares diferentes, alguns deles assintomáticos. São várias as cardiopatias de maior risco para embolia cerebral (Tabela 1).
Tabela 1. Cardiopatias de Alto Risco Cardioembólico
Fibrilação atrial valvular
Prótese valvular mecânica
Valvulopatias (estenose mitral)
Infarto agudo de miocárdio (quatro primeiras semanas após o infarto)
Presença de trombo no ventrículo e aurícula esquerda
Tumor atrial (mixoma atrial)
Endocardite infecciosa
Miocardiopatias (congênitas, doença de Chagas, alcoólica)
Acinesia e aneurisma de ventrículo esquerdo.

Dor neuropática ainda é pouco identificada pelos profissionais de saúde.



Estimativas apontam que 10% dos brasileiros têm dor neuropática, e com o envelhecimento da população a tendência é que esse número aumente. A patologia decorre de lesão dos nervos e pode ser consequência de outras doenças como diabetes, vasculite, inflamações nos nervos, insuficiência renal etc. 
Os sintomas são constantes sensações de queimação, ardência e choques. Além disso, são comuns as comorbidades como distúrbio do sono, depressão, instabilidade no humor, falta de desejo sexual, o que compromete muito a qualidade de vida do paciente e suas atividades sociais. 
" Toda dor é uma experiência de sofrimento para o homem, porém a neuropática é crônica e de difícil controle. Seu diagnóstico é complexo e o médico deve atentar para a história clínica do paciente e, principalmente, ter um bom treinamento quanto ao exame neurológico, particularmente do sistema nervoso periférico. Porém, são poucos os pacientes que passam por esse tipo de avaliação" , explica o neurologista Osvaldo Nascimento. O médico salienta que as diretrizes para o diagnóstico muitas vezes apresentam controvérsias, gerando confusão por parte do profissional menos experiente.Segundo o neurologista, reconhecer a apresentação das neuropatias é fundamental para que se tenha uma indicação terapêutica adequada. " Muitos médicos não estão bem preparados para diagnosticar a patologia. É um erro comum entre eles a indicação de anti-inflamatórios para dor neuropática. Quando os médicos entenderem melhor a doença eles vão tratá-la adequadamente" , afirma Dr. Nascimento.O tratamento pode ser realizado com antidepressivos duais ou tricíclicos, que funcionam muito bem em longo prazo, inclusive porque é muito comum que pacientes com dores crônicas apresentem depressão devido ao constante estado de dor. Em função dos efeitos colaterais dos tricíclicos, antidepressivos duais, mais modernos como a duloxetina, vêm sendo cada vez mais utilizados.Outra opção para o tratamento são os anticonvulsivantes, que também podem ser utilizados em combinação com um antidepressivo. Mas quando nenhum desses tratamentos produz o efeito esperado, em última instância, o médico recorre à indicação de opioides. No caso de dores leves, a acupuntura funciona como tratamento alternativo, porém, o paciente não deve abrir mão da orientação de um especialista.
A dor deve ser entendida como um sinal do organismo de que algo está errado. É importante lembrar que a dor neuropática é decorrente de outras doenças que também devem ser investigadas e tratadas.

ANTENÇÃO!!!

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Como desenvolver a autoestima, ganhar confiança e viver com mais entusiasmo.

Paixão, entusiasmo, alegria, esperança e tantas outras emoções positivas são o combustível para uma vida plena de EROS, essa energia magnífica que pode destruir, mas que principalmente pode ampliar.

Mais do que nunca se sabe que as doenças físicas e mentais estão profundamente associadas a fatores biológicos e psicossociais. Portanto, é importante aprender, ou melhor, reaprender a se conectar com o novo, como uma maneira de se atualizar sempre no seu desejo e na maneira de sentir e absorver o mundo que nos cerca.

Posso destacar aqui uma maneira muito simples e quase óbvia, mas que raramente usamos em nosso proveito que são nossos órgãos dos sentidos, pois é através dos órgãos sensoriais que as mensagens de prazer entram em nossa vida,estimulando o desejo.

Por que falar de desejo quando eu quero falar de autoestima, felicidade, estar de bem consigo mesmo ou mesma? Por que reconhecer o seu próprio desejo e satisfazê-lo é o alimento que a alma precisa para dar estrutura ao Ego para suportar os reveses da vida sem ser derrubada por eles.

Usar a visão para olhar o que é belo,ouvir uma música com o coração e a memória, saborear a vida e o bolo de chocolate sem culpas, acariciar e abraçar para se arrepiar; e dessa maneira abrir seus próprios canais de conexão com o mundo e com seus próprios desejos.

É necessário assumir seus prazeres e necessidades, entendendo e aceitando a diversidade em todos os sentidos, com respeito pela própria natureza e pela dos outros. Ser inteiro e a cada dia se reconhecer e se validar, hoje o gozo, amanhã choro, acerto e erro, tendo coragem e medo.

Luz e sombra fazem o todo e aceitar-se assim e se permitir sentir e viver todos os seus desejos e se encontrar com seu próprio EU, aquele que a gente muitas vezes esconde da gente mesma por conta das obrigações e responsabilidades.

Fazer a cada dia um novo dia, em anseios e respostas, abdicando das fórmulas prontas que muitas das vezes está calcada não nos desejos e experiências, atuais, mas sim em dificuldades e medos ultrapassados e sem sentido no hoje, no aqui e agora.



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Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Participe e Divulgue. Para ser doador de órgãos, fale com sua família e deixe clara a sua vontade, não é preciso deixar nenhum Documento. Acesse www.doevida.com.br, saiba mais. Divulgação: comunicacao@saude.gov.br At.Ministério da saúde. Siga-nos: www.twitter.com/minsaude

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Os Imprescindíveis.

Há homens que lutam por um dia e são bons.

Há outros que lutam por um ano e são melhores.
Há outros, ainda, que lutam por muitos anos e são muito bons.
Há, porém, os que lutam por toda a vida,
Estes são os imprescindíveis.

Bertolt Brecht.