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terça-feira, 19 de abril de 2011

QUAIS OS SINTOMAS DA FALTA DE SEROTONINA NO CEREBRO.

A Serotonina é um neurotransmissor que conduz a transmissão de um neurônio para outro. 
| Farmacologia | Tratamentos |

A Serotonina é um composto orgânico encontrado primeiramente no sangue. Em 1948 a serotonina foi parcialmente purificada, cristalizada e nomeada. Mais tarde descobriu que a serotonina é amplamente encontrado em toda natureza, assim como em outras partes do corpo além do sangue.
Também foi encontrado Serotonina em picadas de vespa, no veneno do escorpião e em uma variedade de alimentos, tais como abacaxi, banana ameixas, nozes, peru, presunto, leite e queijo. Além disso, a serotonina tem sido encontrada no intestino humano, plaquetas e cérebro.
A Serotonina desempenha um papel no organismo é como um neurotransmissor no cérebro. A falta de serotonina no organismo pode resultar em carência de emoção racional, sentimentos de irritabilidade e menos valia, crises de choro, alterações do sono e uma série de outros problemas emocionais.
Para nosso propósito, entendemos que a Serotonina é uma substância chamada deneurotransmissor e existe naturalmente em nosso cérebro. Sua função é conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra. Quimicamente a serotoninaou 5-hidroxitriptamina (5-HT) é uma indolamina, produto da transformação do aminoácido L-Triptofano. 
O triptofano, conhecido também como 5-HTP (5-hidroxitriptofano), é um nutriente encontrado em alimentos ricos em proteínas, como carne, peixe, peru e laticínios. Sua importância na psiquiatria deve-se ao fato de ser o precursor direto da serotonina. Atualmente a serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, outranstornos afetivos e a maioria dos medicamentos antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.
serotonina influi sobre quase todas as funções cerebrais, inclusive estimulando o sistema GABA (ácido gamaminobutírico) e, embora seja apenas um, entre centenas de outros neurotransmissores do cérebro, atualmente a serotonina é considerada um dos mais importantes deles. Os níveis de serotonina determinam se a pessoa está deprimida, propensa à violência, irritada, impulsiva ou gulosa.
Assim como a serotonina pode elevar o humor e produzir uma sensação de bem-estar, sua falta no cérebro ou anormalidades em seu metabolismo têm sido relacionado a condições neuropsíquicas bastante sérias, tais como o Mal de Parkinson, distonia neuromuscular, Mal de Huntington, tremor familiar, síndrome das pernas inquietas, problemas com o sono, etc. Problemas psiquiátricos, tais como depressão, ansiedade, agressividade, comportamento compulsivo, problemas afetivos, dentre outros, também têm sido associados ao mau funcionamento do sistema serotoninérgico.
Com essa base fisiológica, alguns pesquisadores afirmam que aumentando-se os precursores naturais da serotonina pode-se, seguramente, elevar seus níveis e aliviar a depressão, dor e o desejo por carboidratos . O triptofano tomado como suplemento dietético pode ser eficaz contra a depressão e completar a ação dos antidepressivos tradicionais.
O triptofano pode ser encontrado em altas concentrações na semente de um legume chamado Griffonia simplicifolia, encontrado no Oeste da África. O leite e seus derivados também são fontes de 5HTP, assim como a carne de peru. Outras fontes de triptofano: requeijão, carne, peixe, banana, tâmara, amendoim, todos os alimentos ricos em proteínas.
Serotonina e o Humor
Em meados desse século a medicina começou a suspeitar ser muito provável existirem substâncias químicas atuando no metabolismo cerebral capazes de proporcionar o estado depressivo. Isso resultou, nos conhecimentos atuais dos neurotransmissores e neuroreceptores, muitíssimo relacionados à atividade cerebral.
De fato, alguns neurotransmissores, notadamente a serotonina, noradrenalina edopamina, estão muito associados ao estado afetivo das pessoas. As pesquisas que inicialmente procuraram embasar a teoria de que a depressão depende (também) de baixos níveis de serotonina, tomaram como ponto de partida a observação de que uma dieta livre de triptofano, a ponto de produzir um pico plasmático muito baixo deste aminoácido, resultava em um estado depressivo moderado (Charney). O triptofano, como vimos acima, é um precursor natural da serotonina.
Também foram realizados testes em pacientes gravemente deprimidos, bem como em pacientes suicidas, constatando-se baixíssimos níveis da serotonina no líquido espinhal dessas pessoas. Assim sendo, hoje em dia é mais correto acreditar que o paciente deprimido não é apenas uma pessoa triste, aliás, alguns deprimidos nem tristes ficam, sendo mais certo acreditar que o deprimido seja uma pessoa com um transtorno da afetividade, concomitante ou proporcionado por uma alteração nos neurotransmissorese neuroreceptores.
O transtorno afetivo mais típico é a Depressão com todo seu quadro clínico conhecido, e são vários os fatores que contribuem para sua causa - entre eles destaca-se cada vez mais a importância da bioquímica cerebral. Os quadros ansiosos do tipo Pânico, Fobias, Somatizações ou mesmo a Ansiedade Generalizada são problemas afetivos muito freqüentes, e já se aceita que todos eles tenham como base psíquica as alterações da Afetividade
Os antidepressivos são drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, conseqüentemente, melhorando o desempenho da pessoa de maneira global. Acredita-se que o efeito antidepressivo se dê às custas de um aumento da disponibilidade de neurotransmissores no SNC, notadamente da serotonina (5-HT), da noradrenalina ounorepinefrima (NE) e da dopamina (DA). Ao bloquearem receptores 5HT2 da serotoninaos antidepressivos também funcionam como drogas antienxaqueca.
O local de ação dos antidepressivos, principalmente os tricíclicos, é no Sistema Límbicoaumentando a noradrenalina e a serotonina na fenda sináptica (Figura 2). Este aumento da disponibilidade dos neurotransmissores na fenda sináptica é conseguido através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores pré-sinápticos.
Parece haver também, com o uso prolongado dos antidepressivos tricíclicos, uma diminuição do número de receptores pré-sinápticos do tipo Alfa-2, cuja estimulação do tipo feedback inibiria a liberação de noradrenalina. Desta forma, quanto menor o número destes receptores mais noradrenalina estaria disponível na fenda sináptica. Portanto, dois mecanismos relacionados à recaptação; um inibindo diretamente a recaptação e outro diminuindo o número dos receptores. Importa, em relação à farmacocinética dos antidepressivos tricíclicos, o conhecimento do período de latência para a obtenção dos resultados terapêuticos.

O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica se dá através do bloqueio da recaptação danoradrenalina e da a serotonina no neurônio pré-sináptico ou ainda, através da inibição da Monoaminaoxidase (MAO) que é a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores. 
Será, portanto, nos sistemas noradrenérgico o serotoninérgico do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.
De modo geral a serotonina regula o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo circadiano, as funções neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora e funções cognitivas.
Para se ter uma noção da influência bioquímica sobre o estado afetivo das pessoas, basta lembrar dos efeitos da cocaína, por exemplo. Trata-se de um produto químico atuando sobre o cérebro e capaz de produzir grande sensação de alegria, ou seja, proporciona um estado emocional através de uma alteração química. Outros produtos químicos, ou a falta deles, também podem proporcionar alterações emocionais.
Por outro lado, os Transtornos da Ansiedade, principalmente o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e o Transtorno do Pânico, também estariam relacionados à Serotonina, tanto assim que o tratamento para ambos também é realizado às custas de antidepressivos, os quais aumentam a disponibilidade de Serotonina no Sistema Nervoso Central. Nesses estados ansioso, um outro neurotransmissor, a noradrenalina, também estaria diminuído.
A ação terapêutica das drogas antidepressivas tem lugar no Sistema Límbico, que é o principal centro cerebral das emoções. Este efeito terapêutico é conseqüência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica (espaço entre um neurônio e outro), principalmente da norepinefrina e/ou da serotonina e/ou da dopamina, bem como alteração no número e sensibilidade dos neuroreceptores. O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica pode se dar através do bloqueio da recaptação desses neurotransmissores no neurônio pré-sináptico (neurônio anterior) ou ainda, através da inibição da enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores, a Monoaminaoxidase (MAO). Serão, portanto, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgico do Sistema Límbico os locais de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.
Mas não é apenas a concentração e quantidade de neurotransmissores as responsáveis pelos transtornos do humor. Cada vez mais se constata o envolvimento dos receptores (quantidade e sensibilidade) desses neurotransmissores na origem da Depressão, assim como na sintomatologia da Ansiedade. Parece ser este um importante ponto de partida para a identificação, diagnóstico e terapêutica desses dois fenômenos psíquicos (ansiedade e depressão) (Bromidge e cols, 1998, Kennett e cols, 1997).
No Sono 
Baixos níveis de serotonina estão também relacionados com alterações do sono, tão comuns em pacientes ansiosos e deprimidos. A serotonina é a mediadora responsável pelas fases III e IV do sono. A diminuição da latência da fase REM (Rapid Eyes Moviment) do sono, de indiscutível ocorrência na depressão unipolar e no transtorno obsessivo-compulsivo, se deve ao desequilíbrio entre a serotonina e acetilcolina. Os antidepressivos recaptadores de serotonina servem para restabelecer a chamada arquitetura do sono dos pacientes depressivos, ansiosos e até dos dependentes de hipnóticos (Lehkuniec).
Como vimos, as alterações do sono dos transtornos ansiosos e do humor, normalmente insônia, deve-se ao desequilíbrio entre a serotonina e um outro neurotransmissor, aacetilcolina e o tratamento com antidepressivos pode melhorar a qualidade do sono. Outro efeito muito útil dos antidepressivos é em relação ao tratamento de pessoas dependentes de medicamentos hipnóticos (para dormir), já que estes podem proporcionar um certo desequilíbrio na acetilcolina.
Na Atividade Sexual
A serotonina apresenta um efeito inibidor sobre a liberação de hormônios sexuais (gonadotrofinas) pelo hipotálamo, e conseqüente diminuição da resposta sexual normal. A diminuição farmacológica da serotonina, seja através de medicamentos ou por competitividade aminérgica, facilita a conduta sexual. Isso quer dizer que quanto maisserotonina menos hormônio sexual, menos atividade sexual, portanto, alguns antidepressivos que aumentam a serotonina acabam por diminuir a atividade sexual.
No Apetite
A vontade de comer doces e a sensação de já estar satisfeito com o que comeu (saciedade) dependem de uma região cerebral localizada no hipotálamo (núcleo hipotâlamico ventro-medial). O efeito hipotâlamico ventro-medial da serotonina é altamente específico apenas para os hidratos de carbono, necessitando de outros co-fatores centrais e periféricos para agir sobre os outros alimentos, como as proteínas e lípides.
Portanto, com taxas normais de serotonina a pessoa sacia-se mais facilmente e inibe mais facilmente a ingestão de açúcares, sente-se satisfeita com mais facilidade e tem maior controle na vontade de comer doce. Havendo diminuição da serotonina, como ocorre na depressão, a pessoa pode ter uma tendência ao ganho de peso. Por isso os medicamentos que aumentam a serotonina estão sendo cada vez mais utilizados nas dietas para perda de peso (sibutramina, por exemplo). A própria fluoxetina, usada para o tratamento da depressão através do aumento da serotonina, também costuma proporcionar maior controle da fome (notadamente para doces).
Assim, se por um lado a baixa de serotonina resulta em ganho de peso, o excesso deserotonina, por outro lado, pode produzir anorexia (Blundell). Apesar disso, os agonistas da serotonina com ação direta sobre os neuroreceptores da serotonina(serotoninérgicos) do tipo 5-HT1A (8-OH-DPAT) produzem aumento do apetite (hiperfagia) por estímulo de outros neuroreceptores (auto-receptores), diminuindo a liberação de serotonina. Este pode ser o mecanismo responsável pela anorexia que se observa em alguns casos de depressão ou da Anorexia Nervosa (López-Mato).
Outras Funções
Também na regulação geral do organismo a Serotonina tem um papel importante. A Serotonina é um dos principais neurotransmissores do núcleo supraquiasmático hipotalamico, regulador central de todos os ritmos endógenos circadianos. Influi assim, na regulação do eixo hipotálamo-periférico.
A temperatura corporal, por exemplo, controlada que é no Sistema Nervoso Central(SNC) recebe uma influência muito grande dos níveis de serotonina. Isso talvez possa explicar porque algumas pessoas têm febre de origem emocional, predominantmente as crianças. A serotonina produz um efeito duplo sobre a temperatura corporal, de acordo com o tipo de neuroreceptor estimulado. O neuroreceptor 5-HT1 reduz a temperatura corporal (hipotermia) e o neuroreceptor 5-HT2, ao contrário, eleva a temperatura (hipertermia). É durante a fase de ondas lentas do sono que se produz o pico mínimo da temperatura corporal.
Também interfere no limite da sensação de dor. A serotonina é um modulador das vias senso-perceptivas, as quais também transmitem ao cérebro a sensação de dor. A depressão diminui o limiar de recepção à dor e a administração de agonistas (imitadores biológicos) da serotonina produz analgesia em animais de laboratório.
Algumas doenças caracterizadas por dores de tratamento difícil podem ser muito beneficiadas com medicamentos que aumentam a serotonina. É o caso, por exemplo, da enxaqueca, das lombalgias (dores nas costas) e outros quadros de dor inespecífica. É bem conhecido o efeito dos antidepressivos tricíclicos, especialmente de a Amitriptilina, para controle dos casos de dor psicogênica.
para referir:
Ballone GJ, Moura EC - Serotonina - in. PsiqWeb, Internet, disponível emwww.psiqweb.med.br





domingo, 17 de abril de 2011

QUERO TROCAR INFORMAÇÕES COM PAIS DE FILHOS COM SINDROME DE JOUBERT.

síndrome de Joubert é uma desordem genética rara que afeta o cerebelo, uma área do cérebro que controla o equilíbrio ea coordenação.
O distúrbio é caracterizado pela ausência ou subdesenvolvimento do vermis cerebelar e do tronco cerebral malformado (sinal do dente molar). As características mais comuns incluem ataxia (falta de controle muscular), hiperpnéia (padrões respiratórios anormais), apnéia do sono e movimentos anormais dos olhos, língua e hipotonia.
Outras malformações, como dedos extras e dedos, lábio leporino ou fenda palatina, alterações da língua, e convulsões também podem ocorrer. Pode haver retardo leve ou moderada. síndrome de Joubert é uma das muitas síndromes genéticas associadas com retinite pigmentosa sindrômica. A síndrome foi identificada pela primeira vez pelo neurologista pediátrico pioneiro Marie Joubert em Montreal, no Canadá, enquanto trabalhava no Instituto Neurológico de Montreal e da Universidade McGill.
O tratamento para a síndrome de Joubert é sintomático e de suporte. Infantil e estimulação física, ocupacional e terapia da fala podem beneficiar alguns pacientes. Crianças com padrões respiratórios anormais devem ser monitorados.
O prognóstico para os indivíduos com síndrome de Joubert varia. Alguns pacientes apresentam uma forma leve com deficiência motora mínima e desenvolvimento mental boa, enquanto outros podem ter deficiência motora grave e retardo mental moderado.
Leitura

quarta-feira, 13 de abril de 2011

DOPAMINA MAIS NORADRENALINA É IGUALA MOTIVAÇAO.

Ofereça o que seu CORPO e seu CÉREBRO precisam e despreze o desnecessário.
 São várias as pesquisas científicas que vem demonstrando a estreita relação entre o equilíbrio de nutrientes e as complexas reações cerebrais. Alguns alimentos fornecem nutrientes importantes que participam da produção dos neurotransmissores, mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso. Três desses neurotransmissores estão diretamente relacionados ao humor: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.
A serotonina é uma substância sedativa e calmante. É também conhecida como a substância “mágica” que melhora o humor de um modo geral, principalmente em pessoas com depressão.
 Já, a dopamina e a noradrenalina proporcionam energia e disposição.
 Os níveis cerebrais de serotonina são dependentes da ingestão de alimentos fontes do aminoácido triptofano e de carboidratos.
A ingestão de carboidratos leva ao aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na "limpeza" dos aminoácidos circulantes no sangue e facilitam a passagem do triptofano para o cérebro.
 O triptofano, uma vez no cérebro, induz à produção de serotonina que reduz a sensação de dor, relaxa e até induz e melhora o sono.
 Uma alimentação pobre em carboidratos, assim como uma alimentação com excesso de proteínas, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. O caminho é o equilíbrio! 
Coloque poções de Bom Humor no seu prato!
Fontes de Triptofano: leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, carnes magras, peixes, nozes, banana, arroz, batata, feijão, lentilha, castanhas, abacate, soja e derivados.
Fontes de Carboidratos: pães e cereais integrais, biscoitos integrais, massas integrais, arroz integral e selvagem, legumes, frutas e mel.

terça-feira, 12 de abril de 2011

VENENO DA ABELHA SERVE PARA TRATAMENTO DE HERNEA DE DISCO COLUNA.

O veneno da abelha, age muito bem em doenças como artrite reumatoide, bursite, tendinite e também nas autoimunes, como esclerose múltipla e lúpus, nas dores crônicas, problemas de hérnia de disco, e também nos casos de herpes zoster, enxaqueca e paralisia facial. Ferrão da abelha é aplicado nos pacientes, de forma dosada e controlada. É importante destacar que a apiterapia é uma técnica que complementa o tratamento alopático, não o substituindo.

Ela destaca, pelo menos, quatro substâncias principais contidas no veneno da abelha: a melitina, a apamina, o MCD peptide e adolapina, que têm ação anti-inflamatória, ativam o sistema imunológico, melhoram a circulação sanguínea, com efeito analgésico, antifúngico e antibacteriano. Essas substâncias agem ainda sobre as glândulas suprarrenais, ativando a produção do ACTH, hormônio adrenocorticotrófico hipofisáCoprio.”

terça-feira, 5 de abril de 2011

A estreita ligação entre mandíbula e coluna.

O que a mandíbula tem a ver com as dores de coluna? Muita coisa. Disfunções na articulação têmporo-mandibular (ATM), aquela responsável pela mastigação, pelo abrir e fechar da boca, pelo bocejar e o beijar, podem provocar problemas na coluna lombar, na cervical, no pescoço. E vice-versa. A razão da ligação tão íntima entre as duas partes do corpo são as fáscias, uma película que envolve todos os músculos do corpo. Elas podem ser o caminho para se descobrir a causa de dores que atrapalham o dia-a-dia.
“Existem cadeias inteiras de mais de um músculo unidas por um único conjunto de fáscias específicas. A fáscia superficial cervical, por exemplo, está ligada da cervical até o quadril posteriormente ao corpo. E anteriormente da mandíbula até a pelve. Uma lesão na pelve pode, através do sistema fascial, atingir a ATM e vice-versa. As tensões se transmitem passando de uma estrutura próxima, para a mais distante ao longo de uma cadeia miofascial”, explica a fisioterapeuta Elaine Monteiro de Carvalho.
Segundo a osteopata, é muito freqüente que as mulheres tenham problemas de ATM, devido ao estresse, à flexibilidade natural e a fatores hormonais. O tratamento deve ser integrado a todo corpo e não isolado.
“Cerca de 85% das mulheres apresentam ATM, primeiro porque são muito mais flexíveis do que os homens, depois porque vêm sofrendo muito com o estresse. E ainda têm os fatores hormonais, que influenciam esse tipo de problema. Na osteopatia, trabalhamos com a correlação de tecidos musculares. Interpretamos a dor como um trilho que vai correndo o corpo todo. E por isso precisamos tratar de todas as estruturas musculares, trabalhar o corpo de forma holística, buscando o reequilíbrio de ossos, músculos de sustentação e ligamentos”, garante a especialista.
Para o fisioterapeuta Ney Meziar, a osteopatia apresenta um bom resultado no tratamento de dores lombares quando vem associada ao método de estabilização segmentar vertebral:
O paciente, numa crise de lombalgia, pode recorrer às manipulações da osteopatia para sair mais rapidamente da crise. Mas para se manter longe da dor, é necessário um trabalho de estabilização segmentar vertebral, pelo qual o paciente aprende a contrair os músculos da coluna lombar e pratica essas contrações no dia-a-dia.
Para o odontólogo Miguel Monteiro de Carvalho, o mais importante é haver um equilíbrio entre dentes e músculos da mastigação, que formam a ATM. “Os músculos devem trabalhar de forma coordenada e para isso a oclusão deve estar equilibrada. A má oclusão pode levar ao espasmo muscular e a uma disfunção têmporo-mandibular, comprometendo a articulação. Os músculos passam a trabalhar de forma desarmônica, desequilibrando todo o sistema, inclusive o corporal.”, explica.
Segundo esses especialistas, a boca não pode ser mais vista exclusivamente como um aparelho mastigatório, mas, sim, como uma estrutura que participa dos processos respiratório, bioquímico e emocional.
As transformações ortopédicas e ortodônticas atuam sobre numerosas ramificações do sistema nervoso central, em benefício da respiração, da digestão, das circulações sanguínea e linfática, da movimentação, da integração postural e psíquica do indivíduo. A odontologia em conjunto com a fisioterapia sistêmica são capazes de identificar se os problemas são ascendentes (da coluna para a cabeça) ou descendentes (da cabeça para a coluna).
A paciente Alda Ludwig sentiu na pele os benefícios de uma equipe de fisioterapeuta e odontologia integrada: “Tinha muita dor de cabeça, dor de ouvido e dor na cervical. Não conseguia fazer exercício algum, nem caminhar. Tomava muito remédio e ficava mais deprimida. Com o trabalho de fisioterapia e osteopatia, fui liberando as articulações. Depois, fui fortalecendo a musculatura. Precisei depois corrigir minha oclusão. Enquanto uma especialista mexia nos dentes a outra cuidava do corpo. O resultado foi maravilhoso”, conclui.
Fonte:
Folha de São Paulo
http://www.cbfisio.com.br
A coluna cervical é um dos segmentos mais móveis da coluna vertebral.  É submetida a um grande número de agressões e pressões como o peso da cabeça, trabalho dos membros superiores, posturas de trabalho/atividades de vida diária, além de aspectos emocionais, como o estresse.  Sofre, também, influência do sistema estomatognático e dos ossos do crânio sendo por isso, uma região que merece atenção de uma equipe multidisciplinar.  Nem somente o fisioterapeuta pode tratar a coluna cervical sem correlacionar com a articulação temporo-mandibular, assim como o dentista deve, também, saber que uma alteração nesta região pode  levar a alterações não somente da cervical, mas na postura globalmente.


Fonte: revista ATO.

CEFALÉIA TENSIONAL,CERVICALGIA , DORSALGIA.

 cefalélia tensional , a cervicalgia e dorsalgia que acometem muitas pessoas e geralmente provocam incapacitações de leve a grave, diminuindo significativamente a produtividade do indivíduo. Estudos sobre estas patologias tem avançado muito, hoje podemos afirmar com mais segurança sobre alguns fatores que podem causar os sintomas . São inúmeras as causas de dor no entanto foge do escopo do nosso ensaio sobre as demais cefaléias,cervicalgias e dorsalgias , outras cervicalgias sugiro clicar em dor no pescoço um tormento. A cefaléia do tipo tensional , como o próprio nome diz envolve a tensão aumentada, sobretudo dos músculos que envolvem o aparelho mastigador, coluna cervical e dorsal. Se estas estruturas estão em desequilíbrio provavelmente provocarão, uma possível cefaléia, cervicalgia e ou dorsalgia que podem serem separados ou sintomas comuns em um mesmo indivíduo.Com relação aos respiradores bucais, que segundo Ferraz e Souza (2004) , respirador bucal é todo indivíduo que fazem o ar entrar pela boca em maior quantidade ou totalmente na respiração espontânea, ocorrendo a falta de umidificação e aquecimento pelos seios maxilares e frontais, tendo como consequências alterações como:
1-Atrofia dos maxilares
2-Palato ogival
3-mordida cruzada
4-Apinhamento dentário anterior(protusão de dentes)
5-Falta de espaço para erupção de dentes permanentes.
6-olheiras , sono pertubador, ronco, rinite, asma
7-Hipertrofia das adenóides, amígdalas.
8-Vias aéreas superiores e inferiores estreitas
9-alterações posturais como hipercifose, projeção da cabeça para frente, flacidez abdominal
10-diminuição do rendimento escolar e esportivo.
Segundo Ricketts 1968, o respirador bucal faz movimento de rotação da cabeça no eixo cervical, em um esfoço para aumentar a passagem de ar pelo espaço oro-naso-faringeo, fazendo com que estas crianças mudem a postura , esta mudança de postura podem trazer conquências na estética postural da criança , a região cervical perde a sinuosidade natural, resultando em elevação da escápula, depressão do tórax, acarretando uma deficiência de oxigenação,devido ao relaxamento do abdomem e insuficiência muscular do músculo diafragma, bem como funcionabilidade do esqueleto como todo.A dificuldade de harmonia em respirar e se alimentar, e mesmo dormir, poderá provocar aumento na tensão dos músculos tanto da mastigação, músculos do pescoço e escápulo torácicos, podendo provocar dores de cabeça , pescoço e coluna dorsal.
Como isto ocorre?
No caso do respirador bucal, durante a noite , normalmente a criança realiza uma Hiperestensão da cabeça e pescoço no intuito de aumentar o espaço oro-naso-faríngeo, para permitir uma maior passagem de ar, no entando os músculos infra-ioideos, que são rsponsáveis pela abertura da boca, ficarão tensos por longo período e isto ocorre também com os músculos cervicais, já os músculos que promovem fechamento da boca como Músculo temporal e masseter que ficarão hiperestirados , ocasionando tensão exageradas neste complexo muscular, esta tensões poderão gerar Trigger points miofacias nos músculos do pescoço e músculos mastigadores, estes trigger points músculares produzem padrões de dores a distãncia tais como cefaléias e cervicalgia característicos da SDM ( Síndrome dolorosa miofacial) , podendo serem sintomas isolados ou concomitantes. Muito comum as crianças respiradoras bucais acordarem com dor de cabeça , cansaço e olheiras, isto também pode ocorrer no adulto.Um outro detalhe importante é que o núcleo do nervo trigêmio que controla os músculo da mastigação , também faz importante conexão com os nervos cervicais de C1 a C3-fig3, isto irá colaborar para o que chamamos de liberação medular aumentando o influxo nocicepitivo(impulso de dor), originado nestas estruturas (cervical e musc. mastigatórios), isto poderá acarretar fixações vertebrais importantes, o que irá aumentar ainda mais a liberação medular, originando desta forma um " uma bola de Neve", uma cascata de eventos de dor e repetição e cronificação dos sintomas. No caso do indivíduo não ser respirador bucal, a cervicalgia e dorsalgia terão outra entidade patológica, podendo ou não ter relação com a respiração,poderíamos citar: aumento da tensão por alterações posturais, lesões traumáticas, lesões vicerais, lesões osteoarticulares e outras.
O que fazer?
Vários profissionais deverão serem consultados, o otorrinolaringologista, o Dentista e o Fisioterapêuta com especialidade em terapia manual e postural.
Atribuição aos profissinais citados:
1º Passo.
O otorrinolaringologista irá verificar se há hipertrofia das adenóides e outras obstruções, no caso das adenóides estas deverão serem corrigidas através de procedimento cirúrgicos e ou medicamento antialérgicos se for o caso, isto irá facilitar a passagem de ar pelo nariz, sem dúvida este é o primeiro passo . Mas sempre vale qui um
 alerta !muitos Pediatra extremamente conservadores em suas condultas não são favoráveis a cirurgia, segundo opiniões médicas a adenóide corrige-se espontâneamente aos 12 anos de idade. Na minha opinião é uma correção muito tarde e um grande estrago pode ocorrer neste período, selando de vez os problemas ocasionados pela criança que respira pela boca, piorando muito as alterações acima citadas,neste caso sugiro a correção com cirurgia e ou medicamento, seu filho irá agradecer sem dúvida mais tarde quando entender o problema.
2º Passo-O dentista especializado em ortopedia funcional de maxilares, este irá verificar distúrbios oclusais que em muitos estão presentes, segundo Schinestsck et all 1986, avaliaram 200 crianças entre 3 e 6 anos, 69% apresentavam a falta de selamento labial(criança fica com a boca aberta), 55% tinham problemas respiratórios, e 74% tinham maloclusão.
3º Passo - O Fisioterapêuta com especialidade em técnicas manuais e posturais, este irá ferificar os distúrbios posturais relacionados ao problema, traçará uma meta de tratamento através da avaliação realizada.
Normalmente poderá empregar técnicas manuais para minimizar os sintomas dolorosos se houver, desativando os pontos gatilhos, e instituindo relaxamento para regiões dos músculos da mastigação, ATM, músculos cervicais, fortalecimento do diafragma , abdominais e tratamento postural concomitante ou num segundo momento. Caso as adenóides ainda não foram corrigidas , por motívos qualquer, tais como convênio, falta de recursos financeiros, as etapas poderão serem puladas, podendo consultar os dentista e Fisioterapêutas para minimizar os sintomas de cefaléias de repetição e as a alterações posturais, no entanto a correção das adenóides não podem serem negligenciadas.

QUALIDADE DE VIDA.

Definitivamente, qualidade de vida tem tudo a ver a com a superação de desafios. Ao contrário do que se imagina, milhares de aposentados se deprimem pouco tempo depois de deixar o trabalho em busca daquela tão sonhada qualidade de vida. O que a qualidade de vida tem a ver com você?
Em primeiro lugar, tenha em mente o seguinte: padrão de vida nada tem a ver com qualidade de vida. Padrão ou estilo de vida é medido pela quantidade de bens materiais e o nível de conforto que você pode ou deixa de obter. Qualidade de vida é medida pela quantidade de experiências positivas que você experimenta ainda que viva de maneira desconfortável.
Em segundo lugar, ainda que você tenha amealhado uma quantidade razoável de bens materiais, dinheiro, fama e status, existem valores relacionados com a qualidade de vida que não estão presentes em tudo isso, dentre os quais vale a pena destacar: sentido de realização, reconhecimento, sentido de contribuição, paz de espírito e pertencimento, entre outros.
Dessa forma, penso que o acúmulo de coisas e mais coisas não vai mudar o seu padrão de infelicidade, portanto, qualidade de vida não tem nada a ver com conforto. Qualidade de vida tem a ver com momentos inesquecíveis, emoções positivas, conquistas memoráveis e coisas foram do comum que, graças à sua capacidade de resiliência, persistência, perseverança, disciplina e foco, foram passíveis de realização.
Definitivamente, qualidade de vida tem tudo a ver a com a superação de desafios. Ao contrário do que se imagina, milhares de aposentados se deprimem pouco tempo depois de deixar o trabalho em busca daquela tão sonhada qualidade de vida. Se a continuidade não for planejada, é o fim do desafio, da emoção, do reconhecimento e o início de uma jornada que nada tem de melhor idade.
Se a qualidade de vida tem relação direta com a superação de desafios e a capacidade de realização do ser humano, é natural admitir picos de oscilação positiva e negativa durante toda a sua existência. Partindo-se do pressuposto que você não vai conseguir tudo, por maior que seja o esforço, mas pode conquistar muito, dependendo do seu esforço, prepare-se para os altos e baixos.
Na prática, o que isso quer dizer? Momentos bons e ruins fazem parte da vida de qualquer pessoa, portanto, a forma como você administra esses momentos e as lições que você aprende a partir deles determina a sua qualidade de vida.
Quer aumentar a sua qualidade vida? Não espere por milagres e soluções mágicas. Nada muda se você não tomar atitudes concretas para mudar seus hábitos a fim de extrair melhores resultados. Alguns pontos de reflexão poderão ajudá-lo nessa incrível jornada. Leia, releia, absorva, pondere com a família e os colegas de trabalho e sua vai mudar consideravelmente.
Torne-se mais produtivo: pense no que você não faz e no que você pode fazer para conquistar o padrão de vida que deseja. O que você está fazendo para extrair o melhor da vida e o melhor de si mesmo? Suas metas e objetivos estão alinhados com os seus valores? Você usa o tempo a seu favor? Caminha regularmente?
Reveja seus valores: eles estão inseridos em todas as áreas da sua vida; valores energizam o espírito e contribuem para aumentar o sentido de realização; aquilo que a sociedade apregoa é exatamente o que você deseja para si mesmo? Como você quer viver? Quem você quer se tornar? Que exemplo você quer deixar?
Avalie seus desejos e necessidades: você precisa de tudo o que você compra? Seus desejos são legítimos ou cada vez que você se deprime vai para o shopping e estoura o limite do cartão? Existe algo que você pode abrir mão para desperdiçar menos tempo e energia e aumentar a sua qualidade de vida?
Examine seus relacionamentos: que tipo de pessoas você atrai? Que tipo de relacionamento você deseja? Quantas pessoas você está carregando nas costas? Por acaso você é algum tipo de super-herói? Livre-se das sanguessugas.
Reflita sobre seu emprego e sua empresa: qual é a empresa ideal para você? Como está o clima organizacional? Os valores da empresa estão alinhados com os seus? Será que é isso mesmo que você quer para sua carreira? A zona de conforto é sua eterna morada?
Torne-se menos influenciável: quanto mais você pensa pela cabeça dos outros, mais afetável você se torna. Toda adversidade é causada por múltiplas responsabilidades. Não fuja da sua, mas não assuma a parte dos outros. Quanto mais você espera dos outros, mas você se frustra, portanto, não espere nada, não reclame e continue fazendo a parte que lhe cabe.
Pense nisso e seja feliz!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sistema Braille.

SAC - Sociedade de Assistência aos Cegos.

O Sistema.

Utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e integração dos deficientes visuais na sociedade.
O Sistema Braille é um sistema de leitura e escrita tátil que consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Os seis pontos formam o que convencionou-se chamar de "cela Braille". Para facilitar a sua identificação, os pontos são numerados da seguinte forma:
· Em duas colunas;
o                        do alto para baixo, coluna da esquerda: pontos 1-2-3;
o                        do alto para baixo, coluna da direita: pontos 4-5-6.
A diferente disposição desses seis pontos permite a formação de 63 combinações ou símbolos braille. As dez primeiras letras do alfabeto são formadas pelas diversas combinações possíveis dos quatro pontos superiores (1-2-4-5); as dez letras seguintes são as combinações das dez primeiras letras, acrescidas do ponto 3, e formam a 2ª linha de sinais. A terceira linha é formada pelo acréscimo dos pontos 3 e 6 às combinações da 1ª linha.
Os símbolos da 1ª linha são as dez primeiras letras do alfabeto romano (a-j). Esses mesmos sinais, na mesma ordem, assumem características de valores numéricos 1-0, quando precedidas do sinal do número, formado pelos pontos 3-4-5-6.
Vinte e seis sinais são utilizados para o alfabeto, dez para os sinais de pontuação de uso internacional, correspondendo aos 10 sinais de 1ª linha, localizados na parte inferior da cela braille: pontos 2-3-5-6. Os vinte e seis sinais restantes são destinados às necessidades especiais de cada língua (letras acentuadas, por exemplo) e para abreviaturas.
O sistema Braille é empregado por extenso, isto é, escrevendo-se a palavra, letra por letra, ou de forma abreviada, adotando-se código especiais de abreviaturas para cada língua ou grupo lingüístico. O braille por extenso é denominado grau 1. O grau 2 é a forma abreviada, empregada para representar as conjunções, preposições, pronomes, prefixos, sufixos, grupos de letras que são comumente encontradas nas palavras de uso corrente. A principal razão de seu emprego é reduzir o volume dos livros em braille e permitir o maior rendimento na leitura e na escrita. Uma série de abreviaturas mais complexas forma o grau 3, que necessita de um conhecimento profundo da língua, uma boa memória e uma sensibilidade tátil muito desenvolvida por parte do leitor cego. O tato é também um fator decisivo na capacidade de utilização do braille.
O Sistema Braille é de extraordinária universalidade: pode exprimir as diferentes línguas e escritas da Europa, Ásia e da África. Sua principal vantagem, todavia, reside no fato das pessoas cegas poderem facilmente escrever por esse sistema, com o auxílio da reglete e do punção. Permite uma forma de escrita eminentemente prática. A pessoa cega pode satisfazer o seu desejo de comunicação. Exceto pela fadiga, a escrita Braille pode tornar-se tão automática para o cego quanto a escrita com lápis para a pessoa de visão normal.
As Imprensas Braille produzem os seus livros utilizando máquinas estereotipas, semelhantes às máquinas especiais de datilografia, sendo porém elétricas. Essas máquinas permitem escrita do Braille em matrizes de metal. Essa escrita é feita dos dois lados da matriz, permitindo a impressão do Braille nas duas faces do papel. Esse é o Braille interpontado: os pontos são dispostos de tal forma que impressos de um lado não coincidam com os pontos da outra face, permitindo uma leitura corrente, um aproveitamento melhor do papel, reduzindo o volume dos livros transcritos no sistema Braille. Novos recursos para a produção do Braille têm sido empregados, de acordo com os avanços tecnológicos de nossa era. O Braille agora pode ser produzido pela automatização através de recursos modernos dos computadores.

Leitura do Braille.

A maioria dos leitores cegos lê, de início, com a ponta do dedo indicador de uma das mãos -- esquerda ou direita. Um número determinado de pessoas, entretanto, que não são ambidestras em outras áreas, podem ler o Braille com as duas mãos. Algumas pessoas, ainda, utilizam o dedo médio ou anular, ao invés do indicador. Os leitores mais experientes comumente utilizam o dedo indicador da mão direita, com uma leve pressão sobre os pontos em relevo, permitindo-lhes uma ótima percepção, identificação e discriminação dos símbolos Braille.
Este fato acontece somente através da estimulação consecutiva dos dedos pelos pontos em relevo. Essas estimulações ocorrem muito quando se movimenta a mão (ou mãos) sobre cada linha escrita num movimento da esquerda para a direita. Alguns leitores são capazes de ler 125 palavras por minuto com uma só mão. Alguns outros, que lêem com as duas mãos, conseguem dobrar a sua velocidade de leitura, atingindo 250 palavras por minuto. Em geral a média atingida pela maioria dos leitores é de 104 palavras por minuto. É a simplicidade do Braille que permite essa velocidade de leitura. Os pontos em relevo permitem a compreensão instantânea das letras como um todo, uma função indispensável ao processo de leitura (leitura sintética).

DALTONISMO 1.






Teste de daltonismo

O que é? 

É uma alteração da visão que faz com que a pessoa tenha dificuldades – em menor ou maior grau – de fazer a distinção entre cores, principalmente o verde e o vermelho. Há os que têm problemas com o azul e também existem os que não têm a percepção de todas as cores, enxergando apenas em preto e branco ou tons de cinza, mas esses casos são minoria. O daltonismo é resultado de um defeito na retina, a parede do fundo do olho. Esse defeito afeta as células responsáveis pela percepção das cores (os cones). Como conseqüência, a pessoa deixa de ver – ou não vê com precisão - determinada cor. Estima-se que 8% da população seja portadora de daltonismo, a grande maioria homens (as mulheres não passam de 1% deste total).

O que acontece no olho de um daltônico? 

A retina possui três tipos de células sensíveis a cores. Segundo a teoria Young-Helmholtz*, cada tipo é responsável pela percepção de uma determinada região do espectro luminoso. Na verdade pode haver uma certa sobreposição de regiões do espectro luminoso percebidas por cada tipo de célula, mas de forma geral essas regiões correspondem ao vermelho, ao verde e ao azul, que são, enfim, as cores primárias da visão. Essas cores primárias quando combinadas originam todos os outros tons. A cor que vemos depende diretamente de quanto é estimulada cada espécie de cone. Quando olhamos para a luz vermelha, somente os cones mais sensíveis ao vermelho enviam mensagens para o cérebro. Nas pessoas daltônicas os cones não existem em número suficiente ou apresentam alguma alteração que impede o envio adequado dessas mensagens.

* Em 1801, o físico inglês Thomas Young formulou a primeira explicação científica para a sensibilidade do olho humano às cores. Meio século depois, Hermann von Helmholtz, físico e fisiologista alemão, converteu essa explicação em teoria, universalmente aceita.

Por que alguém nasce daltônico? 

O daltonismo é um transtorno hereditário de herança recessiva ligada ao sexo. Para entender melhor, devemos lembrar que os homens carregam um X e um Y, enquanto as mulheres carregam dois X. Geneticamente, o sexo é determinado pelo fato da pessoa apresentar XX (mulher) ou XY (homem). A mãe transmite para seus filhos o X, enquanto o pai pode transmitir mais um X (formando uma menina XX) ou um Y (formando um menino XY). 
A herança mais clássica para o daltonismo está ligada ao cromossomo sexual X. O cromossomo é responsável por transmitir as características hereditários de todos nós. Se uma mulher recebe um cromossomo X com traços para o daltonismo de seu pai ou de sua mãe, ela não terá a doença pois seu outro cromossomo compensará o defeito. Nesse caso ela é chamada de portadora, pois, ela tem o gene alterado, não tem a doença, mas pode transmitir esse gene para seus filhos. Os homens, que não têm um cromossomo X a mais para compensar o defeituoso, terão a doença quando receberem um X alterado. Para que a mulher tenha daltonismo, seus dois cromossomos X têm que estar afetados, ou seja, o seu pai tem que ser daltônico e a mãe, portadora ou daltônica.

Como saber se sou mesmo daltônico? 

O problema passa despercebido para muita gente, que só o descobre depois de devidamente submetido a um teste clínico. Casos em que o grau de dificuldade para assimilar cores é maior começam a ser descobertos no próprio dia-a-dia: uso de meias de cores diferentes ou combinações duvidosas de roupas. Normalmente, o daltonismo é detectado já na infância, quando a criança começa a aprender as cores. Procure um oftalmologista e converse com ele sobre suas dúvidas.

Existe cura ou algum tratamento? 

Embora ainda não exista cura para o daltonismo, isto não costuma ser traumático para a grande maiora das pessoas. Há porém, uma empresa americana fabricando lentes que permitiriam a distinção de cores pelos daltônicos. Elas seriam seletivas quanto à passagem de luz, bloqueando o necessário para corrigir defeitos da visão. Os tais óculos custam cerca de US$ 700. Mas alguns estudiosos ainda encaram a iniciativa com reservas alegando que não há estudos científicos que reconhecidamente indiquem o método.

Existem profissões proibidas para portadores de daltonismo? 

Sim. A pessoa não poderá, por exemplo, pilotar uma aeronave, ser maquinista, trabalhar com navegação marítima porque as cores são essenciais para estas profissões. Porém isso não chega a ser um problema na hora de conseguir emprego na maioria das profissões.
E mais: Vincent van Gogh - ele mesmo, o pintor - era daltônico...

Há vários tipos de daltônicos? 

O mais comum é o grupo de pessoas com dificuldades para o vermelho- verde, e este grau de percepção é bastante variado. Há os com problemas com azul-amarelo, mas estes são bastante raros. Importante ressaltar que nenhum dos portadores destes tipos de daltonismo mostra-se totalmente incapaz de identificar uma ou outra cor. Eles as percebem de maneira diferente e o grau desta diferença varia muito de pessoa para pessoa. Existe porém uma forma mais severa denominada de acromatopsia, a inabilidade para ver qualquer cor. Especialistas costumam chamar a atenção para o fato de que ninguém – seja daltônico ou não – enxerga exatamente igual ao outro.

Curiosidade 
John Dalton, físico e químico ingles nascido em Cumberland, em 1766, criador da teoria atômica, estudou nele próprio a doença que acabou conhecida. 



domingo, 3 de abril de 2011

ABC DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL.

Uma alimentação, quando adequada e variada, previne deficiências nutricionais, e protege contra doenças infecciosas, porque é rica em nutrientes que podem melhorar as defesas do organismo. Nutrientes são compostos químicos encontrados nos alimentos que têm funções específicas, funcionam associadamente, e se dividem em: 
Macronutrient
carboidratos, proteínas e lipídeos;
Micronutrientes:
  vitaminas e sais minerais.
CARBOIDRATOS
De uma forma geral, todos os grupos de alimentos exceto as carnes, os óleos, as gorduras e o sal, possuem carboidratos. Estes podem ser:
Simples: como os açúcares e o mel: Os açúcares simples não são necessários ao organismo humano, pois apesar de ser fonte de energia, esta pode ser adquirida por meio dos carboidratos complexos. Sendo assim, é importante diminuir as quantidades de açúcares simples adicionados aos alimentos.
Complexos: presentes principalmente nos cereais (arroz, pão, milho), tubérculos (batata, beterraba) e raízes (mandioca, inhame), os quais representam a mais importante fonte de energia e, por esta razão, recomenda-se o consumo de seis porções diárias desse tipo de alimento, o que representa em torno de 60% do total de calorias ingeridas.
FIBRAS
Uma alimentação saudável deve incluir os carboidratos complexos e fibras alimentares em maior quantidade do que os carboidratos simples. Na sua forma integral, a maioria dos alimentos vegetais como grãos, tubérculos e raízes, as frutas, verduras e legumes contêm fibras, as quais são benéficas para a função intestinal, reduzem o risco de doenças cardíacas, entre outros diversos benefícios. 
 A quantidade de fibras na alimentação é uma medida de uma alimentação saudável. As frutas, legumes e vegetais são ricos em vitaminas, minerais e fibras, necessitando-se consumir, diariamente, três porções de frutas e três porções de legumes e verduras. É importante variar o consumo desse tipo de alimento, tendo em vista que o consumo regular e variado, juntamente com alimentos ricos em carboidratos menos refinados (pães e arroz integrais), oferecem quantidade significante de vitaminas e minerais, aumentando a resistência a infecções. Além das vitaminas e minerais, as verduras e os legumes também contêm componentes bioativos, alguns dos quais especialmente importantes para a saúde humana, podendo reduzir o risco de doenças, inclusive as doenças cardíacas e o câncer.
PROTEÍNAS
Origem vegetal: leguminosas como feijão, soja, grão-de-bico, lentilha, são alimentos fundamentais para saúde, por serem um dos alimentos vegetais mais ricos em proteínas. Entretanto, estas proteínas são consideradas incompletas, ao contrário das proteínas de origem animal, necessitando então, de combinações de alimentos que completem entre si os aminoácidos, tornando-se combinações de alto valor protéico como, por exemplo, a combinação de duas partes de arroz para uma parte de feijão. 
Origem animal: carnes, leite e derivados, aves, peixes e ovos são proteínas completas, ou seja, contêm todos os aminoácidos de que os seres humanos necessitam para o crescimento e manutenção do corpo. São também, entre outros nutrientes, importantes fontes de proteína de alto valor biológico sendo, assim, necessário o consumo diário de três porções de leites e derivados e de uma porção de carnes, peixes ou ovos. As carnes selecionadas para o consumo devem ser aquelas com menor quantidade de gordura (magras, sempre retirando as peles e gorduras visíveis), sendo consumidas moderadamente, devido ao alto teor de gorduras saturadas e colesterol.
FERRO E CÁLCIO
As carnes em geral, principalmente os miúdos e vísceras, possuem alta biodisponibilidade de ferro, ou seja, a quantidade de ferro ingerida que será efetivamente utilizada pelo organismo é significativamente grande. O leite e seus derivados, além de fonte de proteínas e vitaminas, são as principais fontes de cálcio da alimentação. Este nutriente é fundamental para a formação e manutenção óssea ao longo da vida, prevenindo futuras complicações como a osteoporose.
GORDURAS
Lipídeos: As gorduras são de diferentes tipos, e podem ou não ser prejudiciais à saúde, dependendo do tipo de alimento. A gordura saturada está presente em alimentos de origem animal, e seu consumo deve ser moderado. As gorduras trans que são obtidas pelo processo de industrialização dos alimentos, a partir da hidrogenação de óleos vegetais, são prejudiciais à saúde. O consumo excessivo deste tipo de alimento pode acarretar doenças cardiovasculares, excesso de peso, obesidade, entre outras. As gorduras insaturadas, presentes nos óleos vegetais, não causam problemas de saúde, exceto se forem consumidas exageradamente. São fontes de ácidos graxos essenciais, ou seja, podem ser produzidos pelo organismo, sendo assim necessárias para a manutenção da saúde. 
Colesterol: O colesterol é uma gordura que está presente apenas em alimentos de origem animal, e é componente estrutural de algumas partes do organismo humano, sendo ele capaz de sintetizar o suficiente para cobrir as necessidades metabólicas, não sendo indicado o consumo desse composto. O alto consumo deste pode acarretar doenças cardiovasculares.
SAL
O sal de cozinha - cloreto de sódio - utilizado como tempero e conservação de alimentos, contém sódio em sua composição, bem como outro tempero atualmente muito utilizado, o glutamato de sódio - este mineral quando consumido em excesso é prejudicial à saúde. Sendo assim, recomenda-se a redução no consumo de alimentos com alta concentração de sal, como temperos prontos, caldos concentrados, molhos prontos, salgadinhos, entre outros.
ÁGUA
A água é um nutriente indispensável ao funcionamento do organismo; a ingestão de, no mínimo, dois litros diariamente é altamente recomendada. Ela desempenha papel fundamental na regulação de muitas funções vitais do organismo, incluindo regulação da temperatura, transporte de nutrientes e eliminação de substâncias tóxicas. Recomenda-se a ingestão de 6 a 8 copos de água por dia.
ATIVIDADE FÍSICA
É muito importante a prática de exercícios físicos regularmente, aliada a uma alimentação saudável, o que previne o sobrepeso e a obesidade, além de trazer benefícios para saúde mental e emocional. As pessoas fisicamente ativas são profissionalmente mais produtivas, e desenvolvem maior resistência a doenças.
Para ter uma vida saudável, associe sempre uma alimentação equilibrada, com o consumo de água e a prática de atividades físicas regularmente. Assegurando, assim, o aumento da imunidade, o peso ideal e a prevenção de doenças.

MEDICINA AVANÇA CONTRA A ESCLEROSE MÚLTIPLA.

Mais comum em mulheres jovens, diagnóstico precoce e novas possibilidades de tratamento dão qualidade de vida aos pacientes
Lívia Machado
O nome pouco diz sobre as causas da esclerose múltipla. No conhecimento popular, o primeiro termo remete à falta ou perda de memória. Na definição do dicionário e na medicina, entretanto, significa o endurecimento do tecido de um órgão. No caso da esclerose múltipla esse processo acontece no sistema nervoso, especificamente nas ligações entre os neurônios, dentro do cérebro.
As ligações entre os neurônios são encapadas, protegidas por uma bainha de mielina, proteína que o organismo produz e detona a cada segundo. Beny Schmidt, chefe do laboratório de patologia neuromuscular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a função da mielina é fazer com que o estímulo elétrico das ramificações dos neurônios, a informação entre eles, seja mais rápida. “O que ocorre é uma espécie de miopia do sistema de defesa. A mielina é destruída a uma velocidade muito maior do que aquela que o organismo usa para produzí-la”, define o especialista.
Diagnóstico por exclusão
Ressonância magnética é um dos exames que deve ser feito para investigar a doença, mas não o único
A imprevisibilidade da doença tem sido vencida pelas possibilidades de diagnóstico. Confirmar o quadro de EM, segundo os especialistas, é uma matemática de exclusão. A ressonância magnética mapeia as regiões do cérebro que podem estar lesionadas por uma doença auto-imune, mas não comprovam a existência da EM. “Lesões no cérebro podem ser provocadas por uma infecção, carência de vitaminas ou outras doenças auto-imunes como o Lúpus", alerta Maurício Hoshino, neurocirurgião do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.
A confirmação da esclerose, aponta o médico, só se dá através de uma série de diagnósticos e exames: ressonância magnética, testes clínicos, um exame chamado líquor – que recolhe líquido da medula espinhal –, acompanhamento de seis meses do quadro, além da negativa para as outras possibilidades.
“É preciso respeitar o tempo para fazer o diagnóstico. O paciente precisa apresentar sintomas clínicos, com intervalos de seis meses, e lesões no sistema nervoso central em locais diferentes. Os sintomas de muitas doenças nutricionais, vasculares e infecciosas se parecem com os da Esclerose Múltipla.”
Reconhecer os sintomas não é fácil. A doença acontece no cérebro, mas reage em diversas partes do corpo. Alteração visual, desequilíbrio e perda de sensibilidade são alguns dos efeitos. “Muitos pacientes procuram oftalmologistas, ortopedistas, nunca um neurologista em primeiro lugar.”
Há registros da EM desde o século 20. Segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia, no mundo, existem dois milhões de portadores da doença. No Brasil, estima-se 25 mil pacientes. A Esclerose Múltipla afeta mais as mulheres, numa proporção de três para um. Segundo Hoshino, é possível que a incidência no público feminino tenha alguma relação com a questão hormonal, mas ainda não há dados que confirmem essa hipótese.
O diagnóstico na faixa entre 20 e 40 anos é mais comum por uma característica das doenças auto-imunes. "A doença se revela em uma fase da vida que o sistema imunológico é forte, mais combatente, reagindo às informações que o organismo dá com maior intensidade. Na esclerose, a informação dada ao sistema imunológico é errada, mas a reação é mais rápida e intensa, por isso os surtos podem ser mais severos na juventude.”
A confirmação precoce do problema, porém, não deve ser encarada negativamente. Na visão dos médicos, ela é fundamental e eleva as chances de tratamento da doença. “Do ponto de vista psicossocial é um baque, mas quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as possibilidades de proteção e cuidados. A medicação protege as lesões, evita que elas se solidifiquem e afasta as chances de sequelas.”
Tratamento em evolução
Embora as causas da esclerose múltipla ainda sejam pouco claras para a medicina, o tratamento, a cada ano, avança e oferece mais tranqüilidade para quem convive com a doença, independente da idade. O neurocirurgião do Hospital Santa Catarina explica que os medicamentos para abrandar os surtos provocados pela enfermidade, hoje, são mais eficazes e menos agressivos.
“Antigamente, o tratamento era feito a base de cortisona e sempre na hora da crise. Hoje temos como acompanhar o crescimento das lesões no cérebro e controlar a intensidade dos surtos.”
O tratamento da EM é feito a base de imunomoduladores. Hoshino ensina que o medicamento bloqueia o sistema imunológico, impede a produção de anticorpos e permite que o organismo produza a mielina (remielinização) parcial ou completamente. No Brasil, por enquanto, esse medicamento existe apenas em versão injetável e os efeitos colaterais não são poucos. “Alguns pacientes reagem de uma forma mais crítica, com febre, dor no corpo, cansaço. A reação é semelhante a uma gripe forte.”
Em fase de aprovação pela ANVISA, já há uma nova possibilidade, com efeitos colaterais menores e em forma de comprimido. Os especialistas acreditam que até o final do ano o medicamento esteja, de fato, disponível no mercado. "A promessa é que o medicamento seja liberado no segundo semestre de 2010. Usamos apenas a injeção, pois nenhum comprimido, até então, era capaz de sobreviver ao ácido estomacal."
O especialista do Santa Catarina acrescenta que o a proposta dos imonomoduladores não é evitar o surto, pois essa reação não é possível antever. O remédio faz com que a crise seja menos agressiva. “O medicamento não diminui a incidência de surto, mas acomete de forma muito mais leve. As chances de recuperação são muito maiores, e rápidas.”
A cortisona ainda é uma aliada no tratamento, mas seu uso é prescrito durante a crise e por um curto período de tempo, revela o médico. “Recomendamos uma dosagem alta por três a cinco dias, para aliviar o quadro. Não tratamos a doença cronicamente com corticóides.”
Na visão de Beny Schmidt, o transplante de medula óssea não é uma solução para os pacientes de EM. O especialista comenta que pouquíssimos testes foram feitos e os resultados não foram positivos. "Temos que tratar com respaldo da literatura médica e não há comprovação científica de que o transplante seja eficaz para essa doença. As crises não diminuem e nem mudam a intensidade."
A doença não tem cura, mas, segundo os médicos, perde força com o avanço da idade. "Em um idoso os surtos não são mais intensos, a resposta do sistema imunológico é mais fraca, assim como ocorre com a enxaqueca. Ela não tem cura, mas perde força com a idade."
Alegria é remédio
Doenças que atacam diretamente o sistema imunológico exigem dos pacientes uma postura diferenciada. A depressão é uma grande inimiga da Esclerose Múltipla. Embora não existam ainda dados que comprovem o poder da felicidade no tratamento, manter uma qualidade de vida, atividade física, evitar o estresse e encarar a o problema com tranqüilidade, favorecem a estabilidade da doença.
“A forma como o paciente encara a doença influencia no sistema imunológico. Conviver com menos ansiedade e mais esclarecimento auxilia no tratamento", afirma Hoshino.
Beny Schhmidt, especialista da Unifesp, sugere um acompanhamento psicológico paralelo ao tratamento médico. Na visão dele, doenças auto-imunes estão diretamente ligadas à qualidade de vida e ao equilíbrio emocional. "Não sabemos as causas do problema, mas a relação com a felicidade, alegria de viver, na minha visão, é direta. A terapia é uma maneira de recuperar esse amor, ânimo para aproveitar a vida, enfrentar, superar desafios."  
Os médicos ainda alertam para a quantidade de informações sensacionalistas e equivocadas sobre a doença na internet. “Há casos graves e leves para todas as doenças. O Google não é a melhor referência tampouco fonte de informação. É através de um médico, de um especialista que se tem o diagnóstico", assevera Hoshino.

TRATAMENTO PARA DOR ANTERIOR NO JOELHO .SUBIR ESCADA.

Por: Jorge Brandão |
Ortopedia em evolução Pesquisa da USP-RP identifica forma simples de tratamento para a Dor Anterior no Joelho
RENATO VITAL
Gazeta de Ribeirão
renato.pinho@gazetaderibeirao.com.br
Apesar de ser responsável por 25% dos diagnósticos da área de ortopedia, as causas reais da Dor Anterior no Joelho (DAJ) ainda são um mistério para especialistas. Para investigar a doença e buscar novas alternativas de tratamento, pesquisadores do Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) fizeram testes em 30 pacientes. Mulheres de 18 a 28 anos subiram e desceram alguns degraus enquanto o computador media força, peso e equilíbrio.
O fisioterapeuta responsável pela pesquisa, Marcelo Camargo Saad, explica que a DAJ aparece mais em mulheres e que as atitudes dos pacientes podem piorar o quadro. “Percebemos que para evitar a dor, muitos se apoiam mais em uma perna do que outra”, disse. Segundo ele, os testes foram feitos em uma escada pois é uma das atividades mais incômodas para quem sofre de DAJ. “Muitas mulheres jovens, ativas, deixam de fazer exercícios como caminhada e corrida por causa da dor.”
Com eletrodos ligados na perna dos pacientes, foi possível constatar que ao subir a escada o equilíbrio de quem tem DAJ é pior, mas a pessoa aplica mais peso e usa mais o músculo do joelho. “Por isso sugerimos que o tratamento priorize essa atividade. Para descer a dor é maior e fortalece menos o músculo”, disse Saad, que explica que a ideia é fortalecer o músculo do joelho antes de fazer a atividade de descida. “Assim a pessoa já terá ganhado mais equilíbrio e o músculo não vai sofrer tanto”, contou o fisioterapeuta.
NO TODO. A orientadora da pesquisa, Débora Bevilaqua Grossi, explica que atualmente a DAJ é diagnosticada quando não se encontram motivos para a dor. “Não é problema estrutural, nem muscular. É um problema que envolve a patela e o fêmur. Conforme mais o joelho é dobrado , mais a patela, osso da frente do joelho, é comprimida”, disse. Segundo ela, para chegar nas causas reais da DAJ é preciso estudar o aparelho motor como um todo, não somente o joelho. “Sabemos que problemas no quadril, de equilíbrio, estão relacionadas com a DAJ”, contou Grossi.
A FRASE
“Muitas mulheres jovens, ativas, deixam de fazer exercícios como caminhada e corrida por causa da Dor Anterior do Joelho”
Marcelo Camargo Saad
Fisioterapeuta
Tratamento deve ser contínuo
A Dor Anterior no Joelho (DAJ) é mais comum em mulheres jovens, entre 18 e 28 anos e mesmo sem ter as causas reais conhecidas, existe tratamento para o problema. Segundo o fisioterapeuta da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Camargo Saad, enquanto algumas pessoas sentem a dor em certos momentos, outras passam por crises e sentem dor constantemente. “Atualmente, o tratamento consiste em fortalecer o músculo do joelho. As dores são amenizadas, mas os pacientes precisam fazer exercícios de manutenção, caso contrário a dor volta”, disse.

DOR NO CALCÂNEO.

O QUE É?
A dor no calcâneo é um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico e pode ter várias causas, mas sem dúvidas a mais freqüente é a Fasceite Plantar, que é a inflamação da fascia plantar. A fascia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos. A Fasceíte Plantar ocorre principalmente dos 40 aos 50 anos de idade e é mais freqüente em mulheres do que em homens. O sobrepeso facilita o aparecimento dessa inflamação na fascia plantar.
O QUE É O ESPORÃO DO CALCÂNEO?
O esporão do calcâneo faz parte do quadro de Fasceíte Plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, mas é importante salientar que o esporão não ocorre na fascia plantar e sim no músculo flexor curto dos dedos, o qual é adjacente à fascia. Apenas 50% das pessoas com fasceíte tem esporão e 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão, assim, via de regra, não há indicação de ressecção cirúrgica do esporão.
O QUE SE SENTE?
O paciente com fasceíte apresenta dor na parte posterior plantar do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã. Atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.
COMO SE TRATA?
O tratamento inicial consiste em alongamento do tendão de Aquiles, alongamento da fascia plantar e uso de palmilha de silicone para calcanhar. A realização deste tratamento por 8 semanas deverá trazer benefício para 90 a 95% dos pacientes. Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem duas opções: injeções de corticóide na fascia plantar e o uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fascia plantar enquanto estamos dormindo. A cirurgia fica reservada para os 5% dos pacientes que não respondem a essas medidas não cirúrgicas.
OBSERVAÇÃO
Nem toda a dor no calcâneo é Fasceíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, túnel tarsal, tendinite insercional do Aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. 

ANTENÇÃO!!!

IMPORTANTE: AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE SITE TEM CARÁTER INFORMATIVO E NÃO SUBSTITUEM AS OPINIÕES, CONDUTAS E DISCUSSÕES ESTABELECIDAS ENTRE MÉDICO E PACIENTE.

Como desenvolver a autoestima, ganhar confiança e viver com mais entusiasmo.

Paixão, entusiasmo, alegria, esperança e tantas outras emoções positivas são o combustível para uma vida plena de EROS, essa energia magnífica que pode destruir, mas que principalmente pode ampliar.

Mais do que nunca se sabe que as doenças físicas e mentais estão profundamente associadas a fatores biológicos e psicossociais. Portanto, é importante aprender, ou melhor, reaprender a se conectar com o novo, como uma maneira de se atualizar sempre no seu desejo e na maneira de sentir e absorver o mundo que nos cerca.

Posso destacar aqui uma maneira muito simples e quase óbvia, mas que raramente usamos em nosso proveito que são nossos órgãos dos sentidos, pois é através dos órgãos sensoriais que as mensagens de prazer entram em nossa vida,estimulando o desejo.

Por que falar de desejo quando eu quero falar de autoestima, felicidade, estar de bem consigo mesmo ou mesma? Por que reconhecer o seu próprio desejo e satisfazê-lo é o alimento que a alma precisa para dar estrutura ao Ego para suportar os reveses da vida sem ser derrubada por eles.

Usar a visão para olhar o que é belo,ouvir uma música com o coração e a memória, saborear a vida e o bolo de chocolate sem culpas, acariciar e abraçar para se arrepiar; e dessa maneira abrir seus próprios canais de conexão com o mundo e com seus próprios desejos.

É necessário assumir seus prazeres e necessidades, entendendo e aceitando a diversidade em todos os sentidos, com respeito pela própria natureza e pela dos outros. Ser inteiro e a cada dia se reconhecer e se validar, hoje o gozo, amanhã choro, acerto e erro, tendo coragem e medo.

Luz e sombra fazem o todo e aceitar-se assim e se permitir sentir e viver todos os seus desejos e se encontrar com seu próprio EU, aquele que a gente muitas vezes esconde da gente mesma por conta das obrigações e responsabilidades.

Fazer a cada dia um novo dia, em anseios e respostas, abdicando das fórmulas prontas que muitas das vezes está calcada não nos desejos e experiências, atuais, mas sim em dificuldades e medos ultrapassados e sem sentido no hoje, no aqui e agora.



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Os Imprescindíveis.

Há homens que lutam por um dia e são bons.

Há outros que lutam por um ano e são melhores.
Há outros, ainda, que lutam por muitos anos e são muito bons.
Há, porém, os que lutam por toda a vida,
Estes são os imprescindíveis.

Bertolt Brecht.