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Não há cura para o NASCER e o MORRER, a não ser SABOREAR o intervalo”.


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quarta-feira, 4 de maio de 2011

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL.

Nos últimos anos, o prazer de comer passou a ser associado à culpa. Não precisa ser assim. Novos estudos mostram as virtudes de dietas simples e saborosas que fazem bem à saúde – e ao planeta.
Hipócrates, o Pai da Medicina, notou 400 anos antes de Cristo que a escolha dos alimentos certos para o ser humano era o resultado da sabedoria acumulada ao longo das gerações, ao preço de muitas tentativas, erros e descobertas. Desse esforço, dizia ele, nasceu a dieta ideal para “a saúde e a segurança” do homem. “A essas investigações e achados, que nome poderia se dar mais adequado do que Medicina?”, perguntou Hipócrates em sua obra “Da medicina antiga” . Dois milênios e meio depois, o ser humano entende cada vez melhor que a boa alimentação é um excelente método de medicina preventiva. Graças ao avanço da ciência da nutrição, descobrimos as substâncias benéficas e maléficas nos alimentos. Entendemos melhor do que nunca o que se deve comer para viver mais e melhor. E as pesquisas recentes levam a uma conclusão surpreendente, que faria Hipócrates sorrir: nas dietas tradicionais, criadas séculos atrás por diferentes povos em todos os cantos do planeta, estão muitas das virtudes indispensáveis a uma dieta saudável. Uma dieta que pode ser seguida sem a culpa incutida nos últimos anos por uma série de estudos que parecem nos proibir de comer o que é saboroso. 
Os estudos não devem ser ignorados – eles alertaram, por exemplo, para os danos à saúde provocados por muitas substâncias adicionadas aos alimentos industrializados –, mas não devem ser vistos como uma forma de repressão alimentar. As pessoas têm de buscar o caminho do prazer, não da restrição.
Entre as dietas capazes de conciliar saúde e prazer, a mais conhecida é a mediterrânea. Estudos e mais estudos relacionam os alimentos consumidos tradicionalmente em países como Grécia, Espanha e Itália à redução de doenças crônicas. Na dieta mediterrânea, destacam-se o azeite de oliva, as castanhas e o consumo moderado de álcool, geralmente vinho – todos associados à redução de risco de doenças cardiovasculares. Um dos estudos mais relevantes foi completado pela Universidade de Florença, na Itália, e publicado no British Medical Journal. Uma equipe liderada por Francisco Sofi, pesquisador de nutrição clínica, compilou dados de várias pesquisas feitas entre 1966 e junho de 2008 e concluiu que a dieta mediterrânea está associada a uma redução de 9% na mortalidade geral e na mortalidade por doenças cardiovasculares, uma diminuição de 6% na incidência de câncer e de 13% na incidência de Parkinson e Alzheimer.
A dieta mediterrânea, porém, não é a única capaz de garantir uma alimentação saudável sem culpa. Os estudos mais recentes mostram evidências dos benefícios de costumes de japoneses, indianos – e brasileiros – à mesa. Qualidades comuns às dietas tradicionais desses povos são a abundância e a variedade de legumes e verduras – e a ausência de alimentos industrializados. Da tradição culinária japonesa herdamos o consumo de alimentos valiosos, como soja e chá verde, contra o câncer, e peixes ricos em ômega-3, importantes para a saúde do coração e do cérebro. A dieta indiana nos inspira a substituir o sal por pimentas e especiarias como a cúrcuma, que combate o câncer, e a limitar o consumo de carne vermelha. E a brasileira nos ensina a respeitar uma proporção adequada dos alimentos no prato e incentiva o consumo de frutas.
“A mistura do feijão com o arroz cria o mesmo tipo de proteína da carne, e a salada traz os fitoquímicos que combatem o câncer”, afirma o neurologista francês David Servan-Schreiber, autor do best-seller Anticâncer (editora Objetiva), livro cuja tiragem mundial já ultrapassou 1 milhão de exemplares. “A proporção de 75% a 80% de vegetais para 20% a 25% de carne em um prato é perfeitamente saudável e costumava ser a base da maioria das dietas tradicionais”, diz ele. “O prato tradicional brasileiro é o que os nutricionistas gostariam que todo mundo comesse”, diz Mônica Elias Jorge, nutricionista da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. 
As tradições à mesa deram lugar a uma alimentação globalizada não necessariamente ideal. A predominante dieta americana é perigosa. Não se trata de americanofobia. Nesse tipo de dieta, 65% das calorias ingeridas vêm de três fontes: açúcar refinado, farinha refinada e óleos vegetais com ômega-6. Além de não fornecer nutrientes e vitaminas vitais, esses ingredientes levam à obesidade, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das ameaças mais graves à saúde. A obesidade é o ponto comum de doenças como diabetes, câncer, doenças do coração e Alzheimer.
A obesidade parece estar relacionada a um aumento do risco de demência na terceira idade. Segundo uma pesquisa divulgada em janeiro pela Universidade Colúmbia, em Nova York, o acúmulo de gordura na cintura em adultos jovens amplia o risco de desenvolver Alzheimer na velhice.
Nos Estados Unidos, país com 32% de adultos obesos, a expectativa de vida é de 78 anos e a taxa de incidência de câncer é de 357 casos a cada 100 mil habitantes, segundo a International Agency for Research on Cancer. No Japão, 3% dos adultos são obesos, a expectativa de vida é de 82 anos e a incidência de câncer é de 214 por 100 mil. É claro que a alimentação não é o único fator para a obesidade – o sedentarismo também tem sua contribuição –, mas a comparação entre Japão e Estados Unidos, dois países ricos e com recursos médicos avançados, serve de alerta para o Brasil. Por aqui, a obesidade já afeta 11% da população adulta, 18% dos meninos e 15,5% das meninas. Como reduzir esses índices? “A tendência é que a medicina preventiva cresça cada vez mais. Mudar hábitos alimentares não só reduziria os custos com o tratamento de doenças, mas melhoraria a qualidade de vida das pessoas.
1. Suco
As frutas devem ser consumidas todos os dias, in natura ou na forma de sucos
2. Arroz e feijão
Essa combinação é muito rica em fibras e proteínas, mas não pode dominar o prato. O arroz, em particular, deve ser consumido em pequenas porções e, se possível, na versão integral
3. Carne
A carne, de preferência magra, não deve compor mais que 20% do prato. Trocá-la por peixe faz a refeição ainda mais saudável
4. Brócolis
Verduras e legumes são um ótimo acompanhamento. Devem ser cozidos no vapor ou rapidamente refogados, para manter suas propriedades
5. Salada
Alface e tomate são fontes de vitaminas, fibras e minerais. As folhas devem ser consumidas cruas, para preservar os antioxidantes
Para se proteger do câncer
Dois temperos, a cúrcuma e o alho, estão entre os alimentos mais importantes na prevenção de tumores
A medicina ainda não entendeu por completo as causas do câncer e por que alguns casos têm cura e outros não. Mas muitas pesquisas já esclareceram como a doença evolui. As células cancerosas, que sofreram mutação genética devido a fatores como a ação de radicais livres ou radiação, multiplicam-se desordenadamente. Para barrar a doença, a quimioterapia tem várias estratégias, entre elas matar as células doentes e impedir a formação de vasos sanguíneos que levem nutrientes para elas.
Uma série de estudos realizados no centro de pesquisa sobre o câncer da Universidade do Texas e publicados ao longo de 2008 e 2009 mostrou que a cúrcuma, presente no curry indiano, age de maneira semelhante. Em uma das pesquisas mais recentes, a curcumina, substância presente na especiaria, mostrou-se capaz de inibir a proliferação de células de um tipo de mieloma múltiplo.
Outro alimento cujo consumo está relacionado à proteção do câncer é o chá verde. Seus efeitos ainda não são unanimidade no mundo científico, mas muitos pesquisadores acreditam que um de seus componentes, a catequina, impede a angiogênese – criação de novos vasos sanguíneos que podem levar nutrientes para as células cancerosas.
Segundo estudo do Centro Nacional do Câncer de Tóquio, no Japão, publicado em 2007, o consumo diário de cinco ou mais xícaras do chá por dia reduziria em 50% as chances de progressão do câncer de próstata. Nas mulheres, o consumo de três xícaras diárias foi relacionado a uma diminuição de 57% da recorrência de câncer de mama.
Pouco amistoso, o cheiro forte do alho é a prova de que ele é rico em alicina, outra substância promissora na prevenção do câncer. Parte dela é transformada em ácido sulfênico, que ajuda a eliminar os radicais livres, relacionados à mutação de células em nosso organismo. 
As crucíferas, categoria em que se enquadram os brócolis e a couve, são ricas em sulforafane, substância que pode barrar a angiogênese e retardar a formação de alguns tipos de tumor. Uma pesquisa publicada no Journal of the National Cancer Institute mostrou que uma porção de brócolis ou de couve-flor por semana diminui o risco de câncer de próstata em 45% e 52%, respectivamente.
 
Outra opção na dieta anticâncer é o chocolate amargo com mais de 70% de cacau, rico em polifenóis. Mas cuidado: recomenda-se um consumo de apenas 20 gramas por dia.
Chá verde
Deve ser deixado em infusão de 8 a 10 minutos para extrair o máximo das catequinas
Cúrcuma, ou açafrão-da-índia
Na Índia, onde se comem de 2 a 3 gramas por dia, a incidência de câncer de cólon é um oitavo daquela observada no Ocidente; de câncer de mama, um quarto; de próstata, um 20 avos
Atividade Cerebral
A esclerose múltipla, o mal de Parkinson e o de Alzheimer, os tipos mais comuns de doenças neurodegenerativas, não têm cura – daí a importância de qualquer medida preventiva. Um estudo americano que acompanhou 1.800 idosos durante nove anos concluiu que aqueles que consumiam suco de frutas e hortaliças pelo menos três vezes por semana tinham 75% menos risco de desenvolver Alzheimer. Os pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida atribuíram o efeito à presença significativa de antioxidantes nesses alimentos. Os antioxidantes ajudam o organismo a reduzir as perdas celulares – inclusive a de células do cérebro. Quanto mais colorida a fruta – alaranjadas, arroxeadas e vermelhas –, melhor. Além delas, as crucíferas, como brócolis, couve-flor e couve, ricas em ácido fólico, são aliadas na preservação das funções cognitivas.
Os peixes de água fria, como salmão, atum, sardinha e cavala, fontes de ômega-3, são igualmente importantes na dieta de quem deseja afastar o risco das doenças do cérebro. Essa gordura é tão imprescindível para o sistema nervoso que está presente em grandes quantidades no leite materno. Um estudo publicado em agosto passado pela Universidade de Southampton mostrou que o consumo de 300 gramas de peixe por semana estava relacionado a um maior desenvolvimento de habilidades verbais das crianças.
As descobertas mais recentes sobre a prevenção das doenças neurodegenerativas incluem o café e a maçã na lista de alimentos recomendados. Beber de três a cinco xícaras por dia pode diminuir em 65% o risco de Alzheimer, segundo um estudo sueco.
Pesquisadores de Harvard mostraram que alto consumo de cafeína diminui o risco de Parkinson em homens. Entre as mulheres, o café tem efeito protetor só depois da menopausa e para quem não ingere repositores hormonais.
Uma pesquisa publicada no Journal of Alzheimer’s Disease mostrou que camundongos alimentados com suco de maçã produziram menor quantidade da proteína que forma placas amiloides no cérebro, uma marca do mal de Alzheimer. O Archives of Neurology mostrou que 55% dos pacientes com Parkinson têm deficiência de vitamina D. Não se sabe se a falta do nutriente é causa ou efeito da doença. Para garantir a presença da vitamina D, deve-se incluir sardinha, gema de ovo e fígado na dieta.
Gema de ovo
Um estudo americano mostrou que altas doses de vitamina D no corpo podem reduzir em 62% as chances de esclerose múltipla
Café
A bebida pode diminuir em 65% os riscos de Alzheimer se você tomar de 3 a 5 xícaras por dia, segundo um estudo sueco que acompanhou 1.409 pessoas por mais de 25 anos
O que faz bem ao coração
A sabedoria dos povos mediterrâneos recomenda incorporar à mesa os efeitos benéficos do azeite de oliva e do álcool
A importância da dieta na prevenção de doenças cardiovasculares é de 7, em uma escala que vai até 10”, afirma Simeon Margolis, professor da Universidade Johns Hopkins e autor de vários compêndios sobre a prevenção de doenças do coração. Substituir a manteiga pelo azeite de oliva é uma das primeiras decisões a tomar. Suas gorduras monoinsaturadas não estão relacionadas com o aumento do índice de LDL, o colesterol ruim, no sangue, como acontece com a gordura saturada de origem animal. Os efeitos benéficos do azeite, ingrediente básico da dieta mediterrânea, são sempre citados em estudos epidemiológicos das populações dessa região da Europa. Uma revisão publicada no ano passado no British Medical Journal mostrou que a dieta mediterrânea está associada a uma redução de 9% na mortalidade por doenças cardiovasculares, entre outros benefícios.
As nozes e o amendoim também são indicados, por conter gorduras insaturadas. Segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia publicado em setembro do ano passado, dados epidemiológicos de quatro pesquisas americanas mostraram que as pessoas com maior consumo desse tipo de alimento tinham um risco cerca de 35% menor de desenvolver doenças cardiovasculares. As nozes mostraram-se eficazes também no combate aos radicais livres e às inflamações.
As pesquisas científicas também têm associado o consumo moderado de álcool – um drinque por dia para as mulheres e dois para os homens – à diminuição do risco de doenças cardiovasculares. Em um dos últimos estudos publicados sobre o assunto, em abril deste ano, cientistas da Universidade Wageningen, na Holanda, avaliaram a expectativa de vida de 1.373 homens e concluíram que o consumo moderado de bebidas alcoólicas pode significar cinco anos a mais de vida. Antes de se animar com a recomendação, convém lembrar que alguns estudos relacionaram o álcool ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
O mesmo ômega-3 que apresenta efeitos benéficos contra as doenças neurodegenerativas e o câncer se mostra importante para o coração. Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Tsukuba, no Japão – país com alto consumo de peixe –, e publicada em setembro do ano passado concluiu que uma dieta rica em pescados de águas frias pode reduzir em 18% o risco de morte por doenças cardiovasculares.
Álcool
O consumo moderado de bebida alcoólica, não necessariamente de vinho, reduz o risco de doenças cardíacas

Azeite de oliva
O azeite foi “descoberto” nos anos 60 por um epidemiologista que observou que a população de Creta, no Mediterrâneo, era especialmente longeva e livre de doenças cardíacas
O Consumo Verde
Você compra produtos orgânicos achando que está fazendo bem ao planeta, mas eles vêm embalados em isopor e filme plástico. Você deixou de contribuir para a contaminação do lençol freático e a intoxicação do agricultor, uma vez que o alimento não possui agrotóxicos, mas joga na natureza materiais que demoram uma eternidade para se decompor. Para ser totalmente “verde”, seria preciso procurar feiras orgânicas, onde os produtores vendem diretamente para o consumidor, sem as embalagens dos supermercados. Na falta de opções orgânicas, os alimentos da estação costumam ser mais bonitos e gostosos. Se não se dispõe de uma listinha dos melhores meses para comprar cada produto, basta observar a oferta e o preço.
Outro fator que se deve avaliar é quanto o alimento viajou até chegar a sua casa. Quanto mais distante a origem, mais poluição provavelmente foi gerada no transporte. Selos de certificação indicam que alguma etapa da produção, ou o processo inteiro, passou por critérios de proteção ao meio ambiente ou à sociedade.
E seu bife? Ajuda a derrubar florestas? No Brasil, 70% das emissões de gases do efeito estufa são decorrentes do desmatamento e das queimadas na Amazônia, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Se 80% da carne produzida na Amazônia é consumida no próprio Brasil, o melhor é diminuir o consumo ou exigir que os supermercados indiquem a procedência do alimento. Se comer carne contribui para o desmatamento, a forma mais “verde” de consumir proteína é a soja? Não. Uma pesquisa do Idec com 28 indústrias mostrou que 12 vendem produtos com soja transgênica sem informar o consumidor. Plantações transgênicas podem pôr em risco o equilíbrio dos ecossistemas e diminuir a biodiversidade.

MITOS E VERDADES SOBRE A COLUNA VERTEBRAL

Deformidades, dor, estalos, zumbidos nos ouvidos, rigidez no pescoço, hérnia de disco, postura e má postura, escoliose e natação, coluna e fator emocional. 
MOTIVOS PARA CONSULTAR UM MÉDICO ESPECIALIZADO EM COLUNA VERTEBRAL?
A primeira consulta com o ortopedista especializado em coluna vertebral pode ser devido a duas situações:
1º - POR UMA DEFORMIDADE.
A deformidade pode ser observada pelo próprio paciente ou por um familiar que identifica alteração no nível dos ombros, da bacia ou da própria coluna. Em alguns casos ao vestir uma roupa nota-se que ela não fica com bom caimento. Em geral as deformidades podem ser posturais ou decorrentes de alguma alteração na coluna mesmo.
2º - PELA PRESENÇA DE DOR.
No caso da dor ela é um sinal de que algo não esta bem com o nosso organismo. Pode ser por algum esforço físico (por exemplo, uma entorse da coluna), por lesão do disco intervertebral (hérnia de disco) ou até mesmo como manifestação de alguma doença sistêmica que pode comprometer a coluna vertebral (por exemplo, artrite reumatóide).
1. RIGIDEZ NO PESCOÇO, E ESTALAR COM O MOVIMENTO DA CABEÇA, PARA DIREITA E PARA ESQUERDA, FORTES ZUMBIDOS NOS OUVIDOS.
Os sintomas de estalidos no pescoço acompanhados de zumbidos nos ouvidos são freqüentes nos pacientes que apresentam alterações osteoarticulares na coluna cervical. Eles podem estar ou não acompanhados de manifestações degenerativas na coluna. A rigidez do pescoço é provocada pelas manifestações de desgaste da cartilagem articular. Esses sintomas aparecem tanto em pessoas jovens como em idosos. Quando os sintomas aparecem aos 20 anos de idade as alterações ósseas nem sempre serão visíveis no exame radiográfico da coluna cervical. Em relação aos zumbidos podem estar relacionados com alterações circulatórias do ouvido. Um dos quadros clínicos mais freqüentes é a síndrome “cervicocefálica”. Em razão dos sintomas múltiplos o tratamento será com a atuação de vários profissionais da saúde entre eles os ortopedistas, otorrinolaringologistas, neurologistas e oftalmologistas.
2. POR QUÊ ACONTECE A RUPTURA DOS DISCOS INTERVERTEBRAIS?
Os discos intervertebrais são estruturas que se encontram localizada entre as vértebras. O disco é formado por um anel fibrocartilaginoso, uma estrutura gelatinosa que recebe o nome de núcleo polposo e muita água. A função do disco intervertebral é a de absorver e diminuir os impactos sobre as colunas vertebrais, provenientes das atividades físicas da vida diária. O anel fibroso normalmente mantém-se intacto nos esforços a que a coluna é submetida. Entretanto, o disco pode em determinadas situações sofrer um traumatismo ou mesmo um envelhecimento podendo ocorrer uma ruptura do anel fibroso e o núcleo polposo extravasar de seu local original, instalando-se o quadro de dor nas costas.
3. QUAL A POSIÇÃO CORRETA DE EQUILÍBRIO DA COLUNA?
A posição correta de equilíbrio da coluna é a que predispõe nosso corpo a uma distribuição normal das pressões e que facilita a nossa movimentação.

Ao olharmos uma pessoa com uma postura correta ela deverá quando vista de frente estar com os ombros e a bacia nivelados com o chão, correspondendo à coluna a forma de um eixo retilíneo. Ao examinarmos uma pessoa de lado (perfil) ela apresentará curvaturas ditas fisiológicas (normais) que garantem a boa distribuição de pressão através dos discos intervertebrais. No perfil temos uma lordose cervical (convexidade posterior do pescoço), cifose dorsal (convexidade anterior do dorso), lordose lombar (convexidade anterior da região lombar), e uma cifose sacrococcígea (convexidade anterior da região do sacro e coccis). Quando ocorrer uma alteração na posição da coluna deveremos consultar um especialista para uma orientação mais especifica em relação à coluna vertebral
4.EM QUE CASOS É INDICADA A DISCECTOMIA ENDOSCÓPICA?
A cirurgia de hérnia de disco é um procedimento importante nos casos de dor lombar com comprometimento do nervo ciático que não alivia após oito semanas de tratamento, piora da função neurológica dos membros inferiores ou ate mesmo de um procedimento de emergência quando correr uma compressão da medula. A técnica de remover o disco com uma incisão mínima esta indicada para casos específicos de hérnia de disco, localizada em um determinado nível e que esteja sendo executada pela primeira vez. A vantagem desta técnica é que a permanência no hospital é curta de cerca de 24 horas e a recuperação para as atividades da vida diária são mais rápidas do que as que exigem longas incisões.
5. QUAL A RELAÇÃO ENTRE FATOR EMOCIONAL E DOR LOMBAR?
A dor lombar é um sintoma muito freqüente e que altera as atividades diárias do paciente assim como as suas relações afetivas familiares e profissionais. A sensação de dor é única, pessoal e intransferível. Para comprovar a relação descrita na pergunta usam-se vários instrumentos que medem os diferentes tipos de alterações da personalidade. Um dos mais simples e amplamente usado chama-se de questionário SF-36 que mede a qualidade de vida do paciente com lombalgia (dor lombar) através de 10 perguntas. Deste modo podemos ter uma analise básica sobre o comportamento da dor e a sua interferência na qualidade de vida do paciente.
6. A MÁ POSTURA PODE PREJUDICAR A COLUNA? O QUE DEVO FAZER PARA CORRIGIR ISSO?
A má postura pode sim prejudicar o funcionamento da coluna vertebral. Olhando uma pessoa de frente a sua postura será nivelada, mas olhando de perfil (de lado) observaremos que existem curvaturas ditas fisiológicas: lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e cifose sacrococcígea. Sempre que ocorrer um exagero, uma retificação ou ate mesmo uma inversão dessas curvaturas teremos o que se chama de uma má postura. Nesta situação existe a necessidade de uma avaliação ortopédica. Se não existirem problemas estruturais uma atividade física orientada ensinara o paciente a ter uma postura correta nas atividades da vida diária resultando em um bem estar físico.
7. ALONGAR-SE PELA MANHÃ PODE ALIVIAR DORES NAS COSTAS?
O habito de realizar atividades físicas deve ser estimulado na vida das pessoas. A coluna vertebral por ser um eixo que se conecta com as demais estruturas ósseas necessita alem da integridade das vértebras a perfeita sintonia com os ligamentos e músculos visando movimentos amplos e sem dor. Em situações tais como doenças inflamatórias articulares, seqüelas de fraturas ou ate mesmo o ato de dormir em um colchão de má qualidade fará com que ao acordarmos tenhamos dores nas costas. Em relação ao ato de alongar-se ele é bem vindo e deve ser realizado não só ao acordar com antes e após qualquer atividade física.
8. O QUE É DOR LOMBAR (COMO SE TRATA)?
A dor lombar é um dos problemas mais freqüentes na pratica medica. Cerca de 90% dos adultos terão a experiência de sentir uma dor lombar em suas vidas. A lombalgia (dor lombar) é a segunda causa de ausência ao trabalho em pacientes abaixo de 45 anos. A coluna vertebral é um eixo retilíneo quando visto de frente e desempenha a função de suporte para o tórax e os braços assim como para a bacia e as pernas. Os segmentos cervicais e lombares são os mais moveis e permitem movimentos amplos em todas as direções. Porem a coluna vertebral não suporta o exagero de movimentos de rotação, hiperflexão e hiperextensão. A correta utilização da coluna vertebral prevenirá as pessoas de sentirem dor em sua coluna. Na presença de dor ocorrerá uma diminuição de movimentos implicando em piora na qualidade de vida. Uma maneira de mantermos a nossa coluna em condições de equilíbrio é o de realizarmos exercícios rotineiramente visando uma musculatura adequada para as suas funções e com isso evitaremos a presença da dor lombar.
9. ESCOLIOSE E NATAÇÃO
A natação não apresenta capacidade de corrigir uma escoliose porem é uma boa atividade física para manter a musculatura em condições e exercitar a respiração A escoliose é toda e qualquer deformidade lateral da coluna quando o paciente é examinado de frente. A escoliose tem diversas causas: neurológicas, congênitas, traumática e idiopática (sem um causa conhecida). Este é o tipo de escoliose a mais freqüente. Ao se falar em correção de escoliose devemos lembrar que ela só pode modificar a sua evolução durante o período de crescimento ósseo. Depois de encerrado o crescimento a escoliose não sofrerá nenhuma mudança em sua curvatura. Entre os tratamentos específicos para a escoliose, na fase de crescimento, incluem-se a observação médica, a realização de atividades físicas, o uso do colete ortopédico e inclusive o tratamento cirúrgico. Todos os métodos estão diretamente relacionados com o grau de curvatura da escoliose.
10. QUANDO A DOR LOMBAR SE TORNA CRÔNICA?
A dor localizada na região lombar pode se tornar crônica se não intervirmos na eliminação ou atenuação dos problemas que desencadeiam a lombalgia. As situações que podem desencadear uma dor lombar são:
1-estiramentos na musculatura de suporte da coluna vertebral. Em geral essa situação ocorre quando a musculatura está mal condicionada para a pratica de atividades físicas, seja no esporte ou no trabalho A lesão do músculo ou ligamento ocorre rapidamente em situações de estresse muscular ou ligamentar e de um modo geral esta associada ao fumo, má condicionamento físico e à obesidade.
2- efeito do envelhecimento do corpo humano, basicamente, relacionado com a osteoporose, perda da flexibilidade e elasticidade dos músculos e ligamentos. O símbolo da osteoporose são as microfraturas na coluna vertebral que se exteriorizam na clinica por uma dor lombar crônica.
3- lesão do disco intervertebral, com o envelhecimento o disco intervertebral perde a sua resistência ocorrendo fissuras na sua periferia. Esta é uma das causas mais freqüentes de origem da lombalgia.

terça-feira, 3 de maio de 2011

DOENÇAS NEUROLOGICAS MUSCULARES.

Atrofia muscular
A atrofia muscular é caracterizada pela diminuição do volume muscular. Ela pode ser causada por alguma doença ou simplesmente pela falta de uso de um grupo muscular como ocorre no sedentarismo.
Algumas doenças que causam atrofia muscular são a esclerose, distrofia muscular de Duchenne e distrofia muscular progressiva.
Com o uso contínuo e o desenvolvimento dos músculos através de exercícios de musculação a atrofia muscular pode ser diminuída, quando ela não é causada por alguma doença a nível neurológico. Porém quando há alguma doença neurológica envolvida os exercícios musculares podem diminuir a atrofia mas não podem impedir que ela progrida.
A maior complicação que a atrofia muscular pode trazer é a deformação das articulações, como ocorre em alguns casos de indivíduos paraplégicos que por não movimentarem as pernas apresentam os pés caracteristicamente deformados.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ataxia de Friedreich.

A ataxia de Friedreich é uma das síndromes genéticas relacionadas com a Diabetes Mellitus. Trata-se de uma doença neurodegenerativa com hereditariedade autossômica recessiva, acometendo predominantemente os gânglios das raízes dorsais, os cordões posteriores e os tratos corticoespinhal e espinhocereboloso da medula espinhal e do cerebelo.

Normalmente esse defeito é transmitido aos filhos em presença de homozigose de uma mutação dinâmica. O quadro clínico manifesta-se, na maioria das vezes, antes os 20 anos de idade e caracteriza-se pela presença de ataxia, disartria (capacidade de articular palavras de maneira correta), alterações das sensibilidades, redução ou ausência de reflexos nas pernas, sinais piramidais, escoliose e deformidades dos membros. O quadro é inevitavelmente progressivo.
Aproximadamente dois terços dos pacientes acometidos por essa síndrome desenvolvem miocardiopatia hipertrófica, um quarto dos pacientes apresentam atrofia do nervo óptico, freqüentemente assintomática, 10% apresentam surdez neuro-sensorial e também Diabetes Melittus.
O tempo de evolução dessa doença gira em torno de 11 anos, sendo que o óbito ocorre, em média, com 35 anos de vida, sendo a causa geralmente problemas cardíacos ou complicações com a diabetes.
O diagnóstico dessa síndrome normalmente é feito baseado em critérios clínicos. Todavia, a confirmação se dá por meio de genética molecular. Esse teste permite também efetuar um prognóstico, em termos de gravidade do quadro, evolução e probabilidade de vir a desenvolver miocardiopatia. Esses testes permitem também o aconselhamento genético das famílias afetadas, especialmente nos casos de irmãos saudáveis de indivíduos doentes, que apresentam uma probabilidade de 2/3 de serem portadores da mutação.
Não existe tratamento curativo, apenas de suporte, que envolve fisioterapia, suporte psicológico e intervenções ortopédicas para correção de deformações. A terapia anti-oxidante com idebenona ou vitamina E, bem como a terapêutica com quelantes do ferro como a desferrioxamina, não altera a evolução da doença. A diabetes associada deve ser tratada com insulina. Já no caso da miocardiopatia, o tratamento é semelhante ao dos outros doentes.

QUE LESAO NA COLUNA CAUSA REDUÇAO DA FORÇA NA PERNA E VONTADE DE URINAR CONSTANTEMENTE.

As dores nas pernas são a principal causa de reclamações nos consultórios dos angiologistas e, conforme as estatísticas comprovam, estão, na maioria das vezes, relacionadas diretamente aos problemas circulatórios. Esse quadro clínico pode ser agravado, ainda, pela associação de duas ou mais doenças, o que acontece comumente e pode dificultar o diagnóstico até para profissionais experientes. 
Há, no entanto, algumas características da dor que facilitam a busca pela doença responsável por ela. Dores com sensação de peso, por exemplo, que vêm associadas a inchaço e câimbras, aumentando no fim do dia e após longos períodos em pé, costumam indicar varizes. Elas são resultado da dilatação dos vasos sanguíneos, que pode ser provocada por alterações hormonais, sedentarismo, obesidade e fatores genéticos. 
Já a sensação de queimação na panturrilha durante a caminhada pode ser sinal de problemas arteriais causados pela aterosclerose, doença inflamatória na qual ocorre o entupimento das artérias por colesterol e outros depósitos de gordura. Trata-se de uma enfermidade extremamente grave, que, se não tratada corretamente, pode culminar na amputação dos membros inferiores ou, até mesmo, levar a infarto do miocárdio e derrame cerebral. 
As doenças da coluna também têm as pernas como ponto frequente de irradiação. Elas costumam gerar dor em fisgada, que tende a acompanhar o trajeto do nervo na face posterior dos membros inferiores e chegar até os pés. Os casos de dores nas articulações, sobretudo nos joelhos, mais proeminentes no início de um movimento, como ao levantar-se de uma cadeira, por exemplo, estão mais relacionados a problemas ortopédicos, como a artrose. 
Cada uma das manifestações clínicas e sinais encontrados nas pernas têm importância fundamental na identificação de problemas de saúde. Deixar de avaliar meticulosamente esses sintomas pode ter como resultado o não diagnóstico de doenças graves, capazes de evoluir desfavoravelmente.  
O que fica de lição é que há vários detalhes na história e exame físico dos pacientes capazes de elucidar o diagnóstico, e que todas as doenças citadas têm seu potencial de complicação se não forem devidamente cuidadas. Por isso, nenhum tipo de esclarecimento substitui uma avaliação médica. Os números mostram que o primeiro especialista a ser consultado deve ser o angiologista, ou o cirurgião vascular, devido à maior incidência das doenças que podem ser tratadas por ele.

QUAL DOENCA SE DESCOBRE ATRAVES DO EXAME ALDOLASE.

 Esta doença pode levar a miopatia com intolerância ao exercício e a rabdomiólise associada com a anemia hemolítica
 Esta síndrome envolve a  aldolase glicocítica que é uma enzima envolvida na clivação da frutose.
 A Aldolase-A Isoforma é predominante nos músculos e glóbulos vermelhos e sua condição é transmitida como traço autossômico recessivo.
Aldolase é uma enzima que ajuda a converter glicose em energia. É encontrado em todo o corpo, mas é encontrada principalmente em níveis elevados no tecido muscular. É elevados na corrente sangüínea quando um paciente tem muscular ou hepática, ou a doença.
No passado, o exame de sangue aldolase foi condenada a diagnosticar e monitorar certas condições relacionadas com o músculo esquelético e / ou doença hepática . É em grande parte foi substituída por testes enzimáticos, tais como CK (creatina quinase) , ALT (alanina aminotransferase) e AST (aspartato aminotransferase) , que são mais específicos indicadores de danos musculares ou do fígado. O teste aldolase ainda recebe alguma utilidade no monitoramento de pacientes com distrofia muscular e algumas outras doenças raras que afetam os músculos esqueléticos.
Miopatias inflamatórias
Dr. Luiz Carlos Latorre, 
diretor dos Serviços de Clínicas Médicas do Hospital Heliópolis (SP)

Miopatias inflamatórias (miosites) são doenças que se caracterizam por inflamação muscular e podem acometer desde poucos músculos até todas as regiões do corpo. Várias condições podem levar à inflamação muscular, tais como infecções, medicamentos, esforços físicos exaustivos, tumores e doenças reumáticas.Com relação às infecções, todos os tipos podem causar inflamação muscular. As mais comuns são causadas por vírus ou bactérias. Mesmo algumas verminoses podem se manifestar com inflamação muscular. Com relação aos medicamentos, vários podem causar miopatia inflamatória. Exemplo desse tipo de miosite é a causada pelos medicamentos usados para baixar o colesterol (estatinas). Alguns tumores podem causar inflamação muscular e devem ser investigados quando há suspeita clínica.
Quando não se encontra uma causa bem definida, a miopatia inflamatória é chamada de idiopática. Os sintomas nas miopatias idiopáticas são de fraqueza muscular, principalmente nas regiões dos ombros e bacia (cinturas escapular e pélvica).
O paciente tem dificuldade de elevar os braços, subir degraus e levantar-se de uma cadeira, mais por fraqueza do que por dor. O diagnóstico é confirmado através de alterações no exame de sangue, mostrando as enzimas produzidas nos músculos com valores elevados (CPK, TGO, DHL e aldolase). Além disso, um exame chamado eletroneuromiografia, que é realizado através de estímulos elétricos (choques) nos músculos, também detecta alteração inflamatória muscular. Finalmente, a biópsia do músculo afetado confirma o diagnóstico. Alguns pacientes, além de apresentarem a miosite, podem ter também alterações na pele (vasculite), caracterizando a chamada dermatomiosite. Na dermatomiosite, a pele é acometida principalmente ao redor dos olhos (heliótropo) com vermelhidão e inchaço nessa região. No dorso das mãos (pápulas de Gottron) e no colo de pescoço, podem aparecer lesões avermelhadas e, geralmente, sensíveis à exposição solar. Crianças também podem ser acometidas por dermatomiosite infantil, muitas vezes de início agudo e evolução grave. Outras vezes, também principalmente na criança, o quadro de miosite é lento e, após algum tempo, podem aparecer calcificações nos músculos e tecidos abaixo da pele, formando as chamadas calcinoses.
Tratamento
O tratamento dessas doenças deve ser realizado por profissional especializado, normalmente um reumatologista, e consiste nas seguintes medidas:
• Tratamento medicamentoso
– Corticosteróides por via oral são utilizados como primeira opção.
– Nos casos resistentes, utilizam-se imunossupressores, principalmente o methotrexato e a azatioprina.
– Modernos medicamentos chamados biológicos estão sendo estudados nessas doenças e podem ser uma opção terapêutica no futuro próximo.
Reabilitação
Tão logo ocorra melhora da miosite, devem ser iniciados exercícios: inicialmente, assistidos (com ajuda); na seqüência, isotônicos e isométricos; e, finalmente, os aeróbicos

Rabdomiólise -Causas
As causas de rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos:
Trauma ou lesão muscular direta;
Excesso de atividade muscular;
Defeitos enzimáticos hereditários;
Outras condições clínicas.
1) Trauma e Compressão
Os traumatismos e acidentes com compressão de membros são causas comuns de rabdomiólise, sendo que nesses casos a deterioração da função renal é rápida. Pode desenvolver-se em: indivíduos vítimas de traumatismos múltiplos, vítimas de tortura, crianças que sofrem abuso, imobilização devido ao coma e à imobilização, após procedimentos cirúrgicos (procedimentos com compressão muscular prolongada ou oclusão vascular).
Nesse grupo também estão incluídos os pacientes vítimas de choques elétricos e queimaduras extensas.
2) Excesso de Atividade Muscular
Após a prática de exercícios físicos, é comum ocorrer mioglobinemia, mioglobinúria e aumento de CPK sérica subclínicas, como demonstrado em maratonistas. A rabdomiólise pode ocorrer quando há um desequilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio, com quadros potencialmente graves. Os fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de rabdomiólise são:
Indivíduo sem preparo físico;
Prática de exercício em ambientes muito quentes e úmidos;
Comprometimento dos mecanismos de perda de calor (ex: uso de medicações anticolinérgicas, uso de equipamentos pesados);
Indivíduos portadores de anemia falciforme que se exercitam em altas altitudes;
Hipocalemia causada pela perda de potássio no suor: o potássio tem um importante papel no aumento do fluxo sanguíneo para os músculos, durante a atividade física, já que causa vasodilatação. Porém, caso haja depleção de potássio, a liberação do mesmo pelas células fica comprometida. Esse fenômeno pode levar à redução do fluxo sanguíneo, câimbras, necrose isquêmica e rabdomiólise.
Alguns estados patológicos hipercinéticos também podem estar associados ao desenvolvimento de rabdomiólise, como convulsões tônico-clônicas generalizadas, delirium tremens, agitação psicótica e overdose de anfetaminas.
É importante ressaltar que, na rabdomiólise secundária ao excesso de atividade física, a IRA só ocorre nos pacientes desidratados e com função renal previamente comprometida.
3) Miopatias Metabólicas
As anormalidades musculares podem levar ao desenvolvimento de rabdomiólise. Entre elas, incluem-se os distúrbios da glicogenólise, da glicólise e do metabolismo das purinas e dos ácidos graxos.
Embora essas miopatias representem uma pequena porcentagem dos casos de rabdomiólise, elas devem ser pesquisadas em todos os pacientes que apresentam episódios recorrentes. Em um estudo com 77 pacientes, foi relatado que a miopatia mais comumente associada a rabdomiólise é a deficiência de carnitina palmitoiltransferase (CPT). A segunda causa mais comum foi a deficiência de miofosforilase (ou doença de McArdle), na qual há produção de ATP defeituoso.
As miopatias metabólicas devem ser suspeitadas nos seguintes casos:
Indivíduos com episódios recorrentes de rabdomiólise (após exercício vigoroso ou infecções virais);
História de intolerância aos exercícios, câimbras recorrentes e fadiga de início na infância;
História familiar de distúrbios semelhantes;
Indivíduos que apresentam força muscular e níveis enzimáticos normais nos períodos intercrises, exceto na deficiência de miofosforilase, na qual os níveis de CPK não voltam ao normal.
O diagnóstico das miopatias baseia-se no teste de isquemia do antebraço e na realização de biópsia muscular.
4) Medicamentos e Toxinas
A rabdomiólise pode ser causada por um grande número de drogas, lícitas e ilícitas, sendo que os mecanismos são bastante diversos.
Nesse grupo, o etanol é a causa mais comum. Ele inibe o acúmulo de cálcio no retículo sarcoplasmático das células musculares, agride as membranas dessas células e inibe a bomba de Na-K-ATPase, comprometendo a manutenção da integridade celular. Vale lembrar que esses efeitos tóxicos são aumentados pelo jejum. Além disso, o coma induzido pelo uso do álcool leva à imobilização e compressão muscular. Medicações associadas a esse último mecanismo são: opióides e outros depressores do SNC.
Medicamentos que induzem estados de agitação, convulsões, reações distônicas e hipertermia (cocaína) estão associados ao aumento da demanda muscular por oxigênio. Alguns agentes tóxicos, como o monóxido de carbono, comprometem a produção de energia pelos músculos. A colchicina e a heparina exercem efeitos tóxicos diretos nos músculos.
As estatinas são medicações classicamente miotóxicas. O mecanismo mais aceito para esse efeito colateral seria a inibição da coenzima Q (ubiquinona), a qual tem efeito essencial na produção de ATP pelas mitocôndrias. Esse efeito tóxico pode se manifestar de quatro formas diferentes: (1) mialgias; (2) elevações de CPK, assintomáticas ou não; (3) miopatia; e (4) rabdomiólise. Já foi relatada a ocorrência de mialgias com todas as estatinas, sendo que a maioria dos casos desenvolve-se sem elevação de enzimas musculares, não requerendo a interrupção do fármaco.
A miopatia associada às estatinas é identificada pela elevação da CPK. Quando essa enzima encontra-se elevada em menos de 5 vezes o limite superior normal, a miopatia é benigna e cuidados adicionais não são necessários. Quando, porém, essa elevação é superior a 10 vezes o limite superior, denomina-se miopatia significativa, a qual requer cuidados. Essa miopatia ocorre em apenas 0,1% dos pacientes em uso de estatina e a rabdomiólise com evolução fatal ocorre em 0,03 a cada 100.000 pacientes/ano.
A associação entre estatinas e fibrato aumenta o risco de rabdomiólise, especialmente em indivíduos com mais de 70 anos, em uso de vários medicamentos e portadores de insuficiência renal. Porém, quando realizada monitoração adequada, o uso cuidadoso dessa combinação é seguro.
5) Outras Condições Clínicas
A hipertermia maligna é uma síndrome caracterizada por febre, contração e rigidez muscular generalizada, acidose metabólica e rabdomiólise. Ocorre mais frequentemente em indivíduos suscetíveis após a exposição a anestésicos inalatórios. A alteração de base parece ser um defeito na ligação de cálcio ao retículo sarcoplasmático, fazendo que esse íon se acumule no citoplasma em resposta a vários agentes farmacológicos.
A síndrome neuroléptica maligna é um distúrbio composto por febre alta (com ou sem contração muscular generalizada), que se desenvolve após a exposição a fenotiazinas ou ao haloperidol, isoladamente ou em combinação a antidepressivos tricíclicos ou medicamentos para a doença de Parkinson. Pode estar associada a rabdomiólise.
A rabdomiólise pode ocorrer na vigência de infecções como a piomiosite bacteriana, na qual surge um quadro de eritema, edema, hipersensibilidade, flutuação e linfangite. Pode ocorrer também em quadros de septicemia, não por ação lesiva direta da bactéria, mas mediada pelas toxinas produzidas por esses microorganismos. Infecções virais, como influenza A e B, HIV, Epstein-Barr, citomegalovírus e outros, também foram associadas à ocorrência de rabdomiólise.
Distúrbios eletrolíticos também podem estar associados a rabdomiólise, como a hipo/hipernatremia, estados hiperosmolares, hipocalemia. A fraqueza muscular está presente nos casos de rabdomiólise associada a distúrbios hidroeletrolíticos. A miopatia hipocalêmica é, frequentemente, dolorosa.
Finalmente, alguns distúrbios endócrinos também podem levar ao desenvolvimento de rabdomiólise. O hipotireoidismo acompanha-se frequentemente de mialgias e elevações moderadas de CPK; nesses pacientes, a deficiência de hormônio tireoidiano compromete a glicogenólise, fazendo com que o indivíduo fique mais suscetível a rabdomiólise pós-exercício. Na cetoacidose diabética pode ocorrer rabdomiólise devido aos distúrbios eletrolíticos que acompanham essa complicação. Já foram descritos casos de rabdomiólise em pacientes com feocromocitoma, possivelmente devido à vasoconstrição e isquemia muscular.
Como já comentamos, muitas das causas de rabdomiólise atuam reduzindo a produção de ATP, o qual é essencial para a estabilidade celular. Essas alterações ocorrem na presença de distúrbios eletrolíticos, como o aumento intracelular de cálcio e subseqüente ativação de várias enzimas intracelulares. Com isso, há a liberação de componentes intracelulares tóxicos e de radicais livres, os quais causam lesões na microvasculatura e extravasamento capilar.
A IRA que se desenvolve nesses pacientes pode ser explicada pelos seguintes mecanismos:
A mioglobina pode exercer um efeito tóxico direto, mediado pela porção heme, causando necrose tubular aguda. A rabdomiólise é responsável por 25% dos casos de NTA.
O desequilíbrio entre as substâncias vasoativas leva à vasoconstrição e isquemia renal.
Formação de cilindros pigmentados, levando à obstrução tubular.

DOR CIÁTICA.

O que é ciática? 
O nervo ciático é um nervo que vai desde a coluna lombar até os pés, passando pela parte posterior das coxas. Ele permite o movimento dos músculos das pernas e é responsável pelas sensações. A chamada ciática, ou dor ciática, é a dor causada pela inflamação do nervo ciático, ou pela pressão da coluna sobre o nervo. Às vezes o funcionamento do nervo pode ser afetado, o que provoca fraqueza na perna ou sensação de formigamento. A ciática pode aparecer junto com a dor nas costas ou não, e a dor pode se refletir para a perna. 
Por que a dor ciática pode aparecer na gravidez?
 
Ao contrário do que muita gente imagina, não há provas científicas de que a dor ciática seja causada por condições específicas à gravidez. As mudanças no corpo trazidas pela gestação podem provocar dor na região dos quadris e dor nas costas, mas não a ciática. 
Às vezes, a ciática pode ser confundida com a
 dor pélvica, essa sim comum na gravidez. A ciática não é causada pela pressão do bebê sobre o nervo. 
Em jovens, muitas vezes a dor é provocada por lesões num disco, que levam à inflamação no nervo, ou pela pressão direta de uma hérnia de disco sobre o nervo. Em pessoas mais velhas, ela pode ser decorrência da compressão de um osso ou um ligamento.
 
Nenhuma dessas duas situações é comum na gravidez, e, se você tem dor ciática grávida, é provável que ela apareça também em outras situações.
 
Quais são os sintomas?
 
A dor ciática pode aparecer em forma de pontadas, de queimação ou de formigamento. Ela vai e vem e varia de intensidade ao longo do dia, costuma afetar um lado só e pode ser tão intensa que torna a locomoção quase impossível. A dor pode afetar a coluna lombar (a região mais baixa da coluna), a área atrás da coxa ou ir do bumbum até o pé. Você também pode sentir formigamento ou "choquinhos" na perna ou no pé. A dor pode ser concentrada ou afetar áreas maiores. 
Qual é o tratamento?
 
Consulte seu ginecologista ou um ortopedista, que poderá indicar fisioterapia. Uma possibilidade é usar uma cinta ou faixa de sustentação, que ajuda a segurar o peso da barriga e alivia a pressão sobre a coluna. O especialista também pode indicar exercícios para fortalecer seus músculos pélvicos, abdominais e das costas -- alongamento para a coluna e pernas pode ajudar a aliviar a dor. 
Os antiinflamatórios que aliviariam a dor não devem ser tomados durante a gravidez. O tratamento com remédios terá de esperar até o bebê nascer.
 
Em casos muito graves, a dor ciática pode exigir uma cirurgia para consertar uma hérnia de disco. Mas esse tipo de tratamento não é feito durante a gravidez.
 
Dicas para aliviar a dor
 
• Aplique compressas quentes ou geladas na área dolorida para amenizar a dor.
• Use sapatos confortáveis e sem salto. Algumas mulheres, porém, observam que se sentem melhor usando um pouco de salto. Converse com o fisioterapeuta ou o ortopedista para orientações detalhadas.
• Tente não ficar parada na mesma posição por muito tempo, especialmente sentada ou deitada de barriga para cima.
• Preste atenção aos sinais que seu corpo dá e evite as atividades que pareçam deflagrar a dor.
• Tome cuidado com a postura e tente manter a coluna ereta. De preferência, se ficar muito tempo sentada, use um travesseirinho ou uma toalha enrolada para apoiar as costas.
• Use vários travesseiros para acomodar a barriga na cama.
• Evite pegar peso. Se tiver que pegar alguma coisa pesada do chão, dobre os joelhos e mantenha a coluna ereta.
 

LÚPUS E EPILEPSIA.

Lúpus e epilepsia são males potencialmente incapacitantes e devem ser, obrigatoriamente, causas de aposentadoria por invalidez, quando a perícia médica detectar um grau de disfunção social e laboral que inviabilize a continuidade da pessoa em sua ocupação habitual.

Nenhuma doença por si mesma concede o direito à aposentadoria por invalidez. A aposentadoria ocorre apenas quando o portador de qualquer moléstia é considerado incapaz para exercer seu trabalho.
E mesmo assim quando o perito.
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1º Dia Nacional da Epilepsia
Por Editorial em 14 março 2011

Portugal estreou-se na passada sexta-feira, dia 11 de Março, na comemoração do primeiro Dia Nacional da Epilepsia. A iniciativa, que visa sensibilizar a sociedade para a doença e crises epilépticas, foi promovida pela Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia e pela Liga Portuguesa contra a Epilepsia.

A celebração decorreu a bordo de um comboio que percorreu as cidades de Lisboa, Coimbra e Porto. Esta viagem informativa, denominada por “ Tour da Epilepsia”, contou com a participação de médicos, doentes epilépticos , amigos e familiares, que organizaram palestras a bordo com o objectivo de desmistificar a doença. A epilepsia afecta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e estima-se que 70 mil pessoas em Portugal sofram desta patologia.

SINAIS E SINTOMAS DE TRAUMAS NOS OSSOS E ARTICULAÇÕES.

A artrose, também conhecida como osteoartrose, osteoartrite ou doença degenerativa, é caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular e pelas alterações ósseas em seu entorno. Ela pode afetar qualquer parte do corpo, sobretudo mão, pés, joelhos, pescoço e a parte inferior das costas.
A artrose é a doença reumática mais comum entre pessoas com mais de 65 anos e, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, 85% desses indivíduos têm a doença diagnosticada, embora apenas de 30% a 50% apresentem dor crônica.

Causas

A artrose ocorre quando a cartilagem que reveste a superfície dos ossos e suas articulações se deteriora ao longo do tempo. Sua superfície, antes lisa, torna-se áspera, causando irritação. Quando a cartilagem está desgastada por completo, ocorre atrito ósseo, danificando suas extremidades e tornando os movimentos articulares dolorosos.
Alguns fatores também podem contribuir para o surgimento da doença, como envelhecimento, traumas que envolvem a cartilagem, hereditariedade, fraqueza muscular e obesidade.

Sintomas

Em geral, os sintomas se manifestam lentamente no decorrer da doença e pioram com o tempo. Baseiam-se, sobretudo, em dores articulares nas regiões afetadas que melhoram com o repouso.
Durante sua evolução, os pacientes relatam rigidez das articulações após acordar ou depois de um período de inatividade. No estágio mais avançado da doença, a dor não apresenta melhora, mesmo depois do descanso, e o indivíduo ainda tem seus movimentos comprometidos pela falta de firmeza. Ocorrem também inchaço e deformidade nas articulações mais atingidas.
A artrose é uma das principais causas de dor musculoesquelética e de incapacidade para o trabalho no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio do exame clínico do paciente e pode ser completado com radiografia simples. A ressonância magnética produz imagens detalhadas dos ossos e seus tecidos, incluindo a cartilagem óssea. Esse exame pode ser útil para identificar a origem da dor.
O exame de sangue é indicado para descartar outras doenças cujos sintomas são similares, como, por exemplo, a artrite reumatoide.

Tratamento

Procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. Somente o especialista poderá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.
O tratamento consiste em controlar a dor e melhorar a expectativa de qualidade de vida do paciente, de forma que ele possa manter ou resgatar suas atividades rotineiras. Para esses casos são indicados analgésicos e/ou anti-inflamatórios por via oral ou injeções nas articulações afetadas. Recomenda-se, também, a prática de exercícios físicos regular e apropriada para a idade de cada indivíduo, fisioterapia e hidroterapia, além de acompanhamento psicológico e nutricional.

Prevenção

Como um dos fatores de risco está associado à obesidade, o controle do peso torna-se uma das medidas preventivas mais importantes, uma vez que a doença está relacionada com um aspecto biológico incontrolável: o envelhecimento.
Manter uma dieta balanceada e praticar atividades físicas regularmente também contribuem para a melhora da função muscular e para o fortalecimento articular.

ANTENÇÃO!!!

IMPORTANTE: AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE SITE TEM CARÁTER INFORMATIVO E NÃO SUBSTITUEM AS OPINIÕES, CONDUTAS E DISCUSSÕES ESTABELECIDAS ENTRE MÉDICO E PACIENTE.

Como desenvolver a autoestima, ganhar confiança e viver com mais entusiasmo.

Paixão, entusiasmo, alegria, esperança e tantas outras emoções positivas são o combustível para uma vida plena de EROS, essa energia magnífica que pode destruir, mas que principalmente pode ampliar.

Mais do que nunca se sabe que as doenças físicas e mentais estão profundamente associadas a fatores biológicos e psicossociais. Portanto, é importante aprender, ou melhor, reaprender a se conectar com o novo, como uma maneira de se atualizar sempre no seu desejo e na maneira de sentir e absorver o mundo que nos cerca.

Posso destacar aqui uma maneira muito simples e quase óbvia, mas que raramente usamos em nosso proveito que são nossos órgãos dos sentidos, pois é através dos órgãos sensoriais que as mensagens de prazer entram em nossa vida,estimulando o desejo.

Por que falar de desejo quando eu quero falar de autoestima, felicidade, estar de bem consigo mesmo ou mesma? Por que reconhecer o seu próprio desejo e satisfazê-lo é o alimento que a alma precisa para dar estrutura ao Ego para suportar os reveses da vida sem ser derrubada por eles.

Usar a visão para olhar o que é belo,ouvir uma música com o coração e a memória, saborear a vida e o bolo de chocolate sem culpas, acariciar e abraçar para se arrepiar; e dessa maneira abrir seus próprios canais de conexão com o mundo e com seus próprios desejos.

É necessário assumir seus prazeres e necessidades, entendendo e aceitando a diversidade em todos os sentidos, com respeito pela própria natureza e pela dos outros. Ser inteiro e a cada dia se reconhecer e se validar, hoje o gozo, amanhã choro, acerto e erro, tendo coragem e medo.

Luz e sombra fazem o todo e aceitar-se assim e se permitir sentir e viver todos os seus desejos e se encontrar com seu próprio EU, aquele que a gente muitas vezes esconde da gente mesma por conta das obrigações e responsabilidades.

Fazer a cada dia um novo dia, em anseios e respostas, abdicando das fórmulas prontas que muitas das vezes está calcada não nos desejos e experiências, atuais, mas sim em dificuldades e medos ultrapassados e sem sentido no hoje, no aqui e agora.



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Os Imprescindíveis.

Há homens que lutam por um dia e são bons.

Há outros que lutam por um ano e são melhores.
Há outros, ainda, que lutam por muitos anos e são muito bons.
Há, porém, os que lutam por toda a vida,
Estes são os imprescindíveis.

Bertolt Brecht.