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terça-feira, 4 de março de 2014

CALVÍCIE (ALOPECIA ANDROGENÉTICA).

A calvície é uma condição que afeta mais os homens, pois a queda dos cabelos está diretamente associada à presença dos hormônios sexuais masculinos, de modo especial à presença da testosterona. As mulheres também produzem esse hormônio, mas em quantidade bem pequena. Por isso, nelas, os casos de calvície são mais raros e, quando ocorrem, a perda é menos drástica.
O ciclo de vida de cada fio de cabelo é marcado por fases de crescimento, repouso e queda. Por volta de 90% dos nossos cabelos estão na fase de crescimento.  Depois de um curto período de repouso, em que para de crescer, o fio cai e, no seu lugar, um novo fio entra na fase de crescimento. Por isso, uma pessoa pode perder entre 50 a 100 fios de cabelo todos os dias, sem risco de desenvolver calvície, por causa desse processo de renovação contímua. O fato é que a duração média de um fio de cabelo, do nascimento até a queda, é ao redor de um ano e meio a dois anos.
Causas
As duas principais causas da queda permanente dos cabelos são a hereditariedade e os hormônios masculinos. Ambos promovem a atrofia dos folículos (bulbos) capilares e aceleram a queda definitiva.
As outras são o excesso de oleosidade, típico da dermatite seborreica, a aplicação exagerada de produtos químicos, distúrbios da tireoide, má alimentação, carência de vitaminas, certos medicamentos e estresse. Após cirurgias e partos e durante as aplicações de quimioterapia, a perda de cabelo pode ser mais intensa, mas é passageira. Nesses casos, cessada a causa, o cabelo volta a crescer.
Sintomas nos homens
Os primeiros sinais da calvície nos homens (alopecia androgenética) podem aparecer entre 17 e 23 anos. Dezessete anos é uma idade realmente perigosa. Os cabelos não caem de uma vez, mas a queda é contínua, persistente e irreversível, porque determinada pelos genes que a pessoa herdou do pai e/ou da mãe. No início, as falhas aparecem perto da testa. São as famosas entradas. Depois, é a vez da “coroinha de padre”, um círculo sem cabelos no topo da cabeça. Na maior parte dos casos, os cabelos continuam caindo e a calvície toma conta de toda a área superior da cabeça, sobrando apenas fios que se concentram numa faixa nas laterais e atrás da cabeça.
Quando os sinais começam a aparecer mais tarde, por volta dos 25/26 anos, a queda é mais lenta e costuma responder melhor ao tratamento. No entanto, o mais provável é que, depois dos 50 anos, todos os homens de uma família geneticamente predisposta apresentem, em grau menor ou maior, sinais da perda anormal de cabelos.
Sintomas nas mulheres
Até a menopausa, as mulheres contam com a proteção dos hormônios femininos. Depois, quando os níveis de estrogênio desabam, a proteção desaparece e aquelas com predisposição genética podem manifestar uma queda anormal de cabelos. Diferente do que acontece com os homens, nas mulheres os cabelos da frente permanecem, mas os fios ficam finos e rarefeitos, especialmente no topo da cabeça, a ponto de, nos casos mais avançados, o couro cabeludo tornar-se visível.
Os casos de alopecia androgenética feminina vêm aumentando à medida que as condições da vida moderna expõem as mulheres a maior carga de estresse, tensão e ansiedade.  São considerados outros fatores de risco o excesso de produtos químicos utilizados nas tinturas, alisamentos e permanentes, por exemplo, puxar muito os cabelos para prendê-los em rabos de cavalo ou tranças e a carência de nutrientes e vitaminas provocadas pelas dietas restritivas para emagrecerhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png..
Tratamento
Exceção feita à queda de cabelos por força da hereditariedade, nos outros casos, ela pode ser evitada, ou retardada, se forem afastados os fatores de risco e introduzidos alguns medicamentos.
O minoxidil é um vasodilatador apresentado sob a forma de loção de uso tópico, que ajuda a bloquear a ação dos derivados da testosterona no bulbo capilar e pode acelerar o crescimento dos cabelos. Como estimula o aparecimento de pelos na face e no corpo, seu uso é contraindicado para as mulheres.
Já a finasterida,  um medicamento para reduzir o tamanho da próstata, que se mostrou também eficaz nos casos de calvície hereditária, é indicada exclusivamente para os homens. A advertência de que mulheres férteis ou grávidas não devem sequer tocar nos comprimidos, porque seu uso pode causar má formação fetal, consta da bula do remédio.
Há casos em que só o implante de cabelos pode representar uma solução estética para a calvície. O procedimento é cirúrgico e consiste na retirada dos bulbos capilares existentes atrás e nas laterais da cabeça, regiões que não sofrem a ação dos fatores genéticos e hormonais, para implantá-los na área rarefeita do couro cabeludo.
 Recomendações
Alguns casos de perda de cabelos merecem atenção especial. Fique atento. Nem todos os tratamentos para calvície (muitos se dizem milagrosos) produzem os efeitos desejados. Ao contrário, as reações colaterais podem ser realmente adversas. Por isso, não se automedique. Procure um dermatologista se notar que:
* os cabelos estão caindo mais depressa e em maior quantidade nos últimos meses, ou caem em tufos;
* o couro cabeludo está vermelho, coça muito ou arde;
* a produção de oleosidade está muito acima do normal;
* sinais de caspa aparecem nas roupas e nos fios.
Para finalizar, lembre que, como todas as outras funções do organismo, a renovação dos cabelos fica mais lenta com o passar dos anos e parte dos fios que caíram não voltam a crescer. De acordo com a herança genética, esse tipo de alopecia atinge em graus diferentes os homens e as mulheres depois os 50 anos.

RINITE ALÉRGICA INFANTIL SAIBA COMO LIDAR.

Saiba como lidar com a rinite alérgica nas crianças. Especialista esclarece dúvidas e dá dicas de como ajudar os pequenos alérgicos.
Espirros, coriza, nariz entupido, dor de cabeça, coceira no nariz, nos olhos, na garganta e no céu da boca. Esse quadro é característico da rinite alérgica que atinge 26% das crianças e 30% dos adolescentes brasileiros. E com a chegada do outono-inverno e as mudanças bruscas de temperatura os pequenos alérgicos ficam mais suscetíveis a crises.
Nesta época do ano, por passar muito tempo em lugares fechados para se abrigar do frio como as salas das creches e escolas, o alérgico fica em contato com vários alérgenos (substâncias que causam alergias), sendo necessário redobrar os cuidados contra os fungos, ácaros, poeira, pelo e saliva de animais domésticos, mofo, bolor, entre outros desencadeadores.

Diante dos sintomas, muitos pais têm dificuldade de reconhecer e tratar o desconforto dos pequenos, uma vez que as crianças não conseguem dizer o que estão sentindo. Por isso, a alergista Ana Paula Moschione Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) e médica da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (USP), esclarece as principais dúvidas sobre a rinite alérgica e dá dicas de como diagnosticar os sinais, sintomas e como preveni-la.
O que é rinite alérgica?
A rinite alérgica é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de uma reação exagerada a uma ou mais substâncias, chamadas de alérgenos. Devido às características genéticas, o sistema imunológico interpreta uma substância como agressora, reagindo em defesa do organismo e causando os sintomas da rinite alérgica.
A alergia é contagiosa?
A alergia não é uma doença contagiosa. Ela ocorre apenas nos indivíduos que têm predisposição genética. Quando há a predisposição genética, a pessoa vai produzir anticorpos contra substâncias comuns no ambiente, que provocam inflamações no nariz ou nos pulmões. Essas inflamações vão levar aos sintomas alérgicos. O caráter hereditário também contribui para a doença. Se um dos pais for alérgico, há 50% de chances de que o filho também seja alérgico. Se ambos os pais forem alérgicos, essa probabilidade aumenta ainda mais.
A alergia pode afetar o desempenho escolar da criança?
Sim, as alergias podem alterar o comportamento da criança. Segundo o International Study of Asthma and Allergieshttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png (ISAAC), 52% dos latino-americanos com rinite alérgica relatam queda de desempenho no trabalho e na escola. Muitas vezes, a doença é desenvolvida ou agravada no próprio ambiente escolar. Fatores como limpeza da lousa, do ar condicionado e a ventilação da sala podem contribuir para o desenvolvimento das alergias. Por isso, é importante que pais e professores fiquem atentos aos sinais como perda de sono, baixo aproveitamento escolar e faltas excessivas na escola.
Como afastar as crises?
É fundamental manter o ambiente onde a criança está sempre muito limpo e arejado. Lençóis e protetores de berço precisam ser trocados pelo menos uma vez por semana. Outra dica é utilizar capas protetoras de travesseiros e colchões feitas de material plástico ou vinil que são impermeáveis aos alérgenos. A limpeza do chão deve ser feita diariamente com pano úmido seguido de pano seco. Os bichos de pelúcia, tapetes e carpetes devem ser evitados. Nas janelas, a melhor opção é usar persianas, que podem ser limpas com pano úmido, ou cortinas leves, fáceis de lavar.
Como diferenciar alergia de gripe e resfriado?
Determinar quando uma criança apresenta algum tipo de alergia ou apenas um resfriado pode ser muito difícil. Os sintomas são muito similares e, nos dois casos, a criança pode sofrer de espirros, congestão nasal, olhos lacrimejantes e dores de cabeça. Mas alguns sintomas podem ajudar a diferenciar. Os resfriados, normalmente, não causam coceira e irritação nos olhos. Secreção de muco com aspecto transparente é associado a alergias, porém secreções em tons amarelado-esverdeados podem indicar uma infecção.
A rinite alérgica não é uma infecção, mas um processo inflamatório de hipersensibilidade da mucosa que reveste o nariz. Não é contagiosa, não causa febre e costuma ter duração variável, dependendo da intensidade e frequência de exposição aos alérgenos.
O resfriado é uma infecção que pode ser causada por inúmeros vírus, o mais comum é o Rhinovirus que desencadeia obstrução nasal, coriza, espirros e febre baixa. Já a gripe é ocasionada pelo vírus Influenza que costuma provocar sintomas mais intensos que o resfriado como febre alta e dores no corpo, além da obstrução nasal, tosse e espirros.
Como tratar a rinite alérgica?
O ponto principal no controle das doenças alérgicas é a prevenção. O primeiro passo é fazer a limpeza do ambiente e tomar medidas simples para reduzir o contato com substâncias que desencadeiam os sintomas. Além das medidas ambientais, um médico poderá receitar medicamentos para controlar os sintomas e a inflamação na mucosa nasal. Nesses casos, os medicamentos mais frequentemente utilizados são os anti-histamínicos, descongestionantes, corticosteróides intranasais, entre outros. Alguns anti-histamínicos como, por exemplo, a loratadina, proporcionam alívio dos sintomas alérgicos por 24 horas e não causam sonolência. Hoje há medicamentos anti-alérgicos desenvolvidos especificamente para a criança que não contém corante e açúcar.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

INSÔNIA E A SENSAÇÃO DE CANSAÇO AO ACORDAR.

A insônia é a dificuldade para dormir ou manter o sono ou ainda a sensação de cansaço ao acordar durante pelo menos um mês.
Causas
A insônia primária não é causada por nenhuma condição física ou mental conhecida.
A insônia é causada por vários motivos. As causas mais comuns de insônia são:
Álcool
Ansiedade
Café
Estresse
A insônia secundária é causada por um problema médico. A depressão é uma causa muito comum de insônia secundária. Muitas vezes, a insônia é o sintoma que faz com que pessoas com depressão procurem ajuda médica.
Exames
O médico realizará um exame físico e fará perguntas sobre que medicamentos você está usando, sobre seu histórico clínico e o uso de drogas. Geralmente, esses são os únicos métodos necessários para diagnosticar a insônia.
A Polissonografia, um estudo do sono feito durante a noite, pode ajudar a excluir outros tipos de distúrbios do sono (como a apneia do sono).

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MÉDICOS PEDEM AVAL PARA TÉCNICA QUE PODE CURAR ANEMIA FALCIFORME.


Pacientes com quadros graves de anemia falciforme aguardam a publicação de uma portaria pelo Ministério da Saúde que autorize a realização de transplante de células-tronco hematopoiéticas para a doença.
Hoje, a técnica --mais conhecida como transplante de medula-- é a única capaz de curar a doença, mas só é permitida no Brasil mediante protocolos de pesquisa.
Os que se enquadram nos critérios de indicação representam 20% de todos os pacientes, parcela que pode chegar a até 6.000 pessoas no país. São esses doentes com quadros avançados os que não respondem ao tratamento-padrão com remédios.
O problema foi discutido na semana passada no Simpósio USP-Paris-Diderot sobre Hematologia e Imunologia. Na ocasião, a médica Belinda Simões, da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, afirmou que, desde 2000, 21 brasileiros foram transplantados. Entre eles, 18 foram curados e recebem acompanhamento especial. Três pessoas, que fizeram o procedimento em estágio muito avançado, morreram em decorrência de complicações da doença
"Para alguns pacientes, não há mais o que fazer. Hoje, é a única opção curativa."
Na Europa, onde o procedimento já foi autorizado, a situação é diferente: já foram registrados 611 transplantes desse tipo. A sobrevida dos transplantados, dois anos após a cirurgia, foi de 94%.
"Aguardamos a publicação da portaria que autorizaria o procedimento desde 2011. As evidências de eficácia já foram mandadas para o Ministério da Saúde", diz Simões.
De acordo com o Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, uma revisão geral do regulamento técnico sobre transplantes está sendo preparada e deve entrar em consulta pública em até quatro meses.
Segundo ele, o novo texto incluirá a indicação do transplante de medula para anemia falciforme, que deve passar a ser feita pelo SUS.
O médico Luís Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca (Instituto Nacional de Câncer), afirma que "devem ser seguidos critérios rígidos" para a adoção da técnica.
Para a hematologista Sara Olalla Saad, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a aprovação do tratamento é urgente. "Atendo adultos e vejo tudo o que acontece na evolução da doença. Eles têm sequelas em todos os órgãos e uma qualidade de vida baixíssima", diz. "Prefiro ter o risco de 10% de morrerem por causa do transplante a deixá-los sem alternativa."
A hematologista Carmem Bonfim, da UFPR (Universidade Federal do Paraná), diz que o fato de a doença atingir pessoas de classes sociais mais baixas --é mais comum entre negros-- é uma das razões para o atraso da autorização do transplante.
"A doença atinge uma população que não tem acesso às informações e nem percebe que há algo que possa ser feito para ajudá-la.
MARIANA LENHARO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA - 18/05/2013 .

Anemia falciforme/teste do pezinho.


Anemia falciforme pode ser diagnosticada com o teste do pezinho.


Cientistas da Unesp de Araraquara, SP, iniciarão testes em seres humanos.
Doença atinge um brasileiro a cada grupo de 1 mil pessoas.   
 O G1 Araraquara e Região. 23/02/2012
Pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Araraquara, no interior de São Paulo, desenvolveram um novo princípio ativo que pode auxiliar no tratamento da anemia falciforme. 

Testes feitos em laboratório resultaram na criação de uma molécula quatro vezes mais potente do que a utilizada atualmente na indústria farmacêutica. A anemia falciforme é uma doença genética e não tem cura.

O novo princípio permite que o paciente receba seis doses a menos do que a recomendada hoje e não oferece efeitos colaterais. “Na totalidade, ele funciona 24 vezes mais que o medicamento que existe no mercado atual, além de possuir ação analgésica", diz Chin.

A anemia falciforme ataca os glóbulos vermelhos, que transportam o oxigênio aos órgãos e tecidos. As células arredondadas e elásticas, que assumem forma de foice e se tornam rígidas, dificultam a passagem pelos vasos sanguíneos, o que implica fortes dores, principalmente nos músculos e nos ossos. 

A doença pode levar o paciente a sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e infarto pulmonar.
Com base nos estudos feitos pela equipe da Unesp, uma empresa farmacêutica firmou um contrato que prevê o investimento de R$ 5 milhões na pesquisa. 

"Depois que a indústria observou que os compostos têm atividade biológica, ela se interessou no desenvolvimento da substância para que ela se torne um novo medicamento", afirma o pesquisador Jean Leandro dos Santos. O medicamento devrá demorar oito anos para ser comercializado.

Dados
Estimativas apontam que a cada mil brasileiros um é portador de anemia falciforme. A mutação genética surgiu na África e atinge em sua maioria, negros. O doente pode carregar o gene modificado, mesmo sendo saudável. “Quando uma pessoa que tem o traço da anemia falciforme tem um filho com outro indivíduo também possuidor do traço, essa criança pode manifestar a doença em sua forma mais grave", explica o hematologista Reinaldo Bonfá.
A anemia falciforme pode ser diagnosticada com o teste do pezinho, logo após o nascimento do bebê. O teste é obrigatório e feito gratuitamente na rede pública de saúde. 
Já os pais podem descobrir se são possuidores do traço da doença pelo exame chamado eletroforese de hemoglobina.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

APENDICITE.

É uma inflamação do apêndice. O apêndice é um órgão bem pequeno que faz parte dosistema digestivo. Ele fica ligado ao começo do intestino grosso, uma região chamada de ceco. Tem o formato de um pequeno tubo com cerca de 1 cm de largura por 10cm de comprimento.

 Quando ocorre a obstrução da passagem no apêndice, devido, por exemplo, a um pedaço de fezes mais sólido que o normal, este tende a inflamar e as paredes internas a ficarem mais permeáveis. Com isto, a entrada de bactérias fica facilitada.

 A apendicite ocorre, portanto, devido a esta inflamação no apêndice.
Caso o problema não seja tratado a tempo pode levar até mesmo à morte. É algo frequente em pessoas com idade entre 20 e 30 anos. O apêndice já teve suas funções muito estudadas e por tempos foi considerado um órgão que ao longo da evolução perdeu suas funções originais. Hoje, acredita-se, entretanto, que este tenha um papel importante no auxilio do sistema imunológico.

 COMO SE ADQUIRE?
Não existem fatores que determinem ao certo quais pessoas estão mais predispostas a desenvolver um caso de apendicite. Normalmente, pessoas com péssimos hábitos alimentares tendem a ficarem mais vulneráveis à formação de um bloco duro de fezes e, com isto, gerar uma obstrução no apêndice. Porém, isto também pode ocorrer com indivíduos que possuem uma vida super saudável.

 QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
A falta de apetite é um dos sintomas que mais se destaca em casos de apendicite. Uma estranha dor abdominal do lado direito do corpo humano também tende a aparecer. Esta é bem pontual e localizada. É uma dor contínua que desce para a parte mais baixa do abdômen e vai aumentando em intensidade.

Como o intestino para de funcionar corretamente, devido ao entupimento do apêndice, o sistema digestivo entra em colapso. Quadros de febre, de apatia, de náuseas e de vômitos também costumam aparecer nos pacientes.
Relatos de pacientes da internet
“É uma dor insuportável”
“Cheguei no hospital e já fui diretamente para a mesa de cirurgia”
“Após a cirurgia senti um enjoo”

DIAGNÓSTICO?
O histórico do paciente e um exame clínico geralmente levam a um resultado. O médico analisa os sintomas e examina com mão o abdômen do indivíduo. Alguns exames complementares podem ser pedidos, pois anexites, inflamação do útero e dos ovários, por exemplo, costumam confundir o diagnostico. Através de uma tomografia ou de um exame ultrassom é possível ter a certeza de que se trata de um caso de apendicite. Após o correto diagnóstico, deve-se dar inicio imediato ao tratamento para que não ocorram complicações futuras.

   TRATAMENTO?
O tratamento é normalmente cirúrgico. Através de uma pequena incisão o apêndice é retirado do corpo do indivíduo, isto porque sua ausência não prejudica o correto funcionamento do organismo. Também pode ser realizado um procedimento via laparoscopia. Os resultados costumam ser os mesmos dacirurgia com incisão. Caso o tratamento não seja realizado dentro do tempo adequado podem ocorrer sérias complicações de saúde. Portanto, fique atento ao estado do seu organismo e sempre que algo de errado estiver acontecendo procure por um médico especialista imediatamente.

 COMO PREVENIR?
Caso surjam dores agudas do lado direito do abdômen ou na parte mais baixa, procure por um médico. Pode ser um caso de apendicite aguda. Mantenha bons hábitos alimentares e coma sempre muitas verduras e muitos legumes. 
Caso seja necessária a internação no hospital para o perfeito diagnóstico e tratamento do problema, não se recuse a ficar. O estado de sua apendicite pode piorar bastante em poucas horas e uma cirurgia de emergência pode acabar sendo realizada.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

LÚPUS, Causas, Sintomas, Tratamento.

Sinônimos: LES, Lúpus eritematoso sistêmico
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune  a longo prazo que pode afetar a pele, as articulações, os rins, o cérebro e outros órgãos.
Doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo

Causas
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico do corpo ataca tecidos saudáveis por engano. Isso leva a inflamação a longo prazo (crônica).
Lúpus: saiba como a doença autoimune se manifesta
A causa subjacente das doenças autoimunes não é totalmente conhecida.
O lúpus é muito mais comum em mulheres do que em homens. Pode ocorrer em qualquer idade, mas aparece mais frequentemente em pessoas entre 10 e 50 anos. Os afro-americanos e os asiáticos são afetados com mais frequência do que pessoas de outras raças.
O lúpus também pode ser causado por algumas drogas. Para obter informações sobre essa causa, consulte o lúpus eritematoso induzido por drogas.
Exames
Para ser diagnosticado com lúpus, é preciso ter 4 dos 11 sinais típicos da doença.
O médico realizará um exame físico e auscultará seu tórax com um estetoscópio. Um som anormal chamado atrito pericárdico ou atrito pleural poderá ser escutado. Um exame do sistema nervoso também pode ser realizado.
Os exames usados para diagnosticar o lúpus incluem:
·         Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares
·         Hemograma completo
·         Radiografia do tórax
·         Biópsia renal
·         Uranálise
Essa doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:
·         Anticorpo antitireoglobulina
·         Anticorpo microssômico antitiroide
·         Componentes do complemento (C3 e C4)
·         Teste de Coombs direto
·         Crioglobulinas
·         Taxa de sedimentação de eritrócitos (TSE)
·         Exames de sangue para função renal
·         Exames de sangue para função hepática
·         Fator reumatoide
Esta lista não abrange tudo.
Sintomas de Lúpus
Os sintomas de lúpus podem variar de pessoa para pessoa e podem aparecer e desaparecer. Quase todas as pessoas com lúpus apresentam dor e edema nas articulações. Algumas desenvolvem artrite. As articulações frequentemente afetadas são as dedos, mãos, punhos e joelhos.
  Alguns dos principais sintomas da doença são feridas na boca, fadiga e febre sem causa aparente
Outros sintomas comuns incluem:
·         Dor no peito ao inspirar profundamente
·         Fadiga
·         Febre sem outra causa
·         Desconforto geral, ansiedade, mal-estar
·         Perda de cabelo
·         Feridas na boca
·         Sensibilidade à luz do sol
·         Rash cutâneo: vermelhidão na face em forma de "borboleta" sobre as bochechas e a ponte do nariz afetam cerca de metade das pessoas com lúpus. O rash piora com a luz do sol. O rash também pode ser generalizado.
·         Linfonodos aumentados
Outros sintomas de lúpus dependem de qual é a parte do corpo afetada:
·         Cérebro e sistema nervoso: cefaleias, dormência, formigamento, convulsões, problemas de visão, alterações de personalidade
·         Trato digestivo: dor abdominal, náuseas e vômitos
·         Coração: ritmo cardíaco anormal (arritmias)
·         Pulmão: tosse com sangue e dificuldade para respirar
·         Pele: coloração irregular da pele, dedos que mudam de cor com o frio (fenômeno de Raynaud)
Alguns pacientes têm apenas sintomas de pele. Esse tipo é chamado de lúpus discoide
Tratamento de Lúpus
Não há cura para o lúpus. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas.
A doença branda pode ser tratada com:
·         Antiinflamatórios não esteroides (AINEs) para artrite e pleurisia
·         Pomadas com corticoides para o rash cutâneo
·         Uma droga antimalárica (hidroxicloroquina) e corticoides de baixa dosagem para os sintomas de pele e artrite
Você deve utilizar roupa protetora, óculos de sol e protetor solar quando estiver ao sol.
Sintomas graves ou que acarretem risco de morte (como a anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central) frequentemente necessitam de um tratamento mais agressivo com especialistas.
O tratamento para lúpus mais grave inclui:
·         Alta dosagem de corticoides ou medicamentos para diminuir a resposta do sistema imunológico do corpo
·         Drogas citotóxicas (drogas que bloqueiam o crescimento celular) quando não houver melhora com corticoides ou quando os sintomas piorarem depois de interromper o uso. Esses medicamentos têm efeitos colaterais graves. Você precisará ser rigorosamente monitorado pelo seu médico.

Se você tem lúpus, é importante ter:
Cuidado cardíaco preventivo
·         Imunização atualizada
·         Testes de triagem do afinamento dos ossos (osteoporose)
A psicoterapia e os grupos de apoio podem ajudar a aliviar a depressão e as alterações no humor que venham a ocorrer em pacientes com a doença.
Expectativas
A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença.
O resultado para pessoas com lúpus melhorou nos últimos anos. Muitas pessoas com lúpus têm sintomas leves.
As mulheres que sofrem de lúpus e engravidam, geralmente são capazes de manter a gravidez e dar à luz um bebê saudável, desde que não sofram de doença renal ou cardíaca grave e que o lúpus esteja sendo tratado adequadamente. Entretanto, a presença de anticorpos de lúpus pode aumentar o risco de perda na gravidez.

ANTENÇÃO!!!

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Como desenvolver a autoestima, ganhar confiança e viver com mais entusiasmo.

Paixão, entusiasmo, alegria, esperança e tantas outras emoções positivas são o combustível para uma vida plena de EROS, essa energia magnífica que pode destruir, mas que principalmente pode ampliar.

Mais do que nunca se sabe que as doenças físicas e mentais estão profundamente associadas a fatores biológicos e psicossociais. Portanto, é importante aprender, ou melhor, reaprender a se conectar com o novo, como uma maneira de se atualizar sempre no seu desejo e na maneira de sentir e absorver o mundo que nos cerca.

Posso destacar aqui uma maneira muito simples e quase óbvia, mas que raramente usamos em nosso proveito que são nossos órgãos dos sentidos, pois é através dos órgãos sensoriais que as mensagens de prazer entram em nossa vida,estimulando o desejo.

Por que falar de desejo quando eu quero falar de autoestima, felicidade, estar de bem consigo mesmo ou mesma? Por que reconhecer o seu próprio desejo e satisfazê-lo é o alimento que a alma precisa para dar estrutura ao Ego para suportar os reveses da vida sem ser derrubada por eles.

Usar a visão para olhar o que é belo,ouvir uma música com o coração e a memória, saborear a vida e o bolo de chocolate sem culpas, acariciar e abraçar para se arrepiar; e dessa maneira abrir seus próprios canais de conexão com o mundo e com seus próprios desejos.

É necessário assumir seus prazeres e necessidades, entendendo e aceitando a diversidade em todos os sentidos, com respeito pela própria natureza e pela dos outros. Ser inteiro e a cada dia se reconhecer e se validar, hoje o gozo, amanhã choro, acerto e erro, tendo coragem e medo.

Luz e sombra fazem o todo e aceitar-se assim e se permitir sentir e viver todos os seus desejos e se encontrar com seu próprio EU, aquele que a gente muitas vezes esconde da gente mesma por conta das obrigações e responsabilidades.

Fazer a cada dia um novo dia, em anseios e respostas, abdicando das fórmulas prontas que muitas das vezes está calcada não nos desejos e experiências, atuais, mas sim em dificuldades e medos ultrapassados e sem sentido no hoje, no aqui e agora.



Doação de Órgãos

Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Participe e Divulgue. Para ser doador de órgãos, fale com sua família e deixe clara a sua vontade, não é preciso deixar nenhum Documento. Acesse www.doevida.com.br, saiba mais. Divulgação: comunicacao@saude.gov.br At.Ministério da saúde. Siga-nos: www.twitter.com/minsaude

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Os Imprescindíveis.

Há homens que lutam por um dia e são bons.

Há outros que lutam por um ano e são melhores.
Há outros, ainda, que lutam por muitos anos e são muito bons.
Há, porém, os que lutam por toda a vida,
Estes são os imprescindíveis.

Bertolt Brecht.